setembro 16, 2022

Colesterol, fertilidade e gravidez

Comitê Editorial IVI Salvador

O colesterol pode ter relação direta com fertilidade e gravidez. Por isso, o cuidado com a saúde quando pensar em engravidar.

O corpo da mulher passa por muitas transformações físicas ao longo da vida. Quando tentante, pela concepção que não chega. Durante a gravidez, as transformações no corpo seguem e, entre elas, está o aumento dos níveis de colesterol, por conta das mudanças hormonais. O excesso dessa gordura, que é transportada pelos vasos pode gerar problemas ao organismo.

Infelizmente, a elevação dos níveis de colesterol é comum na gravidez. Eles podem aumentar em até 60%. O motivo principal são as alterações hormonais de estrógeno, progesterona e do hormônio placentário. Outros fatores como hipotireoidismo e diabetes gestacional também favorecem para o aumento.

“De maneira geral, não existem maiores riscos para a saúde da mãe e do bebê. Com exceção dos casos em que a mãe é portadora da hipercolesterolemia familiar, uma doença transmitida geneticamente, e que o colesterol aumenta significativamente. O tratamento desse problema durante a gestação é bastante limitado, visto que a maioria das medicações não podem ser utilizadas durante a gravidez e a lactação”, explica Dra. Graziele Reis, médica do IVI Salvador.

A maioria das gestantes apresenta aumento de triglicérides (TG) no terceiro trimestre, do HDL na segunda metade da gestação e elevações do colesterol LDL progressivas ao longo dos trimestres. É por isso que gestantes, principalmente as de maior risco – diabéticas, hipertensas, com sobrepeso, história de colesterol alto anterior à gravidez ou hereditário, devem ser avaliadas com ainda mais cuidado.

Colesterol e a influência da alimentação

Uma alimentação saudável é a chave para controlar e reduzir os níveis de colesterol durante a gestação. Diminuir o consumo de produtos com gordura saturada, aumentar a ingestão de fibras, manter o peso e praticar exercícios (recomendados para a gravidez), são excelentes meios para evitar o colesterol alto.

“Os riscos mais frequentes são o desenvolvimento da aterosclerose e o aumento de fenômenos trombóticos, como trombose de veia e embolia pulmonar. Já em relação ao bebê, existem descrições de início de estrias de gorduras nas artérias do recém-nascido, que representa o início da aterosclerose”, destaca Dra. Graziele.

Mas a preocupação com o colesterol deve vir de antes. Como ele pode causar muitos problemas às mulheres (e aos homens também), pode interferir até mesmo na fertilidade do casal. 

Como afeta o corpo

O colesterol é um tipo de gordura encontrado em nosso organismo. Está presente em diversos órgãos, como cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos, pele e coração.

O nosso organismo utiliza esse componente para produzir alguns hormônios. Dentre eles estão o estrogênio, o cortisol, a vitamina D, a testosterona, e os ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras.

O fígado produz 70% do colesterol no nosso corpo. Os outros 30% restantes são provenientes da alimentação.

Quando consumimos uma grande quantidade de gordura, o fígado produz colesterol em excesso. Essa produção extra acaba elevando os níveis normais para uma marca que não é saudável. Quando ele está alto, pode levar a doenças e, muitas vezes, até a morte.

Tanto as taxas de colesterol muito altas quanto as muito baixas são perigosas à saúde. O colesterol circula no sangue e, à medida que os níveis de colesterol no sangue aumentam, aumenta também o risco para a saúde. Por isso que é importante sempre fazer exames, para saber os níveis do seu organismo.

E a reprodução assistida?

Uma das premissas para qualquer casal que quer engravidar é estar com boa saúde, e isso envolve todos os índices corpóreos – inclusive o colesterol. Na hora que uma infertilidade é identificada pelo casal, é necessário avaliar como está, inicialmente, o estado de saúde dos pacientes.

Normalmente os médicos recomendam uma vida equilibrada, com uma alimentação adequada, mais natural, sem tantos conservantes e enlatados; uma prática de atividades que tire a pessoa do sedentarismo. Então, podemos dizer que a relação é direta.

Colesterol Alto e Disfunção Erétil

Quando se fala de colesterol alto, logo se vem à mente os riscos que esse excesso de gordura pode causar ao coração. Porém, o colesterol possui diversas funções no corpo, incluindo a participação na produção de algumas hormônios.

E a sua variação (para alto ou baixo), pode prejudicar o organismo de diversas formas, inclusive no sexo.

“Esses hormônios estão relacionados ao desejo sexual, infertilidade, impotência e a piora dos sintomas da andropausa, menopausa e tensão pré-menstrual”, explica Dra. Graziele.

Para que o pênis fique rígido e assim permaneça durante o sexo, precisa estar cheio de sangue. O LDL alto leva à formação de placas de gordura nas veias e artérias, dificultando a passagem do sangue. E daí pode acontecer um ataque cardíaco, ou até mesmo a tão temida disfunção erétil.

Os vasos que irrigam o pênis, são bem mais finos que os do coração, possuem cerca de um milímetro de diâmetro. Então, se o sangue não consegue circular bem, ele não chega até os vasos do órgão sexual masculino para irrigá-lo. O que resulta no problema.

Como combater o colesterol alto

O primeiro passo para baixar os níveis de colesterol alto é promover mudanças no estilo de vida. Ou seja, praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável. Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em gorduras saturadas é indicada para todos. E isso independe do valor do seu colesterol. Se você tem problemas com o colesterol, seguir esta dieta é ainda mais importante.

Além de manter a vigilância com a alimentação, existem outras maneiras de evitar esse aumento e, até mesmo, diminuí-lo. A atividade física pode ajudar a emagrecer e a diminuir as tensões. Controlando o peso e fazendo exercício, você se sente melhor e diminui o risco de infarto e os níveis de colesterol no sangue.

O cigarro é um fator de alto risco para doença coronária. Aliado ao colesterol, os riscos são multiplicados. Manter uma vida menos estressada também diminui o risco de infarto e reduz o colesterol. Procure transformar as suas atividades diárias em algo que lhe dê prazer e realização.

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