dezembro 21, 2016

ICSI: um espermatozoide por óvulo

Muitos confundem a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides) com um tratamento de reprodução humana, mas na verdade este procedimento é uma técnica realizada dentro do tratamento de Fertilização in Vitro (FIV). A injeção Intracitoplasmática permite a união direta do óvulo e do espermatozoide facilitando a fecundação. Um espermatozoide com baixa mobilidade ou má morfologia teria maior dificuldade para conseguir penetrar no óvulo de forma natural ou através da técnica de FIV clássica.

A ICSI é uma técnica de reprodução assistida que permitiu alcançar com sucesso a gravidez de casais diagnosticados com um fator de infertilidade masculina severa. Os tratamentos de FIV com ICSI são realizados a partir de uma amostra de esperma, ou biopsia testicular, caso seja necessário. Os espermatozoides são extraídos e qualificados para a fertilização do óvulo em laboratório. No IVI a técnica de ICSI está incluída no tratamento de Fertilização in Vitro.

Indicações para ICSI:

  • Homens cujos espermatozoides têm problemas de mobilidade, má morfologia ou baixo número;
  • Homens que realizaram vasectomia;
  • Infertilidade de causa imunitária ou doença infecciosa;
  • Dificuldade para conseguir a ejaculação em condições normais, como ocorre na ejaculação retrógrada (problemas neurológicos, diabetes, etc.).
  • Casos de amostras de sêmen congeladas de homens submetidos a vasectomia, tratamento de rádio ou quimioterapia. Nestes casos as amostras são muito valiosas porque a quantidade de espermatozoides é limitada, portanto a ICSI permite otimizar sua utilização.
  • Outros fatores como fracasso repetido após vários ciclos de FIV e IA (Inseminação Artificial), pouca quantidade de óvulos após a punção ou quando é necessário identificar embriões, como por exemplo no Diagnóstico Pré-implantacional (PGS).

 

Como é feita a ICSI?

Quando os óvulos estão prontos para serem fecundados, após a punção folicular, os espermatozoides de melhor mobilidade e morfologia são qualificados e selecionados para proceder com a microinjeção dos óvulos. Durante o processo da ICSI, coloca-se o espermatozoide selecionado dentro de uma pipeta minúscula que será utilizada para realizar a injeção diretamente dentro do óvulo. Com esta técnica facilitamos a fecundação. O óvulo fecundado irá se desenvolver como embrião durante 3 a 5 dias no Laboratório, antes de serem transferidos novamente para o útero materno para o inicio da gestação.

Baixa contagem de espermatozoides é um fator de risco para alterações cromossômicas

Estudos genéticos realizados em homens com diversos fatores de infertilidade identificaram que a baixa contagem de espermatozoides no sêmen é um fator de risco para alterações cromossômicas que podem impedir a implantação do embrião ou até mesmo levar a gestação a um aborto espontâneo.

Para dar mais segurança ao tratamento, é indicado para os casos de baixa contagem de espermatozoides realizar também o estudo genético do embrião (PGS), que é capaz de identificar antes da gravidez aqueles embriões com mais chances de gerar um bebê com saúde.

 

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