julho 31, 2019

A importância de manter regras rígidas de segurança no laboratório de fertilização in vitro

Embora sejam raros, alguns erros nas etapas do laboratório de reprodução assistida já foram registrados em diversos locais ao redor do mundo e parte deles tem vindo à tona nos últimos tempos. O caso que teve divulgação mais recente aconteceu nos Estados Unidos e ganhou as manchetes da imprensa no mês de julho. Ele chama a atenção para a necessidade de redobrar os cuidados com o passo a passo dos procedimentos realizados em laboratórios nas clínicas de reprodução assistida.

A necessidade de ampliar a atenção fica ainda mais evidente quando se leva em consideração que a reprodução assistida tem sido cada dia mais utilizada por casais em todo o Brasil. Segundo um levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do ano de 2011 até o de 2016, o número de ciclos de fertilizações in vitro (FIV’s) realizados no país saltou de 13.527 para 33.790, ou seja, um crescimento de quase 150% dentro desse intervalo. E os índices seguiram em alta. Segundo o mesmo levantamento, no ano de 2018, o número de procedimentos utilizando a técnica já foi superior a 43.000 em todo o país. Esse dado representa 18,7% a mais do que o de 2017, aponta o estudo da ANVISA. Foi divulgado através do site da agência e pode ser acessado publicamente por qualquer pessoa.

Uma das possíveis causas para esse aumento é o fato de que a mulher está, cada vez mais, postergando a gestação. Isso pode influenciar na fertilidade da futura mãe. Outro fator para o crescimento dos procedimentos é a divulgação mais ampla sobre a técnica e a desmistificação das etapas do tratamento. Além disso, uma maior acessibilidade às informações de maneira geral.

Os protocolos de segurança e regras precisam ser observados

Antes de qualquer passo na vida, as pessoas realizam uma análise do contexto, para saberem se estão tomando as melhores decisões. No processo da reprodução humana assistida, o mesmo deve ser feito. Com o crescimento do número de pacientes em todo o Brasil, o cuidado com a escolha do local para a realização do tratamento é fundamental. Pesquisar sobre o histórico da clínica, verificar se o corpo médico é capacitado e se a tecnologia utilizada é de última geração, já representam meio caminho para evitar problemas no futuro.

E quando a escolha é feita e o tratamento começa, um dos principais aspectos a ser observado quando se fala em reprodução assistida é o cuidado com os procedimentos laboratoriais. Os erros precisam ser anulados, desde, por exemplo, a troca da grafia dos nomes dos pacientes, algo que pode parecer simplório; até mesmo a fertilização de óvulos com o material da pessoa errada. Todas essas práticas precisam passar por procedimentos e etapas de conferências, com o objetivo de eliminar a possibilidade do erro.

Laboratório do IVI Salvador

Em Salvador, onde mantém uma unidade, o IVI possui um protocolo para as atividades; que segue um padrão internacional do grupo, que tem experiência há quase 30 anos no mercado de reprodução humana assistida. As regras são obedecidas à risca e todos os processos contam com mecanismos de checagem. Tudo isso para assegurar que o laboratório de fertilização in vitro tenha um padrão de qualidade e segurança nos procedimentos dos pacientes.

Essa rígida normativa precisa ser seguida em cada atividade desenvolvida, para garantir 100% da segurança no laboratório. No ato de realização dos procedimentos, cada um deles é feito de forma individualizada. Por isso, gametas ou embriões de um único paciente é que são retirados do incubador e postos na bancada de trabalho naquele momento e ali permanecem enquanto estão sendo manipulados.

Como citado anteriormente, o IVI Salvador adota um sistema de dupla checagem para conferir segurança extra aos procedimentos. Essa etapa é realizada através de um trabalho em equipe, pelos embriologistas. Eles conferem nomes e identificação de cada paciente e cada um deles assina documentos, atestando a devida checagem do conteúdo. Todo o material utilizado é devidamente identificado e permanece ali pelo período de utilização, seguindo posteriormente para congelamento ou para a transferência. Os embriões congelados também recebem identificação, através de uma etiqueta que é resistente ao nitrogênio líquido e ficam armazenados em local especifico até o destino final.

Para a embriologista Daniele Freiras, Coordenadora do Laboratório de Fertilização In Vitro do IVI Salvador, essa profissão não admite o erro e são necessárias características fundamentais, como comprometimento, concentração e muito cuidado no desempenho da função.

Fertilização In Vitro registra aumento no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou no último dia 17 de julho, o 12º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio). O relatório traz dados baseados no ano de 2018. Em todo o Brasil, foi realizado um total de 43.098 ciclos de fertilização. Esse número representa um aumento de 18,7% em relação ao de 2017, quando haviam sido realizados 36.307 ciclos.

O relatório oficial aponta ainda que o estado de São Paulo foi o que realizou mais ciclos no país, cerca de 20.000, o que representa aproximadamente 46,8% do total. No ranking, os estados de Minas Gerais, com 4.221 e do Rio de Janeiro, com 3.959, dão continuidade à lista, figurando como segundo e terceiro colocados.

Ainda de acordo com o relatório, que está disponível no site da ANVISA na internet, 88.776 embriões foram congelados no ano passado, para uso em técnicas de reprodução humana assistida. O número ultrapassa em 13,5% o índice de 2017. O relatório traz informações de 154 bancos de células e tecidos germinativos (BCTGs) cadastrados na Anvisa. Isso que representa um percentual de 85,5% do total de bancos cadastrados.

Outra informação trazida pelo relatório aponta que a média da taxa de fertilização in vitro no Brasil foi de 76% aproximadamente; um número compatível com a literatura internacional, que apresenta variação entre 65% e 75%, normalmente. Para o órgão, esse dado reflete a qualidade dos laboratórios no país. Considerando parâmetros como ambiente favorável para a realização dos procedimentos, manejo correto de materiais e equipamentos e também a qualidade da manipulação.

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