janeiro 3, 2020

Nutrição ajuda na fertilidade feminina e favorece a gravidez

Comitê Editorial IVI Salvador

Tentar engravidar pode ser um momento emocionante, mas também estressante para alguns casais. Alguns conseguem a gravidez nas primeiras tentativas, de forma natural. Já outros, percebem que algo está errado após conviver com uma espera angustiante. É hora de cuidar da nutrição e investigar o casal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade afeta de 50 a 80 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões de pessoas podem ser inférteis. Mas nem estes devem deixar a preocupação ocupar toda a sua mente. Com as técnicas modernas existentes no mercado de reprodução assistida, hoje, um casal tem grandes chances de realizar seu sonho.

Hoje são muitos os procedimentos que estão à disposição do casal que perceba dificuldade no processo de concepção, como por exemplo a fertilização in vitro, ou o congelamento de óvulos. Mas é fundamental reconhecer o problema e procurar um especialista o quanto antes, para iniciar os exames e verificar a melhor opção de tratamento.

A nutrição é boa aliada das tentantes

Quando um casal tenta engravidar e encontra dificuldades, começa uma busca por dicas que possam aumentar a fertilidade. E também fatores que colaborem com a efetividade da relação sexual. Já tendo diagnóstico sobre fertilidade ou não; e já estando amparado por possíveis tratamentos, como os de reprodução assistida, o casal segue o passo a passo para que o tão sonhado objetivo.

Para eles, é fundamental entender que a alimentação é fator imprescindível para o bom funcionamento do corpo. Para quem não sabe, ela influencia na qualidade dos sistemas reprodutores tanto de homens quanto de mulheres.

O que ingerimos afeta diretamente o funcionamento de nosso organismo. E não importa se o casal está tentando conceber o primeiro ou terceiro filho… há algumas coisas simples que podem aumentar a fertilidade.

“O processo de fertilidade está relacionado com a capacidade do organismo, de melhorar a qualidade das células reprodutivas. Dessa forma, torna-as capazes de gerar uma nova vida. Portanto, neste período, a demanda de nutrientes é elevada para que o embrião seja capaz de se desenvolver completamente. Além disso, um padrão alimentar inadequado pode causar desequilíbrios orgânicos que podem dificultar ainda mais uma gestação natural”, explica a diretora médica do IVI Salvador, Dra. Genevieve Coelho.

Homens e mulheres devem se preocupar de forma igual com a infertilidade

Já existe um consenso de que o estado nutricional e o estilo de vida podem trazer consequências para a saúde. Porém, poucos indivíduos trazem esse raciocínio para o sistema reprodutivo, independentemente de ser mulher ou homem.

Muitas vezes, os olhares se voltam para a mulher. Mas é necessário lembrar que metade da carga genética parte do homem. Por isso, é necessário também um manejo nutricional direcionado ao homem. Assim é possível melhorar o perfil do espermatozoide (qualidade, quantidade e motilidade) e ainda otimizar a fertilidade.

É alarmante a diminuição na taxa de fertilidade da população mundial. Por isso tem sido crescente o aumento da procura por fertilizações e induções de ovulação. Para ajudar casais com problemas em engravidar naturalmente, tratamentos como a Fertilização In Vitro (FIV) são cada dia mais comuns.

Mulheres, nutrição e reprodução humana

Para uma mulher tentante, é fundamental a preocupação em nutrir as células reprodutivas e corrigir as disfunções hormonais. Como fazer isso? Através de uma alimentação adequada, que garantirá os nutrientes necessários para a concepção.

Segundo a médica, uma alimentação balanceada é fundamental pois ajuda a estimular os hormônios envolvidos na fertilização. Além disso, contribui para a produção e liberação dos óvulos viáveis. Dessa forma, é importante que a mulher que pretende engravidar procure um especialista com três meses de antecedência, pelo menos.

O profissional poderá elaborar um plano alimentar capaz de ofertar nutrientes. Em quantidades adequadas, eles melhoram a qualidade do óvulo e previnem a formação de radicais livres, que podem causar a malformação dessa unidade.

O plano alimentar das mulheres que querem engravidar incluem alimentos ricos em nutrientes. Na lista estão ácido fólico, ferro, zinco, selênio, Vitamina B6, Vitamina E, Vitamina A, Vitamina C, entre outros. Todos esses nutrientes atuam diretamente no sistema reprodutor feminino, levando boa nutrição para mulher.

Existem também alguns alimentos que devem ser evitados no período pré-concepção, pois podem diminuir a fertilidade. Um destes alimentos é o café. Cada xícara consumida (100mg de cafeína/dia) aumenta em 7% o risco de perda do embrião. Daí a importância do acompanhamento nutricional, já que o nutricionista poderá oferecer todas estas recomendações adaptadas para cada paciente.

Homens também devem observar que a nutrição interfere na qualidade do sêmen

Pensar na saúde do sêmen é tão importante quanto pensar na saúde dos óvulos. Quantidade, movimento e estrutura são componentes importantes e há uma série de coisas que os homens podem fazer, ou evitar. Assim conseguem manter o sêmen saudável e aumentam as chances da concepção.

Para manter os espermatozoides saudáveis, os homens devem manter um peso corporal saudável e uma dieta regular. Os fast foods, além de aumentar os riscos de obesidade, diabetes, entre outros, podem afetar a fertilidade masculina.

Uma dieta rica em alimentos como pizza, hambúrguer, batata frita e refrigerantes tende a prejudicar a função testicular. Diminui também a quantidade e a qualidade dos espermatozoides presentes na ejaculação. E isso se dá porque as células reprodutivas masculinas acabam morrendo pelo excesso do estresse oxidativo oriundo da comida processada.

Cuidados que fazem bem aos tentantes, mas também aos bebês

A alimentação equilibrada antes da gravidez é, na verdade, um dos aspetos fundamentais para ajudar a aumentar a fertilidade dos futuros pais. Mas sua importância está bem além disso. Ela também protege o feto e o recém-nascido que serão gerados. Uma alimentação saudável faz a diferença no que diz respeito ao peso do bebê, ou ao risco de malformação.

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