agosto 12, 2014

Abstinência sexual e fertilidade masculina

Entre os tabus da fertilidade humana está sua falsa relação com a virilidade masculina. A potência sexual não está relacionada com a fertilidade. Com exceção de problemas sérios de ereção que impedem o homem de consumar a relação sexual, problemas como a ejaculação precoce não necessariamente estão relacionados com a infertilidade. Da mesma forma não se pode dizer que um homem que mantêm uma atividade sexual intensa e frequente não tem ou não terá problemas de infertilidade. No entanto existe uma relação entre a abstinência sexual e a fertilidade masculina.

A infertilidade masculina normalmente está associada ao volume ou mobilidade dos espermatozoides. Para os homens que estão tentando ter filhos, a questão da abstinência deve ser considerada. Quando a abstinência é inferior a um dia a ejaculação pode produzir-se com um número menor de espermatozoides, e a situação inversa, onde a abstinência é de mais de sete dias, pode existir uma diminuição da mobilidade dos mesmos. “A frequência ideal de relações sexuais para quem quer ter filhos é entre 2 e 3 vezes por semana” – aconselha Laís Diniz bióloga e responsável pelo laboratório de andrologia do IVI Salvador

Os principais problemas associados à infertilidade masculina são alterações no âmbito testicular, obstrução de dutos, patologias na próstata, alterações na ejaculação ou ereção e alterações no esperma. Outro dado importante é que a fertilidade masculina é bastante sensível a fatores externos, conforme vimos no post “Infertilidade Masculina” onde apresentamos em que nível o consumo de álcool e cigarro podem prejudicar a qualidade dos espermatozoides.

O aumento da temperatura dos testículos de maneira prolongada também pode ser prejudicial à fertilidade. “Os testículos estão separados do corpo e unidos unicamente pela bolsa escrotal onde estão a uma temperatura 2 graus abaixo do restante do corpo” – explica Laís e completa – “roupa interior muito justa ou a exposição constante ao calor por fatores do trabalho podem interferir na produção dos espermatozoides”

 

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