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Como o cigarro afeta a fertilidade?

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No dia 31 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora o Dia Mundial Sem Tabaco. Os produtos derivados do tabaco são responsáveis pela morte de 2 de cada 3 dos seus consumidores.

O número é assustador, mas os malefícios do cigarro são diversos. Além de prejudicar gravemente quem fuma, o cigarro também afeta a saúde daquelas pessoas que não fumam, mas que estão expostas à fumaça dos cigarros de terceiros. O consumo de cigarro, que é uma via para doenças cardíacas e respiratórias, tem consequências nocivas à fertilidade.

O consumo de tabaco está associado a uma diminuição da fertilidade natural, além de piorar os resultados de tratamentos de reprodução assistida.

O cigarro acomete o transporte embrionário, a receptividade endometrial e a vascularização uterina na mulher. No homem, o consumo do cigarro ou outros produtos derivados do tabaco afetam a qualidade do sêmen. Diversos estudos demonstram que 13% dos casos de infertilidade estão ligados ao consumo

Como o cigarro afeta a fertilidade feminina?

As diferentes substâncias encontradas no tabaco, como o cadmio, benzopireno e a nicotina, comprometem o bom funcionamento dos ovários. Em estudos realizados em animais, foi observada uma diminuição no tamanho dos ovários, além de alteração do crescimento no número de óvulos produzidos e no amadurecimento dos óvulos, eventos fundamentais para a reprodução humana.

Em seres humanos, diversos estudos demonstram a presença de cotinina – metabólito da nicotina – no líquido folicular de mulheres fumantes. As fumantes ativas possuem concentrações maiores da substância, porém, as fumantes passivas (não-fumantes que inalam fumaça de terceiros), também apresentaram concentrações da substância no líquido folicular.

Isso sugere que tanto no líquido quanto nas células dos ovários, se acumulam metabólitos tóxicos, gerando um ambiente nocivo ao crescimento de folículos e amadurecimento de oócitos.

Sendo assim, mulheres que fumam mais de 10 cigarros por dia têm mais dificuldade de conseguir engravidar, além de que o consumo de tabaco antecipa a menopausa em até dois anos.

A receptividade uterina é outro fator que fica comprometido com o consumo de cigarros, pois as substâncias presentes no tabaco afetam o endométrio. Com a receptividade uterina comprometida, há menos chances de o embrião implantar no útero e desenvolver-se para tornar-se um feto, podendo ocasionar insucesso nas tentativas de gestação, assim como aumento de chance de abortos espontâneos.

Outro dado importante é que as mulheres fumantes precisam de doses maiores de hormônio para estimulação dos ovários, além de terem níveis mais baixos de estradiol, o que resulta em menos óvulos maduros para a fecundação.

 

E é por todas essas interferências na fertilidade feminina, que se sabe que durante tratamentos de reprodução assistida, as mulheres fumantes acabam necessitando de números maiores de ciclos (duas vezes mais ciclos em comparação a mulheres não-fumantes) devido à maior quantidade de ciclos sem sucesso.

Qualidade seminal prejudicada após o cigarro

Estudos realizados demonstram que há um aumento no tempo necessário para conseguir uma gravidez natural nos casos de casais em que o homem fuma mais de 15 cigarros por dia, visto que o cigarro provoca diversos danos à qualidade do sêmen.

O consumo de tabaco está relacionado a algumas alterações nos valores de espermograma, como o volume seminal, mobilidade, morfologia e concentração de espermatozoides. Homens fumantes apresentam uma redução média de 13% de concentração de espermatozoides, 10% de redução na mobilidade e 3% na morfologia normal.

Danos do cigarro durante a gravidez

Engravidar enquanto se é fumante ativo ou passivo tem consequências danosas à saúde do bebê. Além do risco já conhecido de aborto e de gravidez ectópica em mulheres fumantes,  caso gravidez vá adiante, a fertilidade do feto  pode ser prejudicada no futuro. No caso de ser uma menina, sua reserva ovariana pode ser diminuída e no caso de menino, é possível que ele se torne um homem infértil. Pela própria saúde e pela saúde dos seus descendentes, é preciso parar de fumar antes de engravidar.

O cigarro também compromete a vascularização da circulação placentária, que é extremamente importante para o desenvolvimento adequado do feto. Tal comprometimento pode propiciar graus variados de sofrimento fetal.

Danos que o cigarro provoca na fertilidade:

  • Deficiência de hormônios necessários à produção de óvulos maduros para fecundação.
  • Maior risco de aborto e gestação ectópica.
  • Maior quantidade de ciclos de estimulação necessários para se obter sucesso nas técnicas de reprodução assistida.
  • Comprometimento da qualidade do sêmen.
  • Associação com outros problemas de saúde: sedentarismo, obesidade e hipertensão arterial.
  • Maior risco de sofrimento fetal.

 

 

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