fevereiro 23, 2017

Doenças sexualmente transmissíveis podem afetar a fertilidade

imagem de confetes para posts sobre doenças sexualmente transmissíveis especialmente perigosas durante o carnaval

Existem duas doenças sexualmente transmissíveis (DST) especialmente perigosas para a fertilidade do homem e da mulher. Também conhecidas como Infecções sexualmente transmissíveis (IST), a clamídia e a gonorreia, quando não são tratadas, podem impedir os canais de passagem do espermatozoide e do óvulo.

Na mulher, além de dificultar a gravidez, as infecções provocadas por estas bactérias podem causar complicações durante a gestação com risco de aborto espontâneo.

As doenças sexualmente transmissíveis mais perigosas para a fertilidade muitas vezes não apresentam sintomas.

Clamídia, sintomas e complicações

Mais comum, a Clamídia na maior parte das vezes age sem provocar sintomas. Estima-se que em 75% dos casos os portadores não percebem que foram afetados, o que é um risco maior para o tratamento e também para o contágio dos parceiros sexuais que os portadores tiverem enquanto não forem tratados.

Na mulher, a clamídia pode causar doença inflamatória pélvica (DPI) obstruindo a passagem do óvulo e podendo comprometer as trompas e nos homens, pode causar inflamação na próstata, o que também interfere na fertilidade.

Gonorreia, sintomas e complicações

No caso da gonorreia, os homens são mais propensos a apresentarem sintomas como secreção de pus pela uretra e ardor ao urinar, no entanto, no caso das mulheres estima-se que cerca de 50% não manifesta sintomas ou manifesta sintomas leves, como coceira, corrimento ou dor durante as relações sexuais, mas também podem sentir ardor ao urinar.

Quando não é tratada, a gonorreia pode levar os homens a inflamações nos testículos e próstata, enquanto as mulheres podem, da mesma forma que ocorre com a infecção por clamídia, desenvolverem uma doença inflamatória pélvica.

Diagnóstico

Para obter o diagnóstico de uma doença sexualmente transmissível o especialista que deve ser procurado é o ginecologista ou o urologista. As DST são diagnosticadas por exames específicos e simples, como o exame de urina e análise de material colhido da uretra e ou vagina. O médico poderá solicitar outros exames.

Tratamento

Quando identificadas, tanto a clamídia quanto a gonorreia são doenças simples de tratar. O tratamento é realizado a base de antibióticos que combate a bactéria em poucos dias. No entanto, caso a infecção causada por estas infecções tenham gerado outras complicações, como as obstruções, cada caso deve ser avaliado e tratado de forma personalizada.

Quem vê cara não vê DST

É bastante comum que as pessoas estejam preocupadas com as doenças sexualmente transmissíveis somente durante o começo de uma relação e depois de um tempo juntos relaxam nos cuidados, sem antes fazer uma avaliação médica que descartasse o risco de ambos serem portadores de alguma patologia que pode estar atuando de forma silenciosa em um dos membros do casal.

Conhecer e adquirir confiança em uma pessoa não é suficiente para prevenir uma DST, pois a própria pessoa pode não saber que é portadora de uma doença que pode prejudicar sua saúde e a saúde do casal.

Por isso, antes de passar para outros métodos anticonceptivos como a pílula ou o DIU, é fundamental ter certeza que ambos estão livres de doenças sexualmente transmissíveis que podem comprometer a fertilidade do casal, exigindo tratamentos mais complexos para tentar restabelecer a fertilidade ou ainda, levando a que a Fertilização in Vitro seja a única forma de conseguir engravidar.

Incidência de Gonorreia e Clamídia no Brasil

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que a cada ano 1,5 milhões de brasileiros são contagiados pela gonorreia e 1,9 milhões são contagiados pela clamídia.

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