novembro 10, 2020

ICSI e as chances de gestação

Comitê Editorial IVI Salvador

A injeção intracitoplasmática de espermatozoide (intracytoplasmic sperm injection), ou apenas ICSI, é uma técnica de alta complexidade da reprodução assistida. Além disso, ela é realizada por meio do tratamento de fertilização in vitro.

A técnica consiste em inserir o espermatozoide dentro do óvulo. Então, é um procedimento realizado em laboratório. Realizou-se esse método pela primeira vez em 1992, na Bélgica. Dois anos depois ele chegou ao Brasil.

Com a ICSI é possível alcançar com sucesso a gravidez em casos de oligozoospermia e vasectomia, por exemplo, entre outros casos com baixa qualidade seminal.

Como se realiza a ICSI?

A primeira etapa do procedimento de ICSI é coletar os gametas masculino e feminino. Para realizar a coleta na mulher, ela precisa utilizar hormônios através de injeções subcutâneas. Então, essas injeções induzem a maior produção de folículos.

Durante o período de estimulação, realiza-se ultrassonografias seriadas para acompanhar o crescimento dos folículos. Os óvulos crescem dentro dos folículos nos ovários. Quando eles alcançam o tamanho ideal, realiza-se a coleta de óvulos através da punção folicular. Todos os folículos produzidos pelos ovários serão aspirados por uma agulha bem fina. Esta será guiada pelo ultrassom transvaginal. O procedimento é simples e rápido. Realizado em centro cirúrgico, sob sedação.

Já nos homens, realiza-se a coleta através da masturbação. Se não encontrar espermatozoides no sêmen ejaculado, é possível retira-los diretamente dos testículos. Portanto, isso ocorre através de uma biópsia testicular. E, nos casos em que não são produzidos espermatozoides pode ser utilizado um banco de sêmen.

E após a coleta dos gametas, o que acontece?

Após a realização das coletas, os gametas do homem e da mulher seguem direto para o laboratório. Lá, a primeira etapa a ser feita é o preparo, capacitação e seleção dos melhores espermatozoides.

Depois disso, seleciona-se individualmente os melhores espermatozoides para serem injetados, um a um, dentro de cada óvulo maduro. Todo esse procedimento é realizado com a técnica de micromanipulação. Além disso, com a ajuda do microscópio e de uma agulha bem fina, que chama-se micropipeta.

No dia seguinte da fertilização de cada óvulo com o espermatozoide, o embriologista faz a verificação da fecundação. Caso tenha ocorrido, iniciasse o cultivo embrionário e o processo de clivagem. Consequentemente, a divisão celular.

Os embriões permanecem em cultivo no laboratório até o 5º ou 6º dia do desenvolvimento. E então o procedimento segue para a etapa de selecionar os melhores embriões para implantar no útero da mulher, pelo procedimento de transferência embrionária. Nessa etapa também congela-se os embriões viáveis, que não serão transferidos naquele momento.

Sobre a quantidade de embriões que pode-se transferir para o útero, vai depender principalmente da idade. O médico também analisa os aspectos clínicos da paciente.

Quantos embriões pode-se transferir?

Se a mulher tiver até 35 anos, transfere-se até dois embriões. Se a mulher tiver entre 36 e 39 anos, até três embriões. E se a faixa etária for entre 40 e 50 anos, até quatro embriões podem ser transferidos. Além disso, quando acontecem situações em que os óvulos e/ou embriões são doados, considera-se a idade da doadora no momento da coleta dos óvulos.

Na transferência dos embriões utiliza-se o espéculo, parecido ao que é usado no exame preventivo ginecológico, e um cateter bem fino.

Todo o procedimento é guiado por ultrassom pélvica e os embriões são colocados no útero, a cerca de um centímetro do fundo. Após a transferência, passa-se um período entre 12 e 14 dias, e depois é feito o exame de sangue Beta HCG para confirmar a gravidez.

Para quais pacientes indica-se a ICSI?

Normalmente a injeção intracitoplasmática de espermatozoides não é a primeira técnica indicada para quem tem dificuldade de engravidar. Isso porque existem tratamentos de baixa complexidade, e que são tão eficazes quanto a ICSI. Alguns exemplos são a inseminação intrauterina e o coito programado. Mas, a indicação do tratamento depende do histórico de cada casal e de outros fatores que o médico assistente analisa.

Assim, pacientes que precisam realizar uma FIV são elegíveis para a técnica. Indica-se a ICSI também para homens que passaram por vasectomia. Além disso, homens que sofreram algum tipo de trauma na medula espinhal, e que podem ter problemas de ereção e/ou ejaculação.

Como o procedimento auxilia no processo de fertilização, injetando diretamente um espermatozoide no citoplasma do óvulo, também indica-se a ICSI para aumentar o número de óvulos fertilizados. Independente do tipo de infertilidade do casal, e principalmente em idade materna avançada.

Essa técnica também é necessária quando os óvulos foram previamente criopreservados. Pois, a penetração do espermatozoide, no caso de FIV clássica, pode ficar prejudicada.

Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento dura em torno de 40 dias. A contagem começa no primeiro dia de início do uso dos hormônios para estimulação ovariana. Depois vem a coleta dos gametas, a injeção do espermatozoide, a maturação do embrião, até sua transferência para o útero. Depois disso, a confirmação da gravidez.

Em caso de falha de implantação, ou seja, um beta negativo, é possível refazer o procedimento. As porcentagens de sucesso do método variam de acordo com o número de embriões transferidos e a idade da mulher. Mulheres abaixo dos 30 anos podem ter até 50% de chance de sucesso. Após os 42 anos essa taxa cai para de 15%.

Nas clínicas do grupo IVI, o procedimento de fertilização in vitro já inclui a ICSI, ou seja, sem alterar o orçamento do tratamento.

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