outubro 13, 2020

O câncer de mama e a realização do sonho de ser mãe

O câncer de mama e a realização do sonho de ser mãe

Comitê Editorial IVI Salvador

Devido ao alto índice do câncer de mama, anualmente, desde o ano de 1990, o mês de outubro é dedicado ao “Outubro Rosa”. Um movimento internacional, de conscientização para o controle da doença, e mais recentemente incluiu-se o câncer de colo do útero também. A data foi idealizada pela Instituição Susan G. Komen Breast Cancer Foundation, localizada em Nova York, Estados Unidos.

Celebrado todos os anos, o movimento tem como finalidade alertar sobre o diagnóstico precoce. Além de contribuir para a redução da mortalidade e promover a conscientização sobre a doença. Durante todo o mês de outubro, diversas instituições – incluindo o IVI Salvador – apoiam a causa e abordam o tema para encorajar mulheres a realizarem os exames necessários.

Uma iniciativa fundamental para a prevenção. Já que, nos estágios iniciais, a doença é assintomática, e quanto mais cedo o tratamento, melhor chance de resultado. O câncer é uma doença com alta taxa de prevalência no Brasil. Apenas em 2020, estima-se que 625 mil novos casos sejam diagnosticados no país. Destes, 66 mil correspondem ao câncer de mama; 20 mil ao de colón e reto; e 17 mil ao câncer no útero.

Quando uma mulher é diagnosticada com o câncer, uma das maiores preocupações é com a maternidade e a possibilidade de não realizar o sonho de se tornar mãe. Como mais de 10% dos casos ocorrem em mulheres com idade inferior a 45 anos, muitas delas ainda sem filhos; vale manter-se atenta.

O câncer e a preservação da fertilidade

Devido aos avanços da medicina e às suas inúmeras pesquisas, um dos momentos mais difíceis na vida de uma mulher, pode receber o alívio de poder obter a cura ou o controle da doença, especialmente quando o diagnóstico é precoce.

Porém, os efeitos causados por conta das intervenções durante o tratamento ainda continuam trazendo consigo um grave problema: a falência precoce dos ovários. Por conta disso, mesmo diante do impacto de um diagnóstico como esse, é importante que médicos e pacientes se preocupem também com a preservação da fertilidade.

Excelentes técnicas da medicina reprodutiva estão disponíveis para que mulheres em tratamento contra o câncer possam realizar o sonho e se tornarem mães no futuro. Com a maternidade sendo frequentemente adiada em função do trabalho, dos estudos e de outras prioridades, não é incomum que nos deparemos com essa situação atualmente.

Resultados na prática

A especialista em reprodução humana Dra. Genevieve Coelho, Diretora Médica do IVI Salvador, explica que são analisados fatores como idade e tipo do câncer, assim como o protocolo de radioterapia/quimioterapia utilizado e o tempo disponível antes destes para definir qual técnica será mais apropriada.

Apenas nos últimos anos, o grupo IVI contribuiu para que 35 bebês recém-nascidos viessem ao mundo, filhos de mulheres que tiveram câncer de mama e resolveram congelar seus óvulos antes do tratamento.

Só na unidade do IVI Salvador, nos últimos anos, 14 mulheres resolveram participar do programa. Sendo que 6 delas estavam iniciando tratamento contra o câncer de mama.

Um dado que alerta é que a idade média dessas mulheres com câncer é de apenas 32 anos. Ou seja, no momento em que a mulher está em idade reprodutiva.

Vitrificação de óvulos 

A técnica de vitrificação de óvulos é uma alternativa para preservar a fertilidade. Mulheres que passam por quimioterapia e/ou radioterapia podem usá-la para realizar o sonho da maternidade no futuro. Mantendo as possibilidades iguais às do momento em que se vitrificam os óvulos.

A possibilidade de armazenar óvulos pode contemplar também mulheres que queiram adiar a maternidade por outros projetos de vida naquele momento. Elas podem congelar seus óvulos quando ainda são jovens para utilização quando decidirem ser mães, sem preocupação com a idade reprodutiva na ocasião.

O IVI foi pioneiro na incorporação da técnica de vitrificação e é o líder na Europa em sua aplicação clínica. Com essa técnica é possível alcançar números de sobrevivência de até 98%. Isso, em pacientes jovens (com até 35 anos), com taxas de gravidez de 65% e boas taxas de implantação.

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