julho 18, 2017

IVI apresenta estudo para melhorar diagnóstico e tratamento da infertilidade masculina

casal consultando exames de avaliação da fertilidade masculina

Dois exames simples e disponíveis em todas as clínicas de reprodução humana podem melhorar o diagnóstico de casos de fator masculino de infertilidade. Três estudos apresentados por especialistas do grupo IVI durante o congresso europeu de reprodução humana ESHRE 2017, comprovaram que ir além do espermograma na avaliação da fertilidade masculina pode melhorar o diagnóstico e tratamento da infertilidade.

Aproximadamente 15% da população mundial enfrenta problemas para conceber um filho, deste total 4 de cada 10 casos são atribuídos para fatores masculinos. A mesma porcentagem é atribuída a fatores femininos, enquanto o restante das causas da infertilidade tem origem desconhecia ou está relacionada a fatores mistos (dos dois parceiros).

Apesar das causas da infertilidade se dividirem de forma muito similar, historicamente a dificuldade de engravidar se atribuía principalmente às mulheres. Além disso, a complexidade do aparelho reprodutor feminino levou a que grande parte das pesquisas e tratamentos de reprodução humana estão centrados nelas, no entanto, os avanços na seleção de espermatozoides são de grande importância para melhorar os resultados dos tratamentos de fertilidade.

Atualmente, na avaliação básica da fertilidade do casal, é solicitado aos homens a realização do espermograma, que é o exame que estuda a mobilidade, aspecto morfológico e nível de concentração dos espermatozoides. O espermograma permite dar pistas para a solicitação de outros testes, mas sozinho não é capaz de identificar alterações em aspectos cromossômicos dos nadadores.

As alterações cromossômicas podem ser responsáveis pela baixa qualidade do sêmen, o que leva a falhas de implantação, abortos de repetição e inclusive nascimento de bebês portadores de doenças genéticas conforme a pesquisa realizada pela Dra Cristina González, coordenadora dos laboratorios de Andrologia do grupo IVI.

Exames para a avaliação completa do espermatozoide

– Cariótipo

O cariótipo é um exame que deve ser realizado em ambos membros do casal para identificar eventuais alterações cromossômicas. Muitas vezes pessoas que não manifestam sintomas são portadoras de alterações cromossômicas que influenciam na fertilidade. Esta fotografia dos cromossomos é obtida a partir de uma amostra de sangue comum que é enviada ao laboratório de genética.

– Fragmentação de DNA espermático

Mesmo com um cariótipo normal, é importante realizar o estudo do DNA espermático, que através a projeção de uma luz laser nas células dos espermatozoides analisa diferentes características celulares dos mesmos. Com o estudo da fragmentação do DNA espermático é possível identificar a eventual existência de anomalias no DNA dos espermatozoides, o que afeta diretamente a qualidade e viabilidade do futuro embrião gerado a partir da fecundação do óvulo conforme as conclusões da pesquisa do Dr Alberto Pacheco, diretor do laboratório de andrologia do IVI Madri.

Durante a formação dos espermatozoides o processo de redução de DNA pode falhar, esta redução é necessária para evitar que quando o óvulo seja fecundado exista um excesso de informação genética. O estudo realizado foi observado que 20% dos pacientes de reprodução humana apresentaram alterações celulares, muito mais que a média de 8% detectada no grupo de doadores de sêmen.

– Em casos mais graves, a biópsia testicular pode ajudar

O terceiro estudo sobre as formas de melhorar os resultados dos tratamentos de reprodução humana com fator masculino de infertilidade foi coordenado pelo diretor da Fundação IVI, Dr Nicolás Garrido. Ele identificou que a biópsia testicular pode ser uma opção para aumentar as chances de gravidez nos casos de rupturas e lesões no material genético dos espermatozoides, algo também conhecido como a fragmentação do DNA.

A pesquisa demonstrou que ao coletar a amostra de espermatozoides através de uma biópsia testicular, foi possível reduzir a DNA em 24%. Com esta melhora reduzimos o risco de aborto e aumentamos a taxa de recém-nascidos vivos. Esta técnica por ser mais invasiva normalmente é evitada, porém em casos como apresentado no estudo, deve ser considerada porque permite obter os espermatozoides em uma etapa anterior às rupturas e lesões que levam à fragmentação do DNA.

 

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