abril 10, 2022

Os Hormônios FSH e LH

Comitê Editorial IVI Salvador

Os hormônios FSH e LH são produzidos e liberados pela adeno-hipófise (o lobo anterior da hipófise). Essa produção ocorre porque o hipotálamo estimula a hipófise.

O hipotálamo produz um hormônio, o GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas), que chega até a hipófise anterior pela circulação sanguínea. Então, ele estimula as células gonadotróficas a produzirem os hormônios FSH e LH.

Assim como ocorre em diversos órgãos do nosso organismo, os hormônios também atuam nas gônadas. Que são as glândulas sexuais. Sendo os ovários as glândulas sexuais femininas, e os testículos as glândulas sexuais masculinas.

As funções gonadais estão presentes durante o desenvolvimento do bebê. E, voltam a se tornar importantes na puberdade, e também durante toda a vida reprodutiva.

A puberdade é o momento onde essa importância é mais visível, pois tanto o homem quanto a mulher sofrem diversas mudanças físicas. Fisiologicamente, também passam por muitas alterações, inclusive a capacidade de reproduzir.

Nesses casos, esses hormônios (FSH e LH) também estimulam as glândulas sexuais. E, estão diretamente relacionados com a preparação do corpo da mulher para a gestação.

O FSH

O FSH, hormônio folículo-estimulante, tem como função regular a produção de espermatozoides e a maturação dos óvulos durante a idade fértil.

Dessa forma, o FSH é um hormônio ligado à fertilidade e a sua concentração no sangue ajuda a identificar se os testículos e os ovários estão funcionando corretamente.

Os valores de referência do exame FSH variam de acordo com a idade e gênero da pessoa. No caso das mulheres, com a fase do ciclo menstrual, podendo também ser útil para confirmar a menopausa.

O exame que mede o nível de FSH normalmente se pede para avaliar se o casal tem sua fertilidade preservada. Caso estejam com dificuldades para engravidar… mas também pode ser pedido pelo ginecologista ou endocrinologista para avaliar falta da menstruação ou menstruação irregular; puberdade precoce ou atrasada; impotência sexual nos homens ou se a mulher já entrou na menopausa; entre outros fatores.

Um índice de FSH alto em mulheres pode indicar perda da função ovariana antes dos 40 anos. Já no homem, pode apontar para a perda da função dos testículos, castração, aumento da testosterona, síndrome de Klinefelter, quimioterapia, alcoolismo.

No caso do FSH Baixo, em mulheres indica que os ovários não estão produzindo óvulos de forma adequada, ou gravidez, anorexia nervosa, uso de corticosteroides ou da pílula anticoncepcional. Nos homens, pouca produção de espermatozoides, diminuição da função da hipófise ou do hipotálamo, estresse ou baixo peso.

O LH

O hormônio luteinizante, também chamado de LH, nas mulheres é responsável pelo amadurecimento dos folículos, ovulação e produção de progesterona, possuindo papel fundamental na capacidade reprodutiva da mulher.

Nos homens, o LH também está diretamente relacionado à fertilidade, atuando diretamente nos testículos e influenciando a produção de espermatozoides.

No ciclo menstrual, o LH se encontra em maiores concentrações durante a fase ovulatória. No entanto, está presente em toda a vida da mulher, possuindo diversas concentrações de acordo com a fase do ciclo menstrual.

Além de ter papel importante na verificação da capacidade reprodutiva de homens e mulheres, a concentração de LH no sangue auxilia no diagnóstico de tumores na hipófise e alterações nos ovários, como a presença de cistos, por exemplo.

Esse exame quem mais solicita é o ginecologista, para verificar a saúde da mulher. E, normalmente se solicita juntamente com a dosagem de FSH e do Hormônio Liberador da Gonadotropina, o GnRH.

A dosagem do hormônio LH no sangue normalmente se solicita para verificar a capacidade reprodutiva da pessoa. E, também auxiliar no diagnóstico de algumas alterações relacionadas à hipófise, hipotálamo ou gônadas.

A ação dos hormônios FSH e LH…

Os hormônios FSH e LH estimulam os ovários. Os folículos que circundam os ovócitos possuem diferentes tipos celulares, como as células da teca e as células da granulosa, e essas células serão os alvos do LH e do FSH.

O LH se liga nos receptores das células da teca inicialmente, estimulando essas células a produzirem andrógenos, como a testosterona e a androstenodiona.

Nesse momento, o FSH também possui sua função que é estimular as células da granulosa a converterem a androstenodiona e a testosterona (produzidas nas células da teca) em estrona e beta estradiol (o mais potente).

As células da granulosa também produzem uma substância chamada Inibina B, importante para o controle da secreção.

“Essa fase se conhece como fase folicular, pois estimula o desenvolvimento e maturação do folículo, mas também é conhecida como fase estrogênica por serem os estrogênios os principais hormônios envolvidos no processo. Também se chama de fase proliferativa, pois é o momento que o endométrio se espessa, e se desenvolve”, explica a Dra. Isa Rocha, do IVI Salvador.

…e as fases

Diversos processos ocorrem para interromper a fase folicular, e assim o óvulo ser liberado pelo folículo. Quando este é liberado a mulher se encontra em período fértil. Pois, seu óvulo pode ser fecundado por um espermatozoide. Esse processo de liberação é conhecido como ovulação, e entre os diversos mecanismos envolvidos há o pico do hormônio LH, que é o mais importante deles. Após a ovulação outra fase se inicia.

Num segundo momento, tanto o FSH quanto o LH atuam nas células da granulosa, estimulando a produção da progesterona.

Essa fase se chama fase lútea, pois o folículo libera o óvulo, e as células, que antes circundavam o óvulo, formam o corpo lúteo. Também é chamada de fase progestínica, pois a progesterona é o principal hormônio dessa segunda fase.

Em relação as alterações uterinas, se chama fase secretora, pois há uma grande produção e secreção de nutrientes, para nutrição de um possível feto. Essa fase do ciclo corresponde a uma fase onde o organismo, em especial o endométrio uterino, se prepara para uma gestação, que pode ocorrer ou não.

Durante essa fase, o corpo lúteo secreta importantes quantidades de estrogênios e progesterona (a principal). A primeira e segunda fase dura em média 14 dias. Sendo assim, o ciclo mensal feminino dura, em média, 28 dias.

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