Requisitos para ser doadora de óvulos no IVI

  • Ter entre 18 e 34 anos.
  • Residir próxima (30-40 km) de uma das clínicas de reprodução assistida que dispõe de Banco de óvulos, ou deslocar-se regularmente à cidade.
  • Ser saudável e não ter nenhuma doença de transmissão sexual ou genética.
  • Se casada, deve contar com o consentimento do parceiro.

Compensação econômica

A doação deve ser voluntária e altruísta, a lei brasileira não permite compensações econômicas à doadora. Somente através da doação compartilhada de óvulos, pode existir o benefício de parte dos custos do tratamento de reprodução humana da doadora ser aportado de forma anônima pela receptora de óvulos.

A sua ajuda

Graças à sua solidariedade através da doação de óvulos, você ajuda:

  • Mulheres cujos ovários não funcionam, devido à idade ou a alguma patologia.
  • Mulheres com doenças genéticas que seriam transmitidas aos seus descendentes ou que não respondem à medicação de estimulação dos ovários.
  • Mulheres cujos óvulos não têm a qualidade suficiente para conseguir gerar um filho.

Equipe médica e atendimento personalizado

Nas clínicas do grupo IVI você estará sempre nas mãos de médicos especializados em medicina reprodutiva, psicólogos e pessoal auxiliar especialmente dedicado a oferecer um excelente tratamento humano e profissional. Além disso, será atendida nos nossos consultórios e salas equipadas com tecnologia de ponta garantindo a sua segurança.

 

Óvulo, a maior célula do corpo

 

O óvulo é uma célula muito especial porque carrega uma função reprodutora que se ativa a partir da penetração de um espermatozoide em seu interior. Diferente de outras células, o óvulo tem o potencial de iniciar o processo de divisão celular que dará origem à formação de um embrião.

 

No ventre materno, o óvulo fecundado receberá carga genética da receptora

Ao desenvolver-se no útero materno da receptora, o óvulo fecundado receberá a influência da epigenética, ou seja, o ambiente intra-uterino modifica o genoma do embrião. Em outras palavras, o código genético do futuro bebê recebe uma influência da gestante.

O estudo realizado por cientistas do grupo IVI foi publicado em 2015 na revista científica Development marcando um antes e um depois na percepção sobre a doação de óvulos e a relação entre mãe e bebê gerado a partir de óvulos doados.

Como é o processo para doar óvulos?

Para doar óvulos, é preciso atender aos requisitos para ser doadora, preencher o formulário de candidatura e aguardar que a equipe da clínica entre em contato. Este processo pode não ser imediato, já que é preciso que exista uma receptora de óvulos compatível para que uma doadora no mesmo perfil seja contatada.
Quando a equipe entra em contato irá propor à doadora uma entrevista onde serão solicitados exames médicos que comprovem os requisitos de saúde necessários para ser doadora de óvulos.
Sendo aprovada para a doação, será dado início ao tratamento de estimulação ovariana, que tem como objetivo estimular o corpo a desenvolver mais óvulos em um mesmo ciclo. A estimulação ovariana é acompanhada através de ultrassonografia e dosagens hormonais, razão pela qual a doadora de óvulos deverá comparecer à clínica em torno de 3 vezes até que seja definido o momento ideal para realizar a coleta de óvulos, conhecido tecnicamente pelo nome de punção ovariana. Com a punção ovariana termina o processo de doação de óvulos.

Terei menos chances de engravidar se doar óvulos?

Não, terá as mesmas chances de engravidar que teria se não tivesse decidido fazer a doação, já que o processo de estimulação ovariana para captar óvulos consiste em, através de medicamentos, ativar o desenvolvimento de óvulos que seriam descartados pelo corpo sem chegar a ovular.
Isso acontece porque a mulher nasce com uma quantidade entre 500 000 e 1 000 000 óvulos. Os óvulos começam a perder-se a partir do nascimento, mesmo antes da puberdade, quando a ovulação começa a acontecer. A partir do início da fase reprodutiva da mulher, a cada ciclo normal vários óvulos iniciam seu crescimento, mas no momento da ovulação apenas um óvulo terá alcançado o crescimento suficiente para chegar a ovular, enquanto os restantes dos óvulos irão minguar e desaparecer da reserva ovariana. Com o tratamento de estimulação ovariana para a doação de óvulos, conseguimos que vários óvulos alcancem o tamanho adequado para amadurecer sem que isso afete o total de óvulos que serão liberados para a ovulação no futuro.

Quem realiza a seleção da doadora de óvulos?

A equipe médica realiza a seleção da doadora de óvulos com o objetivo de garantir a maior semelhança fenotípica e imunológica com a receptora. Nunca poderá selecionar-se pessoalmente a doadora a pedido da receptora.

Quantas vezes posso doar óvulos?

O número de ciclos que podem ser realizados na clínica depende de diversos fatores vinculados à quantidade de nascimentos e população da região onde os óvulos foram doados.

A doação de óvulos tem efeitos secundários?

Não. Não existe aumento de peso, não acelera a menopausa, não aumenta a incidência de câncer e nem existe um aparecimento súbito de acne ou pelo. No entanto, durante o processo de desenvolvimento de óvulos, a doadora pode ter sintomas similares aos da TPM.

Poderei ter filhos futuramente se doar óvulos?

Sim, doar óvulos não significa que se esgotem ou que se acelere a perda dos seus óvulos. Uma mulher nasce com uma quantidade entre 500 000 e 1 000 000 de óvulos. Os óvulos começam a perder-se a partir do nascimento, morrem com o passar do tempo e, posteriormente, com as menstruações. Em cada ciclo normal começam a crescer vários óvulos, mas no final só um alcançará o crescimento suficiente para chegar a ovular. Com o tratamento, conseguimos que vários óvulos alcancem o tamanho adequado para poderem amadurecer sem que isso afete o total de óvulos que a mulher possui.

Posso conhecer a identidade das crianças nascidas através da Reprodução Assistida?

Não. O anonimato é total. A lei proíbe expressamente que se revele a identidade das crianças nascidas através destas técnicas.

Posso manter relações sexuais durante o tratamento?

Durante a estimulação dos ovários até a nova menstruação, depois da punção folicular, não é aconselhável manter relações sexuais, tanto pelo risco de gestação múltipla, como pelo risco de torção dos ovários.

Tenho que ser internada para realizar a punção folicular?

A punção folicular realiza-se na sala de operações com anestesia, mas só é necessário permanecer na clínica durante 2-3 horas. Depois de ser novamente avaliada pelo ginecologista, você receberá alta acompanhada das recomendações necessárias.

Posso doar se usar contraceptivos?

Sim, mas não durante o tratamento. O tratamento de estimulação dos ovários consiste em conseguir que, graças à medicação, o ovário produza mais óvulos; no entanto, durante os dias do tratamento, não se pode tomar contraceptivos. Você será informada sobre o período em que deverá fazer a pausa.

Qual é a legislação vigente sobre a doação?

A doação de gâmetas e pré-embriões é definida como um contrato gratuito, formal e confidencial acordado entre o(a) dador(a) e o centro autorizado. De forma que os três requisitos da doação são:

  • Gratuidade: a doação é um ato gratuito e altruísta. A doação nunca poderá ter caráter lucrativo ou comercial.
  • Formalidade: o contrato entre os doadores e o centro autorizado deve efetuar-se por escrito.
  • Anonimato: a doação é anônima, devendo garantir-se a confidencialidade dos dados de identidade dos doadores. Os filhos nascidos têm o direito por si próprios ou através dos seus representantes legais a obter informações gerais dos doadores, tais como a altura, o peso, o grupo sanguíneo, mas nunca incluirá a sua identidade.

Em que consiste o tratamento?

O tratamento para obter óvulos consiste em conseguir que os seus ovários produzam mais óvulos em um mesmo ciclo para a doação em um procedimento acompanhado pelo médico especialista através de ultrassonografias e exame de dosagem hormonal. Para tanto, é necessário tomar medicação durante 10-12 dias.

Quais os riscos que corro se doar óvulos?

Praticamente nenhum. O processo é personalizado de acordo com a doadora para minimizar riscos e acompanhar todos os indicadores de normalidade, atuando com protocolos específicos caso necessário. Por isso o procedimento é muito seguro. O pequeno risco existente está relacionado à síndrome da hiperestimulação dos ovários, que se caracteriza por uma resposta exagerada ao tratamento, algo raro de acontecer, já que se identificado um aumento do risco devido a uma alta resposta da doadora, o tratamento é adaptado. Outros riscos descritos pela literatura médica, como a infecção, o hemoperitoneu ou a torção dos ovários, ocorrem de forma excepcional.

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