junho 20, 2017

Minha história: Laqueada sem autorização

coração partido por ter sido laqueada sem autorização

Parece que seria impossível acontecer, mas após o parto de sua última gravidez, a história dessa paciente, que não identificaremos para proteger sua identidade, não é de infertilidade, mas sim de uma laqueadura realizada sem sua autorização.

“Eu sou laqueada há 8 anos… eu tenho 3 crianças… na última cesária a médica me fez a laqueadura sem eu saber… sofremos muito quando eu descobri”, contou em seu depoimento.  “Frustrações, medo, mas Deus me colocou na IVI, creio que a vitória virá”.

“Infelizmente não é a primeira vez que conhecemos um caso de paciente que foi laqueada contra sua vontade… ou que, por vontade própria, solicitou a laqueadura com menos de 25 anos, o que é proibido por lei”, lamenta Dr Agnaldo Viana, especialista em reprodução humana que acompanha o tratamento da paciente. “Mas ela não se deixa abalar por essa fatalidade, nem se coloca no lugar de vítima, apesar do que aconteceu. Ela sabe que ficar lamentando não irá realizar o sonho deles e por isso está com a gente fazendo tratamento”.

Como você descobriu que tinha sido laqueada?

Descobri fazendo primeiro vários exames e a histerossalpingografia (esse é o método que define o bloqueio da trompa). Então fui na maternidade brigar pelo meu prontuário e a diretora médica me humilhou demais até me dar a informação que fui laqueada. Foi horrível; alguém interromper nossos sonhos assim por achar que podem. E eles me falam que me fizeram um favor.

Você chegou a pensar em desistir?

Pensei em desistir, mas Deus me disse que ele ainda realiza sonhos.

Por que decidiu compartilhar sua história com a gente?

Para as pessoas verem que não acabou. Tenho o prazer em compartilhar com vocês cada sofrimento e essa minha história que é tão doida.

 

Gravidez após laqueadura: reversão ou fertilização in vitro?

A laqueadura é o fechamento das trompas. Um procedimento cirúrgico que fecha de forma definitiva o canal de passagem onde o óvulo se encontra com os espermatozoides. A laqueadura é quase irreversível.

Alguns médicos indicam a reversão da laqueadura, que seria um método que se realizado com sucesso poderia ser capaz de restabelecer o canal de passagem do óvulo, permitindo a fecundação natural. Este procedimento se chama reanastomose tubária, onde é retirado o pedaço comprometido das trompas e as mesmas são religadas para tentar que após a recuperação cirúrgica a permeabilidade seja recuperada, ou seja, que o óvulo e o espermatozoide possam passar livremente pelas trompas para que a fecundação natural aconteça.

Infelizmente a taxa de falha na reversão da laqueadura é alta. Normalmente as trompas não conseguem cicatrizar de forma adequada e sofrem novas obstruções após a cirurgia de reversão. Essa cicatrização aumenta o risco de gravidez tubária, ou seja, gravidez ectópica, que representa um alto risco para a saúde da mulher, além do fatal comprometimento do embrião. Isso ocorre porque com a reversão pode chegar a dar passagem aos espermatozoides, acontecer o encontro do óvulo e a formação do embrião, mas em virtude das trompas estarem muito castigadas pelas cirurgias, elas podem não desempenhar sua função adequadamente.

fertilização in vitro, onde o óvulo é captado no ovário e fecundado no laboratório, para após alguns dias em cultivo no laboratório de embriologia ser introduzido diretamente no útero materno é o tratamento mais adequado para engravidar após laqueadura por dois motivos:

  1. É o método mais efetivo e oferece uma taxa de gravidez média de 50%, podendo ser superior dependendo de outros fatores da fertilidade do casal.
  2. Evita uma nova cirurgia, seu respectivo tempo de recuperação para uma nova tentativa de gravidez e suas complicações, além de evitar o risco de uma cicatrização inadequada levar à uma gravidez ectópica, que é algo muito perigoso.

Pacientes laqueadas jovens e com boa saúde podem ser candidatas a doar óvulos

Pacientes jovens, com menos de 35 anos que cumpram os requisitos de saúde necessários para doar óvulos, podem ser candidatas ao projeto IVIDOA, de doação compartilhada de óvulos, o que supõe uma maior facilidade de acesso ao tratamento da doadora.

Os requisitos são:

  • Ter entre 18 e 34 anos.
  • Ser saudável e não ter nenhuma doença de transmissão sexual ou genética.
  • Se casada, deve contar com o consentimento do parceiro.

Solicite a sua primeira consulta:

2 Comentários

  • uilsa pereira lima bogo says:

    tive dois filhos mas agora nao consigo emgravida eu pedi para o medico me laquiar mas ele disse que nao mas agora depois de oito anos eu casei de novo mas nao consigo engravida mas como eu tive varios problema por causa da prolaquitina agora to na duvida

    • Blog.BR says:

      Bom dia! Você pode tirar esta dúvida com o seu ginecologista. Ele irá identificar através de um ultrassom se você foi laqueada.

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