novembro 5, 2019

Câncer de próstata tem mais chances de cura se for descoberto cedo

Não é fácil administrar a notícia quando se recebe o diagnóstico de uma doença tão grave como o câncer de próstata. O objetivo principal é iniciar o tratamento o mais rápido possível. Dificilmente se leva em consideração outras consequências; como, por exemplo, a infertilidade.

Entre as principais consequências do câncer de próstata, está a infertilidade masculina. A doença pode causar uma esterilidade temporária ou definitiva. Isso vai depender do tipo de câncer e dos tratamentos a serem realizados, como cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

No entanto, existem formas de garantir a chance de ter um filho no futuro. No IVI Salvador, um exemplo é o Programa Preserva. O Preserva tem como objetivo o congelamento de óvulos e também de sêmen, preservando o sonho de se tornar mãe ou pai. Assim, mesmo os homens que enfrentam essa batalha, podem vir a ser pais após vencerem a doença. Para tanto, são usadas técnicas de reprodução assistida utilizando o sêmen congelado.

Procedimentos para congelar o sêmen

O congelamento do sêmen deve ser feito antes de iniciar o tratamento contra a doença. A coleta pode ser realizada após a puberdade e consiste apenas na masturbação (método não invasivo). São coletadas várias amostras que seguem para a criopreservação, que nada mais é do que a técnica de congelamento.

Se por alguma razão, o homem não conseguir ejacular, os espermatozoides podem também ser retirados diretamente dos testículos, através de uma punção realizada pelo urologista. No caso de crianças, que ainda não ejaculam, a única forma que existe é o congelamento de fragmentos dos testículos.

O sêmen é congelado a uma temperatura de -196°C e pode ser armazenado por tempo indeterminado. Além disso, é recomendado que se espere de seis a doze meses para a sua utilização. Essa recomendação se dá, pois nesse período a fertilidade pode voltar ao normal.

Depois disso, quando o casal decidir ter filhos, será feita uma inseminação artificial na mulher, ou uma Fertilização in Vitro (FIV), caso seja necessário.

Câncer de próstata: formas de identificação

Os homens precisam quebrar as barreiras do preconceito sobre o principal exame preventivo. E devem, acima de tudo, ficar atentos. A doença, na fase inicial, não costuma apresentar sintomas. O exame físico (retal) ainda gera muita polêmica. Talvez por isso, a conscientização sobre a gravidade da doença seja tão necessária.

Quando o médico realiza o exame, o mesmo não dura mais que dez segundos. Ele analisa a consistência da próstata, o tamanho e se existem lesões palpáveis através do reto na glândula. O exame de toque, junto com o PSA, ajuda a detectar precocemente casos de câncer de próstata e outras condições. Entre elas, a hiperplasia prostática benigna e a prostatite.

O PSA (antígeno prostático específico) é uma proteína que pode ser encontrada no tecido da próstata, sêmen e corrente sanguínea. Um resultado normal no PSA, isoladamente, não exclui a possibilidade de haver um tumor maligno.

Por isso a necessidade do toque retal. Os dois exames devem ser feitos anualmente. É fundamental que os homens entendam que a saúde deve ser colocada em primeiro lugar. E acima de qualquer construção cultural que possa levar ao preconceito.

É de suma importância o acompanhamento anual com o urologista uma vez que os sintomas só costumam aparecer nos estágios mais avançados. Dores nas costas, pernas e no quadril podem surgir por conta da disseminação da doença para os ossos, por exemplo.

Como se desenvolve o câncer de próstata

Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Quando apresenta, os mais comuns são dificuldade de urinar; demora em começar e terminar de urinar e sangue na urina. A diminuição do jato de urina e a necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite também podem ser indicativos.

O câncer de próstata tem um comportamento que varia bastante. Pode ser de baixa, intermediária ou alta agressividade. Estar localizado apenas na próstata, ou avançado localmente, ou já espalhado para outros órgãos. O tratamento é baseado nesses fatores e em características individuais do paciente.

Pesquisas apontam o envelhecimento como o principal fator de risco. Uma dieta com um alto teor de gordura animal também pode estar associada à doença. Assim como a obesidade e o sedentarismo também podem ser prováveis causas.

Outras indicações para o congelamento preventivo do sêmen

Além dos tratamentos de pré-quimioterapia, pré-radioterapia e pré-cirurgia de testículos ou próstata, existem outras indicações para os homens congelarem sêmen. Quem quiser fazer uma vasectomia, e estiver pensando numa paternidade futura.

Homens em tratamento contra infecções virais, com alguma doença degenerativa; baixa concentração de espermatozóides e casos de varicocele também podem realizar o congelamento.

Quem trabalha em profissões de risco, mergulhadores e atletas de alto desempenho, também podem preservar seu esperma. O mesmo vale para quem estiver exposto a agentes químicos, agrotóxicos e radiação.

A técnica também pode ser utilizada em casos de disfunção erétil, antes de um tratamento de fertilização assistida. Também para preservar a capacidade fértil enquanto jovem. Vale lembrar que há queda natural da fertilidade com a idade, estresse e estilo de vida.

Novembro Azul e o câncer masculino

No ano de 2003, surgiu um movimento na Austrália, chamado de Movember (união das palavras Moustache – bigode e November – novembro). Durante o mês, os homens deixavam o bigode crescer com o objetivo de chamar a atenção para sua saúde. Isso incluía fazer um alerta público sobre o câncer de próstata.

O movimento ganhou força, ganhou o mundo e, em 2011, influenciou na criação do “Novembro Azul”. A campanha, criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, visa promover ações para elucidar dúvidas sobre a doença. O Brasil registra uma média de 13 mil casos de morte pelo câncer de próstata, por ano.

O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum em homens. Além disso, é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão.

A doença ocorre principalmente em homens mais velhos. São raros os casos antes do 40 anos. A cada dez casos, seis são diagnosticados em homens com mais de 65 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é cerca dos 66 anos.

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