abril 15, 2014

Vasectomia e Ligadura de trompas são reversíveis?

casal em consulta com especialista em fertilidade

Sim, vasectomia e ligadura de trompas, também conhecida como laqueadura, são reversíveis, mas não em todos os casos, por isso é preciso aprofundar nesta resposta. Em ambos casos a reversão significa passar por uma nova cirurgia, por isso é importante antes de tomar a decisão, avaliar as chances de recuperação e alternativas existentes.

Vasectomia: Na maioria das vezes a cirurgia para reversão da vasectomia é possível, mas nem sempre se restabelece a fertilidade dos canais. Isso acontece porque ao longo dos anos o vasectomizado começa a produzir anticorpos antiespermatozoides, principalmente depois de 10 anos de vasectomia.

Se a reversão da vasectomia for impossível ou se houver produção de anticorpos, a opção para o casal é a técnica de microinjeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).

Os espermatozoides necessários para a técnica ICSI devem ser obtidos através de uma amostra de espermatozoides congelada antes da vasectomia, caso tenham realizado esta medida preventiva, ou através de espermatozoides adquiridos posteriormente por punção testicular.

Ligadura de trompas ou laqueadura: A reversão da ligadura é possível dependendo da porção da trompa em que a cirurgia foi feita e das técnicas usadas. Se a trompa tiver sido cortada na sua porção ístmica (do meio), a reversão geralmente é possível. No entanto, se a cisão foi feita na porção terminal da trompa (fímbrias), a reversão em geral não é possível porque a trompa acaba ficando muito curta. Também é importante os resultados do estudo da saúde ovariana, estimando o tempo necessário de recuperação pós-cirúrgica, já que não é possível engravidar imediatamente após a cirurgia. Portanto, o tempo de recuperação não pode colocar a fertilidade natural em risco

Caso não haja possibilidade de reversão da laqueadura de trompas, a opção para a mulher engravidar novamente é a fertilização in vitro. (FIV)

As técnicas de reprodução assistida como alternativas às cirurgias de reversão podem ter melhores taxas de êxito ou também ser uma opção mais viável se o tempo de recuperação da cirurgia possa comprometer as possibilidades de gravidez, por exemplo, dependendo da reserva ovariana da mulher. A melhor solução a cada caso deve ser avaliada individualmente, por isso aconselhamos consultar um especialista antes de tomar decisões.

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