agosto 3, 2016

IVI demonstra que estimulação ovariana não afeta o diagnóstico do câncer

preservação da fertilidade antes do tratamento contra o câncer

As mulheres com câncer de mama que realizaram a estimulação ovariana controlada (EOC) para o congelamento de óvulos não pioraram o prognóstico da doença. Esta foi a conclusão do estudo realizado pelo IVI que recebeu o prêmio “Alejandro Novo González 2016” da sociedade Galega de Obstetrícia e Ginecologia.

O estudo avaliou o risco potencial de submeter uma paciente com câncer ao tratamento de estimulação ovariana com baixos níveis de hormônio estrogênio, que é necessário para estimular o corpo a produzir mais óvulos para seu posterior congelamento, o que pode ser a única chance para mulheres que perdem a fertilidade após a quimioterapia conseguirem ter filhos com óvulos próprios no futuro.

Para descartar totalmente a dúvida sobre o risco de uma eventual influência do hormônio estrogênio influenciar na propagação das células cancerígenas do câncer de mama após a estimulação ovariana controlada, 7 anos de pesquisas dedicadas a este assunto foram necessários para garantir a ausência de riscos. Dois grupos foram analisados para concluir a pesquisa: Um deles formado por 75 pacientes menores de 40 anos submetidas à EOC no momento do diagnóstico do câncer; e um segundo grupo formado por 66 pacientes da mesma faixa etária que não foram submetidas ao procedimento de EOC.

O acompanhamento das pacientes foi feito de forma retrospectiva entre os anos 2008 e 2015, demonstrando que ter sido submetida à estimulação hormonal dos ovários controlada para realizar o congelamento de óvulos antes da quimio ou radioterapia não influenciou de forma negativa na evolução do câncer.

Ao primeiro grupo, foi realizado uma EOC baseada no uso de agentes antiestrogênicos com protocolos de estimulação flexíveis para não atrasar o início do tratamento contra o câncer. Após obter os óvulos necessários para preservar a fertilidade da paciente, os mesmos foram vitrificados ou foi feita a fecundação dos óvulos com espermatozoides do parceiro e posterior congelamento de embriões. Atuando dessa forma, está comprovado que não há evidencias da influência desse procedimento na recaída ou redução da expectativa de vida após a recuperação do câncer.

O câncer de mama é o tumor mais frequente em mulheres dentro da idade reprodutiva. Em 2012, foram diagnosticados 1.67 milhões de novos casos de câncer de mama no mundo, o que representa 25% de todos os tipos de câncer que afetam a população segundo dados da OMS. Graças aos avanços dos tratamentos contra o câncer e diagnóstico precoce, a taxa de sobrevivência desta doença pode chegar a 87%, o que é uma boa razão para ter esperança e fazer planos de futuro, sendo a preservação da fertilidade através do congelamento de óvulos uma opção que as mulheres que sonham com ter filhos e terão que passar por tratamento de quimioterapia ou radioterapia devem considerar com o apoio dos seus oncologistas.

Quanto tempo é preciso para congelar óvulos antes de iniciar o tratamento contra o câncer?

Para realizar a vitrificação de óvulos antes de começar o tratamento contra o câncer, passando pela estimulação ovariana controlada, é necessário uma média de 10,4 dias. Com a comprovação da segurança do protocolo validada, a exposição hormonal deixa de ser um fator de preocupação da equipe médica que autoriza a estimulação controlada dos ovários. Portanto, cabe apenas considerar este tempo antes do início do tratamento junto com o oncologista.

Preservação da fertilidade e câncer de mama

O diagnóstico do câncer de mama pode ter um efeito direto da fertilidade da mulher porque afeta o ovário e a resposta do mesmo antes da quimio e radioterapia. Estudos sobre o indicador de fertilidade Hormonio Antimulleriano (AMH) em mulheres com câncer demonstram um nível inferior desse marcador da reserva ovariana das pacientes, o que significa um nível de fertilidade abaixo do nível considerado normal.

No IVI, as pacientes de câncer que pretendem realizar o congelamento de óvulos têm prioridade no tratamento. E após superar o câncer, podem voltar às nossas clínicas para ter filhos, caso sua fertilidade natural tenha sido comprometida. Foi assim com Maria Paz, escute sua história:

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