fevereiro 17, 2016

Diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização in Vitro

IVI

As siglas e nomes técnicos dos tratamentos de fertilidade geram muitas dúvidas. Especialmente os dois tratamentos mais comuns que são Inseminação Artificial e Fertilização in Vitro. Inclusive não é raro ouvir por aí “inseminação in vitro”, que prova a confusão entre os dois termos. Aqui vamos ver as diferenças e indicações para cada um desses tratamentos de reprodução humana.

Infográfico sobre o processo de Inseminação Artificial

O tratamento de Inseminação Artificial (IA), conhecido também por Inseminação Intrauterina (IIU) consiste em fazer a estimulação leve dos ovários, acompanhamento da ovulação e no momento que acontece a ovulação, injetar pela cavidade uterina os espermatozoides coletados e preparados em laboratório. Basicamente a Inseminação Artificial diminui a distância entre óvulo e espermatozoide para facilitar a gravidez.

A Inseminação Artificial é um tratamento de baixa complexidade recomendado para casos simples de infertilidade de casais jovens, bem como os casos de mulheres jovens que buscam a maternidade em solitário ou a gravidez dentro de uma relação homossexual.

Infográfico do tratamento de Fertilização in Vitro

A Fertilização in Vitro é um tratamento de alta complexidade indicado para casos mais avançados de infertilidade, que são onde a idade da mulher é superior a 35 anos e provavelmente não teria bons resultados com a Inseminação Artificial por conta do envelhecimento dos óvulos, mas também casos onde existem impedimentos para a fecundação espontânea, como por exemplo, obstruções nas trompas.

A Fertilização in Vitro foi popularizada com o nome de bebê de proveta justamente porque a fecundação do óvulo acontece dentro do ambiente do laboratório. Seu processo inicia da mesma forma que a Inseminação Artificial, também com a estimulação dos ovários e seu acompanhamento até o estágio de amadurecimento dos óvulos. Quando os óvulos estão maduros, eles são coletados por meio de punção e levados ao laboratório, onde juntamente com o sêmen coletado e preparado vai acontecer a fecundação.

Existem duas técnicas diferentes para fecundar os óvulos na Fertilização in Vitro. Uma delas é colocar em uma placa de cultivo o óvulo rodeado de espermatozoides para que um deles penetre no óvulo e outra, é selecionar um único espermatozoide e injetá-lo diretamente dentro do óvulo, essa técnica é chamada ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide) e é indicada para casos mais severos de infertilidade masculina.

No tratamento de Fertilização in Vitro é possível gerar mais embriões e escolher quantos serão transferidos. Dessa forma, mesmo que a mulher consiga obter vários óvulos maduros e que estes evoluam bem ao estágio de embrião, são transferidos apenas a quantidade de embriões suficientes para garantir uma gravidez segura. Os restantes embriões que não forem transferidos ao útero, podem ser congelados para permitir uma futura gravidez sem ter que passar novamente pelo processo de estimulação dos ovários.

Resumindo, a diferença básica entre Inseminação Artificial e Fertilização in Vitro é que na primeira, a fecundação do óvulo acontece dentro do corpo da mulher e não no laboratório. Por isso, para ser efetiva é preciso que o quadro de infertilidade seja leve e de simples solução.

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