agosto 26, 2014

Como é feita a avaliação da fertilidade da mulher?

Comitê Editorial IVI Salvador

Ainda não é tão comum incluir uma avaliação da fertilidade durante as revisões periódicas que realiza a mulher quando consulta seu ginecologista, mas é cada vez mais importante incorporar esta revisão ao menos para aquelas que têm planos de engravidar após os 35 anos ou que têm na família antecedentes de menopausa precoce (familiares que entraram na menopausa antes dos 45 anos) ou de infertilidade.

A taxa de infertilidade segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde é de 15%, no entanto esta porcentagem tende a aumentar com o avanço da idade da mulher. Também existem outros fatores genéticos ou doenças como a clamídia (DST), síndrome dos ovários policísticos ou endometriose que afetam a capacidade da mulher engravidar.  (Veja post causas da infertilidade)

Qual é a idade ideal para preservar a fertilidade?

Preservar a fertilidade é uma alternativa para quem quer engravidar no futuro, mas é uma decisão que deve ser tomada enquanto a mulher ainda é fértil, de preferência não muito após os 32 anos, e se possível inclusive antes. Ainda é comum que a decisão de preservar os óvulos seja considerada pela mulher como última opção e no último momento. “É preciso considerar a preservação dos óvulos como um investimento ou um seguro de vida, você pode não precisar dele, mas se precisar pode contar com esta alternativa” – alertam especialistas.

Por que a infertilidade chega antes para a mulher?

O Corpo feminino não fabrica óvulos ao longo da vida, simplesmente libera seus gametas de um estoque que possui desde que nasceu. O conjunto da quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis, conhecido como reserva ovariana, é o principal fator para que a infertilidade chegue antes para a mulher. Diferente do homem, que gera novos espermatozoides e por isto conserva sua capacidade reprodutiva por mais tempo, o envelhecimento da reserva ovariana com o avanço da idade também aumenta os riscos de gerar filhos com doenças genéticas e sofrer outras complicações durante a gravidez ou abortamentos.

Avaliar o potencial reprodutivo de uma mulher com total eficácia ainda é um desafio e depende muito da experiência do ginecologista, mas os recursos existentes oferecem parâmetros para identificar casos onde é necessário estar alerta e direcionar a paciente a um especialista em reprodução humana.

Existem muitos testes para a avaliação da fertilidade, ou seja, do potencial reprodutivo da mulher e normalmente é preciso fazer uma combinação de testes para obter um bom resultado na avaliação. Atualmente o teste mais moderno e que melhor prognostica a infertilidade é o Hormônio Antimülleriano, contudo outros testes como o FSH e ultrassonografias continuam sendo métodos utilizados com frequência.

Avaliação da Fertilidade

Testes e marcadores da reserva ovariana

– Dosagens hormonais:

– FSH,

– LH,

– estradiol,

– inibina-B

– Hormônio Antimülleriano (HAM)

– Testes provocativos ou dinâmicos:

– Teste de Citrato de clomifeno (TCC)

– Teste com agonistas GnRH (TAG)

– Teste FSH exógeno (TFE)

– Ultrassonografias

– Contagem de folículos antrais (CFA)

– Medida de volume ovariano

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