novembro 3, 2017

Medir a porcentagem de gordura corporal é mais eficaz que IMC na hora de calcular as chances de gravidez

Estudo realizado por IVI-RMA revela que a porcentagem de gordura corporal é um preditor mais preciso que o IMC para estimar as chances de gravidez. Resultados da pesquisa científica foram apresentados durante o 73º Congresso Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva esta semana em San Antonio (Estados Unidos).

A relação entre a fertilidade e obesidade tem sido comprovada por diversos estudos. Estima-se que entre as mulheres obesas, cerca de 30% enfrentam dificuldades para conceber e que a produção e qualidade dos espermatozoides também são afetadas pela obesidade masculina. As chances de gravidez natural e também o sucesso dos tratamentos de reprodução humana são inferiores entre homens e mulheres obesos.

“Perder peso pode chegar a reverter o quadro de infertilidade dos pacientes”, afirma Dra Isa Rocha, especialista em reprodução humana da clínica IVI Salvador. “Para calcular o prognóstico de gravidez, costumávamos utilizar o IMC, mas o estudo realizado por nosso grupo internacional identificou que a porcentagem de gordura corporal é um melhor preditor”, completa a especialista.

862 mulheres e seus parceiros participaram do estudo onde os voluntários foram submetidos a tratamento de Fertilização in vitro (FIV). Foram registrados o IMC e porcentagem de gordura corporal e os resultados, comparados com as taxas de sucesso do tratamento de fertilidade.

Conclusões da pesquisa

Na medida em que a porcentagem de gordura corporal aumentava, os resultados positivos da FIV diminuíram para homens e mulheres que participaram do estudo, o que não se aplicava aos casos onde o IMC era elevado, porém a BF era normal ou baixa.

CONTACTO DE IMPRENSA

  • Tainah Dias Machado Carvalho

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Última atualização
Junio 2019

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