julho 2, 2021

Grupo IVI apresenta trabalhos no Congresso ESHRE

reprodução assistida

Comitê Editorial IVI Salvador

A semana que marcou o final do mês de junho e o início do segundo semestre: Congresso ESHRE – European Society of Human Reprotuction and Embriology. O congresso, que chega à sua 37ª edição este ano, acontece de forma online e reúne especialistas de todo o mundo, na área de reprodução assistida e embriologia.

Como dissemos, o evento ocorre pela segunda vez no formato virtual, ainda em decorrência da pandemia. O Grupo IVI, do qual faz parte o IVI Salvador (unidade localizada na capital baiana, que é a sede no Brasil), tem sido um dos destaques do congresso, com apresentação de 50 trabalhos e 2 pesquisas.

“Uma das premissas do IVI é investir em pesquisas para atualizar conteúdos sempre e estar à frente quando o assunto é inovação para o segmento de saúde e reprodução assistida. Desse modo, apresentar técnicas e resultados tão promissores em um dos maiores encontros do segmento no mundo, é uma certeza de que estamos no caminho certo”, explica a Diretora Médica do IVI Salvador, Dra. Genevieve Coelho.

DuoStim promete auxiliar muitas mulheres

Uma técnica que consegue obter um embrião saudável em metade do tempo normal. Essa foi uma das principais novidades apresentadas pelo Grupo IVI no encontro da ESHRE. A nova técnica, carro chefe das primeiras apresentações do IVI no congresso deste ano, chama-se DuoStim.

“Sabemos que as mulheres lutam contra o relógio e, às vezes, a realização do sonho da maternidade – tendo a garantia de que o bebê será saudável – pode ser um fardo para essa mulher. A perda de quantidade de óvulos é enorme com o passar dos anos e, além disso, há perda na qualidade. Isso pode influenciar em possíveis alterações cromossômicas. Tempo é um elemento realmente importante”, explica a Diretora Médica do IVI Salvador, Dra. Genevieve Coelho.

Exposição na ESHRE: Como funciona o DuoStim

Os detalhes da exposição na ESHRE ficaram a cargo da ginecologista do IVI Madrid, Dra. María Cerrillo. A técnica surge como uma alternativa em pacientes de baixa resposta, que precisam acumular o maior número de ovócitos. E, posteriormente embriões, no menor tempo possível, para realizar um diagnóstico genético pré-implantação dos mesmos (PGT-A). Para pacientes com prognóstico severo, a técnica é ainda mais importante. Nesses casos, otimizar os tempos de obtenção de ovócitos e embriões é fundamental para a obtenção de um bebê saudável.

“A ideia do DuoStim surge da verificação de que ovócitos obtidos em fases diferentes da folicular são igualmente úteis e viáveis. Embora a literatura já ofereça estudos e dados sobre a realização de dois estímulos consecutivos em determinados pacientes, somos os primeiros a comparar dois estímulos no mesmo ciclo com dois estímulos retardados. A conclusão revela que as pacientes estimuladas pelo DuoStim conseguiram reduzir o tempo de obtenção de um embrião saudável para a transferência quase pela metade. E, portanto, uma maior probabilidade de reduzir o tempo até a gravidez”, explicou a Dra. Cerrillo.

Os testes para esse trabalho

Para este trabalho, recrutou-se 80 pacientes, com idade superior a 38 anos e com necessidade, devido às suas características, de realização de PGT-A. Foram dois grupos, um com DuoStim (o protocolo DuoStim consiste em realizar dois estímulos consecutivos, o segundo após a punção do primeiro, sem esperar a menstruação) e outro com 2 estímulos retardados.

Por fim, e após algumas exclusões, uma amostra de 27 pacientes permaneceu em cada um dos grupos. Segundo a Dra. María Cerrillo, “ao comparar os resultados dos dois grupos, constatou-se que não houve variação nos dias em que realizou-se as duas estimulações, nem no número de ovócitos obtidos, nem de embriões sãos; a principal diferença estava no número de dias necessários para obter um embrião saudável. No caso de pacientes estimulados com DuoStim, o tempo para atingir um embrião euplóide foi de 23,3 dias em comparação com 44,1 dias no grupo controle, ou um grupo de pacientes estimulados por dois estímulos convencionais retardados”.

As características dos pacientes em ambos os grupos foram semelhantes (mais de 38 anos, média de AMH 0,92, IMC e contagem de folículos antrais semelhantes). As diferenças nos ciclos entre os dois grupos também foram semelhantes (dose de gonadotrofina, dias de estimulação, taxa de fertilização, taxa de blastocisto, implantação, gravidez …). A única coisa diferente foi o tempo necessário para se obter um embrião euplóide (cromossomicamente normal ou saudável), onde os tempos foram quase metade.

“De acordo com os dados que foram apresentados pelas nossas colegas do IVI Espanha, o DuoStim surge como uma ferramenta fundamental em pacientes que precisam ter e acumular o maior número de embriões saudáveis. Pacientes com baixa resposta, com as quais estaríamos ganhando um tempo muito valioso que, às vezes, elas não têm”, pondera a Dra. Genevieve. “Essa técnica vai ajudar muitas mulheres no Brasil e dinamizar o processo de reprodução assistida”, conclui.

ESHRE: A Inteligência Artificial na Reprodução Assistida

Esse foi outro tema que o Grupo IVI trouxe ao congresso da ESHRE em 2021. Nos últimos anos, o desenvolvimento e implementação da tecnologia de Inteligência Artificial (IA) tem demonstrado potencial para abordar ineficiências em várias etapas da reprodução assistida, incluindo a melhoria em alguns processos do laboratório de Fertilização In Vitro (FIV). E, mais especificamente, na seleção de embriões.

Nesse sentido, o IVI realizou os mais extensos estudos sobre a aplicação da IA ​​na seleção de embriões, com a maior casuística combinada da história científica até hoje, analisando 25.000 embriões e 4.000 pacientes. Graças a este estudo, o IVI revolucionou o setor da embriologia, proporcionando às suas clínicas uma variedade de técnicas que lhe permitem oferecer uma seleção de embriões universal, padronizada e automática. Além disso, as últimas descobertas foram publicadas no jornal norte-americano Fertility and Sterility e no European Reproductive Biology OL.

O que dizem os especialistas?

“Nos laboratórios de embriologia aplicamos soluções baseadas em dados para avaliar o potencial de implantação de embriões, o que nos permite melhorar a eficiência de um dos processos mais importantes da reprodução assistida: cultura e seleção de embriões, com precisão de 75% na seleção de embriões cromossomicamente normais. Sendo que no processo anterior por meio de avaliação manual não é possível identificar esses embriões, independentemente da experiência do embriologista”, comenta o Dr. Marcos Meseguer. Ele é embriologista e supervisor científico da Unidade de Embriologia do IVI Valencia. Além disso, o Dr. Meseguer foi recentemente considerado pela Stanford University um dos melhores pesquisadores do mundo, ao lado dos professores José Remohí, Antonio Pellicer e Dr. Juan Antonio García Velasco. Todos eles profissionais do Grupo IVI.

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