março 13, 2020

O Novo Coronavírus e a gestação

Comitê Editorial IVI Salvador

Desde a sua aparição, o Coronavírus (COVID-19) tem tido uma disseminação rápida e assustadora. O surto do vírus acabou gerando um alerta global, e vem assolando diferentes países e grupos populacionais. Incluindo o Brasil, mesmo que em uma escala menor.

O vírus tem deixado a população mundial preocupada. E isso inclui crianças, jovens, adultos, idosos e, também, as gestantes. As mulheres grávidas estão desenvolvendo uma preocupação importante no que diz respeito aos efeitos da doença nelas e em seus futuros filhos.

Depois que o Ministério da Saúde do Brasil confirmou o primeiro caso, no dia 26 de fevereiro, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou orientações com os cuidados necessários para as gestantes no Brasil.

Elas devem seguir as mesmas orientações para infecções causadas por outros vírus, como CoV-SARS, CoV-MERS e, principalmente, o H1N1, pois é um vírus que se alastrou por diferentes regiões do mundo e demandou uma vasta pesquisa para combatê-lo.

A gestação é um período em que o organismo fica propenso a adquirir doenças virais e bacteriológicas com mais facilidade e também não consegue combatê-las adequadamente.

Em relação ao feto, ainda não existem evidências de que o coronavírus causa alguma malformação. Mas, é importante a proteção da gestante. Vale o alerta para que a grávida não recorra à automedicação, nem a suplementos vitamínicos.

A gestante só pode consumir suplementos e medicamentos sob orientação médica. E, se existe uma suspeita de qualquer doença ou contaminação, é imprescindível a procura imediata de um serviço de saúde.

O que é o Coronavírus?

O Coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31 de dezembro de 2019, após casos registrados na China. O vírus provoca uma doença chamada de coronavírus (COVID-19).

Existem quatro tipos de coronavírus – Alphacoronavirus, Betacoronavírus, Deltacoronavírus e Gammacoronavirus. Em seres humanos, acreditava-se serem causadores de doenças respiratórias leves, como resfriados, em adultos e crianças.

Os primeiros vírus humanos foram isolados pela primeira vez no ano de 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, que apresentou o aspecto como o de uma coroa.

Dois subtipos estão relacionados a doenças respiratórias graves: o coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV) e o coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV). Ambos podem infectar mulheres grávidas. Ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados para esses novos coronavírus.

A Reprodução Assistida e o coronavírus

As mulheres que estão realizando algum tratamento da medicina reprodutiva para tentar engravidar, devem ter a mesma preocupação que as mulheres que engravidaram pelo método natural.

Até o momento, não existem evidências da transmissão desse tipo de vírus por meio de tratamentos de reprodução assistida. Portanto, o casal pode continuar ou iniciar seu tratamento sem receios. 

Na IVI Salvador, existe uma total atenção às informações publicadas pelas autoridades de saúde para adaptar todos os protocolos, e garantir a segurança dos pacientes e funcionários. Além disso, até o momento não há evidências de transmissão do COVID-19 por meio da reprodução assistida.

Assim não é necessário interromper, tampouco adiar o tratamento de reprodução assistida por conta da pandemia instalada no mundo.

Gestação e o coronavírus

Até o momento, não há nenhuma informação sobre a possibilidade do COVID-19 causar algum tipo de malformação no feto ou no bebê. Com o passar do tempo e o avanço nas pesquisas, será possível obter mais informações.

 Como evitar o contágio?

Por conta disso, o melhor conselho é evitar ao máximo a contaminação. Como? Recomenda-se evitar aglomerações, contato com pessoas com febre, e com pessoas que apresentem sintomas de infecção respiratória.

Para as mulheres que não correm o risco de contaminação, principalmente por não terem tido nenhum contato com pessoas diagnosticadas com coronavírus ou têm a suspeita da doença, os cuidados necessários são básicos. Antes do aparecimento de qualquer sintoma, evitar viajar para locais propensos à epidemia, e o contato com casos suspeitos.

Sempre usar máscara, caso a grávida trabalhe em contato com doentes. Manter as mãos sempre higienizadas (lavar frequentemente as mãos), e evitar contato delas com a boca, o nariz e os olhos. Caso venha uma vontade de tossir e/ou espirrar, é necessário cobrir a tosse e espirrar utilizando um lenço de papel.

Essas são as medidas mais efetivas contra a disseminação da infecção (COVID-19 e H1N1). Esses cuidados devem ser tomados, e por mais que pareçam “simples”, são de extrema importância. 

Caso a grávida for considerada um caso suspeito, ela deve usar máscara de proteção e procurar serviço de saúde para exame de confirmação.

 

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