outubro 1, 2019

Mulheres com câncer podem preservar a fertilidade

Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, encara um dos momentos mais difíceis de sua vida. Por sorte – e muitas pesquisas – os avanços na medicina vêm contribuindo muito para a cura ou o controle da doença.

Contudo, efeitos cruéis das intervenções durante a terapia ainda continuam, trazendo consigo como grave sequela, a falência precoce dos ovários. Com o câncer atingindo cada vez mais os jovens, em idades férteis, fica o alerta. É necessário cuidar da preservação da fertilidade durante o tratamento da doença.

A medicina reprodutiva, junto com a oncologia, tem avançado muito. Já são oferecidas técnicas que permitem que as mulheres em tratamento do câncer, consigam se tornarem mães futuramente. Muitas que são acometidas pelo câncer de mama têm receio que, após a conclusão do tratamento, a gravidez não seja indicada. Permanece em muitas o medo de apresentar chances de recorrência do tumor.

Mas essa questão, bastante difundida antes, já foi contestada por pesquisas científicas. Por conta disso, o IVI Salvador lançou o “Programa Proteger”, que é voltado para pacientes oncológicas. O programa vem para reforçar toda a mobilização da campanha mundial, “Outubro Rosa”.

Programa Proteger

O Proteger é um programa de responsabilidade social da Ferring Pharmaceuticals (empresa biofarmacêutica),  em parceria com o IVI Salvador. Ele visa preservar a fertilidade das pacientes em tratamento contra o câncer. O objetivo é ajudar essas pacientes antes que elas enfrentem a batalha de quimioterapia, radioterapia ou tratamento cirúrgico.

A Ferring Pharmaceuticals oferece gratuitamente a sua linha de produtos específicos para estimulação ovariana às participantes do Programa Proteger. Menopur e Gonapeptyl são alguns deles. A finalidade é de ajudar e acelerar o início da pré-extração dos óvulos, evitando perder tempo. Nesses casos, o tempo é elemento crucial.

Para participar do programa é necessário cumprir alguns requisitos. Ser mulher entre 18 e 40 anos e residir no Brasil. Ter um diagnóstico de câncer. Ainda não ter começado o tratamento contra o câncer e tampouco ter realizado quimioterapia nos últimos seis meses. Além disso, o oncologista deve determinar se a preservação da fertilidade é apropriada.

Após análise desses requisitos, a mulher segue para uma consulta com um médico especializado em reprodução humana. Depois, a paciente será apresentada ao programa onde o benefício será não precisar pagar pela medicação fornecida pelo laboratório. 

Como definir a técnica para a preservação da fertilidade

Devido aos avanços da medicina, mulheres com câncer estão vivendo mais e melhor. Assim, outros aspectos relacionados à qualidade de vida das pacientes estão sendo considerados; entre eles, a fertilidade. Por conta disso, as especialidades médicas, como oncologia e reprodução humana, se unem para aumentar o potencial reprodutivo dessas mulheres.

O que não chega ao conhecimento de todos é que alguns tratamentos para combater o câncer de mama, seja ele avançado ou não, podem causar infertilidade temporária. Podem ainda dificultar que a mulher engravide ou chegar a levar até a infertilidade definitiva.

Apesar disso, há sim casos de pacientes que passaram pelo tratamento e não tiveram problema algum para engravidar. Como cada caso é um caso, o melhor a fazer é conversar com um médico. Entender os riscos do tratamento e saber das possibilidades de preservação da fertilidade assim que for feito o diagnóstico. Vale lembrar que a preservação da fertilidade precisa ser feita antes de iniciar o tratamento contra o câncer de mama.

A especialista em reprodução humana Dra. Genevieve Coelho, Diretora Médica do IVI Salvador, explica que são analisados fatores como idade e tipo do tumor. Outras análises envolvem o protocolo de radioterapia/ quimioterapia utilizado e o tempo disponível antes destes para definir qual técnica será utilizada.

Congelamento de óvulos x câncer

Com a estimulação ovariana, os médicos colhem os óvulos. A partir da técnica de vitrificação, um dos métodos mais comuns, se preserva a fertilidade. Através do uso da vitrificação, é possível que a capacidade reprodutiva de uma mulher seja adiada. Seja pelo tratamento do câncer, seja por qualquer outro motivo – inclusive o avançar da idade.

A partir do Programa Proteger, o primeiro passo é o uso dos medicamentos para estimular o ovário a produzir mais óvulos durante o ciclo menstrual. Depois, esses óvulos são coletados em uma cirurgia, congelados e armazenados. Para que ocorra a gravidez, esses óvulos são descongelados e fertilizados com espermatozóides (fertilização in vitro – FIV). Assim são gerados embriões que serão implantados no útero da mulher.

Outra possibilidade no tratamento é o congelamento de embriões. Essa é uma técnica mais comum e a que apresenta melhores taxas de gravidez. Nela, são usados os mesmos procedimentos para a coleta de óvulos. A diferença é de que esses óvulos já são fertilizados com espermatozóides (fertilização in vitro – FIV) e os embriões é que são congelados. Quando a mulher quiser engravidar, os embriões são descongelados e implantados no útero.

Outubro Rosa e o câncer de mama

Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização de mulheres e toda a sociedade. Ele chama atenção para a importância da prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres de mama e de colo do útero. Foi criado no início da década de 1990, pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.

Celebrado anualmente, a data tem como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença. Além de proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, contribui para a redução da mortalidade.

O IVI Salvador apoia essa causa. Todos os anos, promove eventos, debates e apresentações sobre o tema, para disseminar informações e auxiliar na detecção precoce da doença.

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