abril 11, 2017

Inseminação Artificial é indicada para mim?

A Inseminação Artificial ou Inseminação intra-uterina (IIU) é um tratamento de reprodução humana de baixa complexidade. Através deste procedimento, a fecundação do óvulo acontece dentro do corpo da mulher após a introdução na cavidade uterina dos espermatozoides do parceiro que são preparados no laboratório de andrologia para potencializar o sucesso do tratamento.

As chances de gravidez da inseminação artificial são comparáveis com as chances de gravidez normal de um casal onde a mulher tenha 35 anos, ou seja, em torno a 15% de possibilidades de engravidar por ciclo.

Para que a inseminação intra-uterina seja possível, é fundamental que não existam obstáculos de permeabilidade das trompas de Falópio que poderiam impedir o encontro entre o óvulo e o espermatozoide.

Segundo os resultados das clínicas do grupo IVI para a Inseminação Artificial, utilizando sêmen de doador, o percentual médio de sucesso é 24,4%. Um ótimo resultado considerando a técnica, no entanto, muito inferior aos resultados que uma Fertilização in Vitro pode alcançar atualmente, que variam entre 40% a mais de 70%, dependendo do diagnóstico do casal e técnicas complementares utilizadas durante o tratamento.

Como é feita Inseminação Artificial?

Publicamos anteriormente um post com o passo a passo da Inseminação Artificial, acesse para ver em detalhes desse tratamento que consiste em:

– Estimular e controlar a ovulação com base em um tratamento hormonal e acompanhamento de ultrassonografia para produzir um óvulo maduro

– No momento em que o óvulo está pronto, é coletado o sêmen do parceiro, ou o sêmen congelado é descongelado

– O sêmen é preparado para aumentar as chances de fertilização, otimizando a amostra com apenas os espermatozoides mais rápidos e mais capacitados para fecundar o óvulo

– São introduzidos os espermatozoides no interior da cavidade uterina, reduzindo o trajeto que estes nadadores fariam normalmente.

Indicação da inseminação artificial

A inseminação artificial hoje em dia é indicada para poucos pacientes porque a maioria dos casos atendidos nas clínicas de reprodução humana são de pessoas acima dos 35 anos. Os pacientes que mais frequentemente recebem a indicação para a Inseminação artificial são:

– Pacientes jovens de união heterossexual onde o resultado do espermograma do parceiro apresentou uma boa qualidade seminal ou a fecundação será realizada com sêmen de doador.

– Pacientes jovens de união homossexual que utiliza sêmen de doador.

– Mulheres solteiras que realizam o tratamento para realizar a maternidade de forma independente.

– Pacientes jovens que apesar de não terem uma causa aparente identificada para a infertilidade, não engravidaram após um ano de tentativas.

A baixa complexidade da Inseminação Artificial permite que este procedimento seja mais simples e, portanto, mais acessível do ponto de vista econômico. Este aspecto pode levar alguns pacientes que não possuem indicação a querer realizar uma primeira tentativa de gravidez com este tratamento. No entanto, é preciso sempre discutir com o especialista, pois um procedimento mais barato que não é efetivo é um gasto em vão, que poderia ajudar a custear o tratamento mais adequado.

Além do fator idade, existem outros obstáculos encontrados que reduzem as chances de sucesso da Inseminação Artificial, tais como aderências provocadas por endometriose ou obstruções provocadas pela Doença Inflamatória Pélvica, pacientes que realizaram cirurgia para a laqueadura ou vasectomia, infertilidade masculina grave e necessidade do estudo genético dos embriões. Estes e outros fatores de complexidade requerem a Fertilização in Vitro, onde os óvulos são levados ao laboratório para serem fecundados e observados pela equipe médica.

Quanto antes procurar um especialista, mais simples é o tratamento

A conscientização sobre a necessidade de realizar um acompanhamento ginecológico da fertilidade e ainda, a importância de procurar um especialista em reprodução humana após um ano de tentativas de gravidez é decisivo para ter a possibilidade de indicação de um tratamento de baixa complexidade como é a inseminação artificial.

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