julho 8, 2014

Mioma causa infertilidade?

Também conhecido como fibroma, esse tumor benigno que cresce na musculatura do útero é um dos problemas mais frequentes em ginecologia. Cerca de 50% das mulheres entre 30 e 50 anos de idade tem mioma. Os principais sintomas são cólica menstrual e sangramento da menstruação aumentado. Nem todo mioma causa infertilidade, inclusive a maioria das vezes não será um problema, porém os miomas que crescem dentro da cavidade uterina dificultam a gravidez e podem aumentar o risco de abortamento, pois estão localizados no endométrio e podem chegar a bloquear a entrada nas trompas de falópio ou dificultar a implantação do embrião.

Não se conhece exatamente a causa do aparecimento do mioma, porém sabe-se que seu crescimento está relacionado ao hormônio estrogênio, pois ele aparece após a primeira menstruação, pode crescer lentamente durante os anos e tende a regredir ou até desaparecer após a menopausa. Observa-se também que sua incidência é mais alta em mulheres de etnia negra (50 a 80%).

É importante estar em dia com os exames de rotina ginecológica, já que a presença de mioma às vezes é assintomática. Para detectar a existência de um mioma no útero o exame indicado é a ultrassonografia. Em alguns casos, também é indicada a ressonância magnética. Através destes exames é possível identificar de forma precisa a localização e o tamanho dos nódulos que podem ser encontrados na cavidade uterina (submucoso), na parede muscular (intramural), preso ao órgão por um pedículo (pediculado) ou projetado para fora (subseroso).

Quem possui mioma deve realizar exames de controle para observar uma eventual evolução, pois ainda que raramente ocorra, o aumento rápido e mudança de aspecto podem indicar malignização.

A retirada cirúrgica é indicada para mulheres que apresentem sintomas ou que tenham sua fertilidade prejudicada, e também quando o mioma é muito volumoso. Em geral o procedimento de retirada pode ser feito por videolaparoscopia ou videohisteroscopia. Ao contrário do que muitos pensam, medicamentos não fazem os nódulos regredir total e permanentemente.

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