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Depressão afeta a fertilidade do casal

infertilidade masculina

A depressão é um dos principais problemas de saúde em todo o mundo. Esta doença bastante estigmatizada pela sociedade, já acomete mais de 300 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, 9.2% de mulheres americanas em idade reprodutiva estão fazendo uso de antidepressivos.

Já no Brasil, houve um aumento significativo no uso desses medicamentos entre os anos de 2010 e 2016. Segundo levantamento da seguradora SulAmérica, em seis anos, houve um salto de 74% no número de antidepressivos adquiridos pelos clientes. Foram 35.453 unidades em 2010 contra 61.859 em 2016. A depressão afeta todos os aspectos da vida de um indivíduo, inclusive a sua fertilidade.

 

Depressão diminui fertilidade masculina

Apesar de ser mais frequente em mulheres, uma grande parcela de homens em idade fértil também está em uso de antidepressivos. Um estudo do National Health Institute (NIH), dos Estados Unidos, publicado no periódico científico “Fertility and Sterility”, mostra que homens diagnosticados com depressão podem ter sua fertilidade alterada. O estudo, realizado com 1.608 homens, aponta que aqueles diagnosticados com depressão severa têm 60% menos chance de conceber, quando comparados a homens sem diagnóstico de depressão.

O uso de medicamentos antidepressivos diminui a libido do homem. Ou seja, com menos desejo sexual, é natural que as chances de gerar um filho espontaneamente diminuam. Além disso, alguns antidepressivos também retardam a ejaculação e ainda afetam a produção de sêmen. Métodos mais simples para engravidar, como o coito programado e a inseminação artificial, podem ser prejudicados caso o homem esteja utilizando antidepressivos, justamente pelas consequências mencionadas acima.

 

Antidepressivos geram riscos à gravidez

Mulheres questão em tratamento de depressão, ainda segundo o estudo, não têm sua fertilidade afetada, mas mesmo assim correm riscos. Existem alguns medicamentos mais seguros para uso naquelas mulheres que pretendem engravidar. “Toda paciente em uso de drogas antidepressivas devem ser monitoradas, pois a maioria delas aumenta o risco de abortamentos e malformações no feto. As mais apropriadas para uso são a Fluoxetina e Sertralina,” diz Dra. Genevieve Coelho.

Essas substâncias são as mais seguras por serem da categoria de inibidores seletivos da receptação da serotonina. Medicamentos antidepressivos que não são dessa categoria, podem provocar aborto no primeiro trimestre de gravidez. O estudo do NIH aponta que mulheres usando antidepressivos inibidores não-seletivos de receptação de serotonina têm até 3,5 vezes mais  chances de um aborto espontâneo.

Apesar do antidepressivo não diminuir a chance de engravidar, é importante ter um acompanhamento psiquiátrico, uma vez tomada a decisão de ter um filho. Interromper o tratamento por conta própria também é um risco à saúde da mulher.

 

Depressão no casal infértil

A pesquisa mostrou que 41% das mulheres que buscam um tratamento para infertilidade já estão sofrendo com os sintomas de depressão. O número de casos de homens nesta situação chega 50%. O estudo não contempla os casais que passaram por tratamento de Fertilização In Vitro porque este procedimento elimina algumas influências da depressão na concepção, já que o desejo sexual ou a baixa qualidade espermática não seriam fatores tão relevantes neste tratamento.

 

Guia de Apoio Emocional

Lidar com a depressão pode ser ainda mais desafiador para o casal que recebe o diagnóstico de infertilidade. Ainda que somente um dos cônjuges esteja fazendo tratamento com antidepressivos, pode ser ainda mais difícil encarar toda a jornada de exames e procedimentos antes de realizar o sonho da maternidade.

No Guia de Apoio Emocional para o casal em tratamento de reprodução humana, que disponibilizamos gratuitamente aqui no site, é possível encontrar orientações para esse período.

Com o guia, é possível entender como gerir o impacto do diagnóstico, entender quais são as expectativas de quem inicia o tratamento, e ainda saber como conciliar a rotina do casal durante o tratamento. O tempo de espera e resultados também é uma parte importante nesse momento, e para entender essa parte do processo, existe uma seção especial no guia.

Baixe o Guia de Apoio Emocional

 

 

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