agosto 17, 2016

Quando o sistema imunológico da mulher está rejeitando o embrião, o que pode ser feito para engravidar?

como superar barreiras imunológicas para a gravidez?

O sistema imunológico identifica e elimina corpos estranhos, o que não se aplica ao embrião, que quando chega ao útero, deve ser identificado e acolhido graças às células que possuem receptores (KIR) para ajudar na sua implantação. A parte materna do embrião (referente ao óvulo) é reconhecida automaticamente porque possui informação genética da própria pessoa, enquanto a paterna não, o que pode acabar provocando a rejeição do embrião, razão pela qual certas pacientes, dependendo do seu perfil genético uterino, têm dificuldades imunológicas de obter a gestação.

Segundo o estudo realizado por especialistas do IVI e apresentado na última edição do Congresso Europeu de Reprodução Humana (ESHRE), os receptores KIR devem estar em harmonia com a parte paterna e com a materna se o óvulo for doado, para não ser interpretado como um corpo estranho pelo útero. O estudo demonstrou que com a seleção de uma doadora de óvulos compatível com o útero materno da futura mãe é possível reduzir taxas e aborto e de falhas dos tratamentos de ovodoação em mais de 85% nos casos onde o sistema imunológico da futura mãe está rejeitando o embrião.

Quando as pacientes com este perfil imunológico específico contam com a seleção de uma doadora de óvulos compatível com o seu útero, as taxas de gravidez podem passar de 31% para 86%. Além disso, no estudo, os casos de aborto foram reduzidos de 94% para 8%.

A base da pesquisa realizada mostrou que esta personalização, além de aumentar as taxas de gravidez, pode reduzir os problemas das pacientes em questão relacionados com a hipertensão ou a pré-eclâmpsia.

Transferência de embrião único (SET) será ainda mais favorável para estas pacientes

Os especialistas em reprodução humana têm apostado pela transferência de um único embrião, denominada em inglês SET – single embryo transfer – porque uma gravidez única é mais segura para a mãe e para o bebê. Nos casos das pacientes com alterações imunológicas que participaram do estudo, a transferência de um único embrião teve um papel fundamental para o sucesso do tratamento, pois ao escolher uma doadora compatível com a mãe e optar por transferir um único embrião, a taxa de recém-nascidos passou de 0% a 82%.

O benefício de transferir um único embrião para estas pacientes aconteceu por que quanto mais embriões no útero, mais fragmentos estranhos o útero precisa assimilar, o que afeta os resultados do tratamento.

A partir dos resultados da pesquisa, o IVI está dando continuidade dos estudos com uma amostra de 200 pacientes, com mais participantes, esperamos confirmar os resultados e poder aportar melhorias na seleção de doadores de sêmen e óvulos através de um processo mais eficiente, seguro e com melhores resultados.

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