setembro 2, 2019

Aborto de repetição é mais comum a partir dos 35 anos

Uma gravidez é sempre motivo de festa. Expectativa para muitos, realização para outros. Tudo é positivo se ela vai bem. Mas, infelizmente, nem sempre ela se completa e chega até o tão sonhado momento do parto. Quando as pedras estão pelo caminho, um pesadelo chamado aborto, pode chegar. Principalmente quando se trata de aborto de repetição.

E podemos dizer que o aborto espontâneo é um problema relativamente comum. Ele ocorre, normalmente, com uma em cada cinco mulheres. É considerado precoce se ocorre até a 12ª semana ou tardio, entre a 12ª e a 20ª. O alerta em relação ao assunto deve ser ampliado, entretanto, em casos em que ele ocorra com recorrência. Quando isso se verifica, é recomendado começar uma investigação junto aos médicos, para entender o que o está motivando.

O problema em questão ganhou um nome bastante explicativo: “aborto de repetição”. Ele acontece quando uma mulher grávida tem três ou mais gestações interrompidas, sejam elas consecutivas ou não. Isso considerando que a perda aconteça durante as 20 primeiras semanas da gravidez. As causas podem ser diversas e demandam atenção do casal. Em média, os abortos de repetição atingem 1 a 2% dos casais que tentam ter filhos.

Já é sabido por todos que os riscos na gestação aumentam conforme o avançar da idade. Quanto mais a pessoa vai envelhecendo, maiores as possibilidades de malformações e anomalias fetais. Então, é comum acompanhar abortos de repetição de forma mais frequente em mais casos de gravidez após os 35 anos. A origem da questão, independentemente da idade, pode ser ocasionada por diversos fatores.

Em caso de aborto, o casal deve ser investigado

Quando constatado, um aborto sempre traz um dano muito considerável para as famílias envolvidas. Especialmente se a gravidez já fosse algo compartilhado com familiares. Nos casos em que os amigos e o ciclo de amizades já vivenciam a situação, o impacto pode ser ainda maior. Um mix de sentimentos contraditórios invade o corpo e a mente e pode gerar dúvidas, desespero e melancolia.

Como se trata de uma experiência traumática, que pode chegar a levar as pessoas à depressão, recomenda-se, ainda, que homens e mulheres sejam devidamente acompanhados por um psicólogo. Nessa hora, reforçar a união é mais do que fundamental. E buscar ajuda com profissionais especializados para identificar e tentar sanar o problema. Procurar uma clínica de reprodução humana é uma das primeiras ações recomendadas.

Assim que se constata o aborto de repetição, é interessante que se faça uma avaliação conjunta, do casal. Exames ginecológicos e também genéticos são fundamentais no caso das mulheres. Realizar uma análise do histórico familiar pode ajudar a explicar o problema. Os homens também devem passar por avaliação, realizar exames e traçar a história da família. A finalidade de toda essa investigação é buscar a raiz da questão. Nem sempre o problema está na mulher, ao contrário do que muitos pensam.

Principais causas do aborto de repetição

O aborto de repetição pode acontecer devido a uma infinidade de fatores, desde os mais simples até os mais complexos. Inclusive pode se dar devido não apenas a uma causa, mas sim à combinação de algumas delas. As anomalias cromossômicas fetais representam a causa mais comum e sua probabilidade aumenta proporcionalmente com a idade materna.

Em outros casos, o problema pode ser originado em alterações uterinas, como malformações, miomas, pólipos, entre outros. Em casos de mulheres que sofram aborto de repetição, é indicado exame de cavidade uterina através de ecografia pélvica.

Fatores como alterações endócrinas e metabólicas também precisam ser avaliados. Questões relativamente simples, como uma diabetes não controlada, aumentam consideravelmente o risco de perda. Além disso, podem contribuir para a malformação fetal. Vale lembrar que, se controlada, a diabetes não é considerada fator de risco.

As disfunções da tireoide, da mesma forma que a diabetes, se não controladas, também são um problema. Ainda na esfera das alterações endócrinas, avaliar a prolactina também é importante. Esse hormônio que age na maturação endometrial, se muito alto ou muito baixo, também potencializa os abortos.

Hábitos e o aborto

Os hábitos de vida de igual maneira possuem um grande peso em casos de perdas de bebês. O consumo de tabaco, álcool, cafeína e outras drogas, em excesso, também estão relacionados ao aborto. As investigações também apontam como causas o sobrepeso e a obesidade.

Existe, também, um número de casos de aborto de repetição em que não se consegue identificar a motivação exata. Estima-se que represente uma média de 20% dos casos estudados.

Embora o aborto seja um acontecimento doloroso do ponto de vista psicológico, é necessário que suas causas sejam investigadas. Esclarecer o que provocou, pode contribuir para uma futura gravidez sem dificuldade.

Depois de investigado, o problema precisa ser tratado. Os tipos de tratamentos para o aborto de repetição serão distintos, de acordo com o que o esteja motivando. Mas é importante ressaltar que o casal mantenha hábitos de vida mais saudáveis e equilibre a alimentação, com uma dieta balanceada. Esses são fatores básicos e fundamentais para ter mais sucesso na gestação.

Existem casos na literatura médica de casais que passaram pelo aborto de repetição e conseguiram levar adiante uma gravidez depois. 

O problema também pode estar ligado à saúde do homem

Para algumas mulheres, o medo do aborto chega a ser maior do que a demora para engravidar. Principalmente para as que já passaram por abortos de repetição. Tudo porque as pessoas tendem a pensar, nesses casos, que os problemas sempre são ocasionados por disfunções femininas. O que precisa começar a ser naturalizado é que nem sempre o problema está na mulher.

Estudar mais detidamente a saúde dos homens pode ajudar a elucidar algumas questões referentes aos abortos. Todo mundo sabe que, ao longo da vida, a mulher vai, aos poucos, diminuindo a porcentagem de chances de uma gravidez. No caso dos homens, o passar dos anos também pode trazer consequências negativas.

A grande questão é que ao envelhecer, alguns homens podem ter comprometida a qualidade do seu material genético. E a baixa qualidade do esperma pode ser apontada, também, como fator para casos de abortos de repetição. Por isso muitos homens que pensam na paternidade tardia, têm resolvido congelar sêmen, para assegurar que mantenham a plena qualidade.

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