março 10, 2021

Tipos de tratamentos para endometriose

Tipos de tratamentos para endometriose

Comitê Editorial IVI Salvador

Quais os sintomas e tipos de tratamentos para endometriose?

Os sintomas da endometriose são diversos. Algumas mulheres podem sentir apenas uma cólica leve, que termina passando despercebida. Porém, a doença tem alguns sintomas característicos. Como por exemplo, dores pélvicas crônicas, dor durante a relação sexual, alteração intestinal (distensão abdominal, constipação intestinal, sangramento nas fezes e dores na região do ânus durante o período menstrual), desconfortos urinários e infertilidade.

É comum também dores na região da lombar e nas coxas. Em alguns casos, a falta de tratamento pode levar a problemas mais graves. Como obstrução intestinal, se houver comprometimento extenso do intestino, e a perda das funções renais, caso a bexiga e os ureteres sejam prejudicados.

Às vezes a mulher procura ajuda médica por conta de dores e jamais chegaria a pensar em endometriose. Vai a um médico ortopedista achando que tem algum problema na coluna, ou vai ao gastroenterologista imaginando que tem síndrome do cólon irritável. Mas no final das contas, se trata de endometriose. Por isso a necessidade de conscientização generalizada. Por se tratar de algo que se confunde facilmente com outros problemas.

Como diagnosticar a endometriose 

Quando a mulher apresenta sintomas, o exame físico é suficiente para suspeitar da doença. Mesmo assim, realiza-se alguns exames para confirmar. Exames de imagem como ultrassom transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética de pelve ajudam a chegar ao diagnóstico.

Mulheres com infertilidade sem uma causa aparente devem realizar pelo menos um destes dois exames, pois além da endometriose é possível detectar outras causas dessa infertilidade. O tratamento da endometriose destina-se a melhorar os sintomas e o quadro clínico.

As alternativas de tratamentos para endometriose

Algumas opções de tratamento utilizam medicações como anticoncepcionais (que contenham apenas progestagênios), podendo ser oral, intramuscular e até mesmo o DIU hormonal; ou implante hormonal, pílulas combinadas de estrogênio e progesterona.

Em outros casos, o tratamento indicado é o cirúrgico. Alguns tratamentos como fisioterapia do assoalho pélvico, acupuntura e uso de analgésicos podem ser indicados às pacientes também.

Mas se o principal sintoma for a infertilidade, todos os esforços do médico devem ser para que essa mulher engravide futuramente. Realiza-se os exames com um especialista em endometriose, que conseguem detectar cerca de 90% das lesões. É comum a solicitação de ambos os exames para maior precisão no diagnóstico.

Mulheres com endometriose e infertilidade devem saber que a cirurgia não melhora as taxas de sucesso dos procedimentos de fertilização. Embora aumente as taxas de gestações espontâneas. Existe ainda o risco de a cirurgia diminuir a reserva ovariana, especialmente na presença de endometriomas de grandes dimensões. Para esses casos, é recomendado o congelamento de óvulos por precaução.

Indica-se essa intervenção para remoção completa de todos os focos de endometriose. Com o intuito de restaurar a anatomia e preservar a função reprodutiva. Em outros casos, as técnicas de reprodução assistida são as melhores alternativas para quem tem endometriose e está tentando engravidar.

A técnica de fertilização in vitro é a mais indicada por pacientes que se descobriram portadoras da endometriose e desejam engravidar.

Vale ressaltar que a doença não tem cura, nem é possível preveni-la. Porém, é imprescindível que haja acompanhamento médico e acompanhamento individualizado.  Assim, você terá as melhores opções de tratamentos para endometriose.

Como surgiu o mês da endometriose?

O Março Amarelo é considerado o Mês Mundial de Conscientização sobre a Endometriose. A campanha faz um alerta para uma doença que afeta 176 milhões de mulheres ao redor do mundo (dados da Organização Mundial de Saúde). No Brasil, os números chegam a aproximadamente 7 milhões, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE).

O movimento foi criado em 1993 pela ativista americana Mary Lou Ballweg, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Ela e mais 7 mulheres lançaram a Semana de Conscientização sobre a Endometriose durante um evento da The Endometriosis Association, da qual Mary foi fundadora em 1980 e ainda hoje é diretora-executiva.

A campanha surgiu com o intuito de gerar informações para que as pessoas tenham acesso de modo mais fácil a notícias seguras. E que possam esclarecer dúvidas sobre os tratamentos para endometriose. O Março Amarelo é de fundamental importância para o total esclarecimento e entendimento da endometriose. Pois, é uma doença silenciosa e que pode trazer muito sofrimento para as mulheres.

“A endometriose pode provocar muitas dores durante o período menstrual e bastante desconforto. Considera-se a doença como a principal causa de infertilidade nas mulheres. Por isso, a necessidade de um mês de conscientização. É importante que as mulheres redobrem a atenção consigo próprias, para que não cheguem ao limite de se descobrirem inférteis devido à doença”, explica Dra. Genevieve Coelho, Diretora Médica do IVI Salvador.

Março Amarelo

Durante o mês de março realiza-se diversas ações em todo o Brasil para conscientizar as mulheres, sobre a doença. Quais os riscos, sintomas e formas de tratamento da endometriose. Pois, considera-se uma doença grave do sistema reprodutivo feminino, e interfere muito na vida da mulher.

Mesmo sendo comum, o problema tem difícil diagnóstico e os sinais mais aparentes podem demorar a acontecer. De modo geral, trata-se de uma doença ginecológica crônica com até 10 anos de evolução. Caracteriza-se pela presença de tecido endometrial – que reveste o útero – fora do órgão.

Ela atinge mulheres durante o período reprodutivo por conta da exposição ao estrogênio. Hormônio responsável pelo controle da ovulação e pelo desenvolvimento de características femininas. A idade, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, histórico familiar de primeiro grau, sedentarismo, dieta e nunca ter engravidado são alguns dos fatores de risco para as mulheres. 

“Até 50% das mulheres inférteis apresentam endometriose; e a infertilidade é comum entre 30 e 50% das pacientes com a doença. Uma alternativa para essas pacientes é o tratamento para endometriose através de cirurgia, o quanto antes, para buscar a melhoria da infertilidade, caso ela seja temporária”, explica Dra. Genevieve.

Vale ressaltar que a doença não tem cura, nem é possível preveni-la. Porém, é imprescindível que haja um acompanhamento médico. “É importante individualizar as pacientes e avaliar a melhor forma de tratamentos para endometriose, com intuito de alívio completo dos sintomas e de preservar a fertilidade. Essas pacientes devem ser bem avaliadas e acompanhadas”, pondera Dra. Genevieve.

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