fevereiro 25, 2014

Como cuidar do estado emocional durante o tratamento de infertilidade

como gestionar emoções durante o tratamento de fertilidade

O diagnóstico e o tratamento de infertilidade tem um impacto e consequências psicológicas e sociais na vida da maioria dos casais. As reações e o estado emocional do casal não permanecem iguais durante o tratamento, vão se modificando na medida em que sucedem os diferentes ciclos. Esta mudança constante de sentimentos gera um desgaste emocional no casal que enfrentam problemas de infertilidade, inclusive antes mesmo de procurar uma clínica de reprodução humana.

Segundo a Dra. Vívian Volkmer Pontes, doutora em psicologia, as emoções podem ser cíclicas: “Cada início representa um começo e cada insucesso, um final. Em geral quase todos os casais chegam às clínicas com expectativas positivas, acreditam que serão os felizardos e ficarão logo grávidos. Estas primeiras sensações positivas, são seguidas por preocupações enquanto esperam os resultados. Quando existe uma falha na implantação, os pacientes assumem com maior ou menor angústia, sabendo que era algo que poderia acontecer. Na medida em que novos tratamentos são iniciados e o sonho não se realiza, a frustração vai aumentando” – e adiciona: “durante o período de tempo que o casal leva implicado no processo, desde o diagnóstico de infertilidade à gravidez, é possível que passe por vários ciclos, cada um deles representando uma nova avalanche de emoções e estresse, onde a esperança é ameaçada por emoções negativas baseadas na incerteza, o que influencia e modifica as expectativas e a forma de enfrentar o tratamento”.

Os tratamentos de reprodução assistida às vezes são longos e difíceis. Os envolvidos no processo passam por muitas emoções que suscitam questionamentos sobre seus verdadeiros desejos e também sobre a capacidade do casal para enfrentar este desafio. Com persistência, a maioria consegue seu propósito. No entanto, para ajudá-los a aguentar esta pressão existe uma figura chave: o psicólogo.

Dicas para cuidar do estado emocional durante o tratamento de fertilidade:

1.  Aceite a situação: Às vezes, a tão sonhada gravidez demora mais do que gostaríamos. Aceite com naturalidade as emoções que possam surgir, sem sentir culpa por isto.

2.  Cuide de outros aspectos da sua vida pessoal: Não deixe para trás outros projetos que gosta e te fazem sentir bem. Se necessário, dê um tempo e descanse antes de começar um novo tratamento, isto ajudará a recarregar as energias.

3.  Olhe para frente com atitude positiva: Fuja dos pensamentos negativos e enfrente teu sonho com alegria. As chances acumuladas de gravidez aumentam com as tentativas; consulte os resultados clínicos disponíveis em nosso site e comprove estas informações. Sabemos que 85% dos casos de infertilidade têm solução.

4.  Conte com o apoio de seu/sua parceiro(a): Cuidar emocionalmente um do outro é fundamental para não abandonar o tratamento. Isto implica manter uma atitude de escuta emocional, de tolerância e de compreensão. Ajudar-se mutuamente, não culpar-se e dividir a carga são atitudes muito benéficas.

5.  Procure apoio psicológico: Está demonstrado que o apoio psicológico melhora o ajuste emocional dos pacientes em tratamento, resultando em um menor índice de abandono e uma maior taxa de nascimentos saudáveis.

Atendimento psicológico

O tratamento de infertilidade pode consistir em um período de crise, de desafios, dificuldades emocionais, conflitos e vivências intensas para muitos casais, fazendo-se presentes elevados níveis de ansiedade, sofrimento emocional e até sintomas depressivos. Com isto, torna-se necessário um espaço de escuta às questões emocionais, onde os casais possam expressar seus sentimentos, medos e angústias, e refletir sobre suas escolhas e outras questões relacionadas ao desejo de ter filhos.

Algumas frases comuns de casais em tratamento para a infertilidade:

Objetivos do aconselhamento psicológico:

Não sei pra onde ir, o que fazer”.

  • Fornecer informações sobre Reprodução humana.
  • Auxiliar na avaliação de alternativas e tomadas de decisões.
  • Favorecer reflexão sobre as experiências em cada etapa do tratamento.

Sinto vontade de chorar do nada”.

  • Favorecer a expressão de emoções e busca de apoios sociais.
  • Ensinar técnicas para lidar com a ansiedade e o estresse, aumentando os recursos pessoais de enfrentamento adequado da situação.

Não deu certo até agora, não vou conseguir mais”.

  • Aprender a entender e avaliar pensamentos negativos e irracionais.

Ele não me compreende”.

  • Contribuir para um melhor relacionamento do casal.

Sinto desânimo, sem vontade de fazer nada”.

  • Manter ou elevar a qualidade de vida ou bem estar físico e psicológico.

A informação é uma arma poderosa contra os medos. Por isso, não leve medo e angústias para casa, conte com seu especialista e equipe de enfermagem para esclarecer qualquer dúvida que surja e não deixe de procurar apoio psicológico diante de níveis de angústia intensos.

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