80 % dos casos de esterilidade feminina deve-se principalmente a:

  • Idade avançada: a partir dos 35 anos o potencial de reprodução diminui e depois dos 40 anos a possibilidade de engravidar é inferior a 10 %.
  • Fator tubo-peritoneal: quando as trompas de Falópio sofrem algum tipo de lesão.
  • Endometriose: quando o tecido uterino se encontra fora do útero.
  • Outros fatores de risco: miomas; doenças sexualmente transmissíveis; doenças crônicas, como diabetes, câncer, doenças da tireoide, asma ou depressão. Uso de medicamentos como antidepressivos.

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Com relação ao homem, as principais causas de infertilidade são:

  • Alterações do trato genital que impossibilita o depósito do esperma no fundo da vagina durante o coito.
  • Problemas de ereção.
  • Alterações na produção do esperma (diminuição da qualidade e quantidade do esperma).
  • Situação anômala do meato urinário; curvaturas muito pronunciadas do esperma ou uma grande diminuição do mesmo.
  • Obesidade extrema.

CAUSAS DA INFERTILIDADE

  • 30 % causas masculinas: alterações no âmbito testicular, obstrução de dutos, patologias na próstata, alterações na ejaculação ou ereção e alterações no esperma.
  • 30 % causas femininas: menopausa precoce, endometriose, obstruções ou lesões das trompas de Falópio, anomalias uterinas e cervicais ou problemas ovulatórios.
  • 20 % causas mistas ou combinadas: nas quais os dois membros do casal são responsáveis.
  • 20 % chega a ser uma causa inexplicável, dado que não foi possível identificar a causa.

O que é varicocele?

Varicocele é a principal causa de infertilidade masculina, representa cerca de 40% dos casos. Esta patologia que afeta os testículos se caracteriza pela dilatação das veias dos testículos, como uma espécie de varizes. A varicocele afeta cerca de 15% da população masculina.

Nem todos portadores de varicocele terão dificuldades para ter filhos, porém ao identificar a presença de veias nos testículos ou o sintoma de dor, é preciso consultar um urologista para impedir que o avanço desta condição afete a fertilidade.

Que tipo de lesões afeta as trompas de Falópio?

Cerca de 25 % dos casos de esterilidade feminina deve-se a um fator tubário, ou seja, a uma alteração nas trompas de Falópio. Em condições normais, as trompas comportam-se como uma rede de pescar recolhendo o óvulo libertado na ovulação, transportando os espermatozoides até o óvulo e conduzindo o óvulo já fertilizado ao útero. O dano parcial das trompas, devido a uma aderência, ou total, por obstrução tubária, impede este transporte e, como consequência, não se produz a fecundação.

O dano tubário pode produzir-se devido a:

• Infecções que ascendem desde o colo uterino ou útero às trompas (Doença Inflamatória Pélvica, EIP) ou pela continuidade a partir da cavidade abdominal (apendicite). Os micróbios mais frequentemente implicados na EIP são a Gonorreia, a Clamídia, entre outros.

• Cirurgia pélvica anterior que tenha produzido fenômenos de aderências ao nível tubário, ou a endometriose.

O fator tubário relaciona-se também com a gravidez ectópica, que acontece quando o embrião não chega à cavidade uterina, por alterações no diâmetro e na parte interna da trompa, impedindo o seu transporte adequado.

Em que medida a idade afeta a infertilidade feminina?

Do ponto de vista biológico, a idade perfeita para ter filhos está entre os vinte e cinco e os trinta anos de idade da mulher. Mas, hoje em dia, a sociedade é diferente e os casais decidem ter filhos depois destas idades devido a diversos fatores sociais e econômicos. No entanto, a partir dos trinta e cinco anos, a fertilidade feminina começa a diminuir mais rapidamente e, a partir dos 45, a possibilidade de engravidar de forma espontânea é rara.

O que é a endometriose e quantas mulheres afeta?

Existe uma ampla relação entre a endometriose e a esterilidade, dado que se constata que 10% das mulheres padecem dela e 35% das estéreis apresentam endometriose. O nome endometriose deriva da palavra endométrio, que é o tecido que reveste o útero no seu interior, e que se descama todos os meses com a menstruação. A endometriose consiste na presença deste tecido endometrial fora da sua localização habitual, que é dentro do útero. A localização mais frequente da endometriose é nos ovários, nas trompas de Falópio, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. Este tecido é sensível às alterações hormonais que se produzem com a menstruação, e por isso os sintomas costumam se relacionar com as fases do ciclo menstrual e os tratamentos para a endometriose costumam bloquear a menstruação. No entanto, existem portadoras de endometriose que não apresentam sintomas. As consequências mais frequentes desta patologia são dor e infertilidade.
A dor pode estar relacionada exclusivamente com o momento da menstruação, mas também pode haver sintomas gastrointestinais ou urinários se os implantes de endometriose invadirem outras estruturas, como o intestino, a bexiga ou o reto.
A infertilidade relacionada com a endometriose pode derivar das alterações que ocorrem na anatomia pélvica destas pacientes durante os ciclos menstruais, também existem estudos que associam a endometriose a uma pior qualidade da reserva ovariana. A endometriose pode provocar obstrução das trompas ou formação de cistos ovarianos de endometriose que, em determinadas ocasiões, necessitam de cirurgia, com a consequente perda de tecido ovariano e diminuição da fertilidade. Existem tratamentos, tanto médicos como cirúrgicos, e em muitos casos a obtenção de uma gravidez pode melhorar a evolução da doença.

Como se detecta a endometriose?

O diagnóstico de suspeita pode ser estabelecido pela clínica e pela visualização em ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética, no entanto, um diagnóstico preciso só poderá realizar-se através da visualização direta das lesões, que em determinadas ocasiões têm um tamanho mínimo e apenas é possível identificá-las através de laparoscopia.

No caso de endometriose grave com quistos de chocolate, a cirurgia é necessária antes de iniciar um tratamento de reprodução?

Esta avaliação diz respeito ao ginecologista, que irá considerar o tamanho dos cistos e a reserva ovariana ou capacidade de resposta do ovário afetado. A FIV é um tratamento apropriado para a esterilidade associada à endometriose quando outras técnicas para conseguir engravidar fracassaram. A gestação será uma terapia temporária excelente para a melhoria da endometriose.

O que são Ovários Policísticos?

Cerca de 20% das mulheres tem ovários policísticos (OP). Este termo faz referência ao aumento do número de pequenos quistos (folículos antrais) na superfície do ovário ao ser analisado nas ultrassonografias. Existe um grande número de mulheres com OP que não têm problemas de ovular e engravidar.
No entanto, algumas destas mulheres com este padrão ecográfico característico têm também a condição de Síndrome de Ovários policísticos (SOP). Estas mulheres apresentam ciclos menstruais irregulares ou mesmo ausência de menstruação, portanto terão problemas para engravidar pela falta de ovulação.

Por que se produz a anovulação ou ausência de ovulação?

Entre os fatores determinantes desta situação estão o estresse, a perda ou o ganho significativo de peso, a produção excessiva de prolactina (hormônio encarregado de produzir o leite materno) e os ovários policísticos que merecem uma menção especial devido à sua complexidade e frequência. Aproximadamente 35% das mulheres em algum momento da sua vida apresenta anovulação. A origem da alteração hormonal pode estar no hipotálamo, na hipófise ou no próprio ovário.

Que análise se realiza para estudar a infertilidade masculina?

Para estudar a fertilidade masculina realiza-se uma análise que testa o número, a atividade e a forma dos espermatozoides. Um resultado idôneo para conceber é ter mais de 39 milhões de espermatozoides na ejaculação com pelo menos 32% de espermatozoides com movimento progressivo e pelo menos 4 % de formas normais. Quando se tem quantidades menores a probabilidade de gravidez se reduz consideravelmente.

Outro exame solicitado ao homem e também à mulher é o cariótipo, que tem como objetivo descartar possíveis alterações cromossômicas que podem afetar a capacidade de engravidar.

Que tipo de anomalias se produzem nos espermatozoides?

Os espermatozoides podem apresentar anomalias no seu movimento (astenozoospermia), na sua forma (terazoospermia) ou na sua vitalidade (necrozoospermia).

Quais são as causas de anomalias nos espermatozoides?

Infecções ou presença de anticorpos.

  • Alterações no número de cromossomos através de FISH; fragmentação de ADN; fenômenos de oxidação; varicocele, etc.
  • Diabetes; tiroide; insuficiência renal e hepática, bem como a toma de determinados medicamentos, drogas, tabaco e situações de stress.
    Os espermatozoides podem apresentar anomalias devido a:

    • Infecções ou presença de anticorpos.
    • Alterações no número de cromossomos mediante FISH; fragmentação do DNA; fenômenos de oxidação; varicocele, etc.
    • Tiroides.
    • Diabetes.
    • Insuficiência renal e hepática.
    • Toma de determinados fármacos.
    • Consumo de drogas ou tabaco.
    • Situações de estresse.
    • Exposição a ambientes tóxicos, tais como pesticidas.
    • Exposição prolongada em estufas.

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