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É mais difícil engravidar com apenas uma trompa?

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Uma pergunta frequente em nossos consultórios é se o fato de ter apenas uma trompa pode reduzir as chances de gravidez. Para falar desse assunto, perguntamos ao Dr. Agnaldo Viana, especialista em reprodução humana da clínica IVI Salvador, que nos explicou duas situações diferentes, uma delas com um impacto na fertilidade e outra não.

Determinar as chances de gravidez não é uma ciência exata e vários detalhes podem influenciar nas possibilidades de gravidez. Por exemplo, ter apenas uma trompa e um ovário do mesmo lado é diferente de ter apenas uma trompa e os dois ovários.

De todas as formas, lembre-se que além da das trompas, outros fatores como a fertilidade masculina, a idade e os hábitos do casal também ajudam a aumentar ou diminuir a probabilidade de gravidez natural.

 

Gravidez com apenas uma trompa e um ovário é possível

Considerando que o ovário e a trompa existentes são do mesmo lado, as chances de gravidez natural serão praticamente as mesmas, pois a cada mês o ovário seleciona entre os dois ovários qual deles possui o melhor óvulo para a ovulação. No caso de ter apenas um ovário, todos os meses o único ovário existente se encarrega de liberar o óvulo.

A mulher nasce com aproximadamente 300.000 óvulos em sua reserva ovariana e mensalmente dezenas deles são perdidos no processo de desenvolvimento folicular que termina com a liberação de um óvulo e a perda dos restantes folículos que haviam sido inicialmente recrutados pelo ovário.

Este recrutamento para o “melhor óvulo do mês” é realizado a cada ciclo entre os dois ovários ou por apenas um deles, no caso de que por qualquer razão um dos ovários tenha sido retirado.

Portanto, se não existir nenhuma outra complicação de fertilidade associada, uma mulher com um único ovário e trompa normal, no final do seu ciclo terá um óvulo vencedor.

No entanto, quando existem os dois ovários ou que a trompa ativa está em posição oposta ao ovário ativo, as chances se complicam um pouco. Apesar de que pode ser possível, pela dificuldade de mobilidade da trompa em captar um óvulo que esteja do outro lado, as chances de gravidez reduzem.

Assista o vídeo com a explicação do Dr Agnaldo Viana:

Como saber se meu ovário está funcionando normalmente?

Como já comentamos em outros posts, um ciclo regular é um bom indicativo, mas não garante que o ovário está ovulando normalmente.

A cada fase de ciclo menstrual, diferentes hormônios atuam. Inicialmente o corpo se prepara para produzir e liberar um óvulo que possa ser fecundado pelo espermatozoide, depois, atua em proporcionar o melhor ambiente no útero para que o óvulo fecundado se fixe no útero e possa se desenvolver de forma saudável durante toda a gravidez, até o nascimento do bebê.

É possível ter ciclos sem ovulação ou que o folículo que teoricamente iria liberar o óvulo, no momento da ovulação não se rompe impedindo o óvulo de ser liberado. Por isso, para ter certeza que a ovulação está acontecendo corretamente, além de uma série de exames hormonais, é realizada a ecografia (ultrassonografia), que em diferentes fases, apresenta diferentes informações, todas muito importantes:

  • Ultrassonografia dos ovários para contagem de folículos antrais: Irá contar e medir os folículos e a partir dessa informação terá um bom indicativo da reserva ovariana da mulher e sua qualidade.
  • Ultrassonografia para constatação de ruptura de folículo: O médico, irá fazer um acompanhamento da evolução dos folículos e, logo após o momento que deveria ter acontecido a ovulação, ele irá comprovar que ocorreu a ruptura do folículo que liberou o óvulo.
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