outubro 17, 2021

O que é FIV?

Comitê Editorial IVI Salvador

FIV é a abreviatura de “Fertilização In Vitro”. É um dos tratamentos mais utilizados hoje em dia na reprodução humana assistida.

A fertilização in vitro é um tratamento de reprodução na qual a fertilização do óvulo pelo espermatozoide ocorre fora do organismo da mulher, “in vitro”. Ou seja, no laboratório.

“Utiliza-se bastante a FIV hoje em dia pois termina sendo a solução mais viável, segura e eficaz para resolver problemas de infertilidade identificados em casais. A técnica avançou bastante nos últimos anos e, por isso, as taxas de sucesso são muito boas”, conta a biomédica e coordenadora do laboratório do IVI Salvador, Daniele Freitas.

Embora seja uma técnica popularmente conhecida e de entendimento relativamente fácil, muita gente entretanto ainda tem dúvidas sobre a FIV, em que casos se indica e qual o passo a passo para a sua realização.

Em que situações se recomenda a FIV

São diversos os contextos que os médicos se baseiam para indicar aos pacientes o tratamento com a FIV.

Entre eles, o fator tubário, que é quando as trompas estão obstruídas ou mesmo ausentes (após cirurgias, por exemplo). Nesses casos, só no laboratório é que especialistas conseguirão promover o encontro do óvulo com o espermatozoide.

Outra indicação de FIV é o fator masculino grave. Quando a qualidade do sêmen tem muita alteração, e nem mesmo o processamento no laboratório consegue concentrar quantidades suficientes de espermatozoides para que eles alcancem o óvulo na trompa.

Quando o casal já passou por alguns tratamentos de baixa complexidade sem sucesso, indica-se a FIV com o intuito de aumentar as chances de gravidez.

Nesses casos, é necessário levar em conta o tempo de infertilidade. Os estudos mostram que quanto maior o tempo de infertilidade de um casal, menor as chances de sucesso com tratamentos de baixa complexidade. Desta forma, é frequente indicar a FIV já como tratamento inicial.

Vale sempre ressaltar que cada caso é um caso e as prescrições médicas são individualizadas para cada paciente.

Outras indicações de FIV

Há situações em que é necessário indicar logo um tratamento que ofereça as maiores taxas de sucesso. É o caso de mulheres com idade mais avançada, pois sabemos que com o passar dos anos a qualidade e quantidade de óvulos é reduzida.

É possível ainda utilizar a FIV após a preservação da fertilidade. Quando a mulher não tem o objetivo de gravidez imediata existe a possibilidade de congelar os óvulos. Quando a mulher decidir ter filhos, une-se os óvulos aos espermatozoides através da FIV para formar os embriões.

Nessa mesma linha, recomenda-se a FIV também para estudo genético de embriões. É também o caso de famílias que precisam gerar um bebê compatível com um outro filho já nascido, para favorecer num tratamento de saúde de doença grave.

O passo a passo para a FIV

O primeiro passo para realizar o tratamento de Fertilização In Vitro para a mulher, é a estimulação ovariana. É necessário o uso de medicamentos que vão estimular a produção de óvulos. Essa etapa leva normalmente 12 dias e requer controles com ultrassom e dosagens hormonais.

Quando os folículos estiverem desenvolvidos, agenda-se a punção folicular. No dia da punção, alguns cuidados são necessários. A paciente deverá estar em jejum, pois será submetida a anestesia.

A anestesia é do tipo sedação, muito semelhante à realizada para outros procedimentos rápidos ambulatoriais, como endoscopias, por exemplo. Os folículos são então aspirados, com o uso do próprio ultrassom transvaginal, ao qual é acoplada uma agulha que aspira o líquido folicular.

Os tubos com o líquido folicular são imediatamente entregues ao laboratório para coletar os óvulos. O procedimento é muito rápido e dura cerca de 20 minutos, em média.

Pós punção e transferência de embriões

Após esse processo, é possível que a mulher sinta cólica abdominal leve, mas não incapacitante. Recomenda-se repouso neste dia.

Logo depois desse passo – e da coleta do sêmen do parceiro – o laboratório de FIV começa seu trabalho, para produzir os embriões.

Os embriões formados no laboratório depois são transferidos para o útero da paciente, para que a gravidez aconteça. A transferência é um procedimento bastante simples.

Não há necessidade de jejum, mas a paciente precisa estar com a bexiga cheia, pois a transferência dos embriões é guiada pelo ultrassom pélvico. Então, para que o útero possa ser visto com nitidez, é preciso que a paciente esteja com a bexiga cheia.

Após identificação do colo do útero o médico passa um cateter-guia que vai até a entrada da cavidade uterina, a equipe do laboratório traz o cateter contendo o embrião. Insere-se este segundo cateter dentro do guia e chega até o fundo da cavidade uterina, onde deposita-se os embriões.

Após a conclusão do procedimento, basta aguardar o dia do teste de gravidez, que normalmente se realiza 12 dias após a transferência embrionária.

E depois da FIV?

Normalmente os médicos prescrevem suplementação à base de progesterona para melhorar a implantação do embrião no útero. Alguns especialistas orientam as pacientes a não realizar atividades pesadas por alguns dias após a transferência, mas estudos mais amplos já mostraram que o repouso em si não aumenta as taxas de gravidez.

Após o prazo é o momento do exame de gravidez, a dosagem do beta-HCG no sangue. “Esse é o momento mais aguardando por muitas mulheres e muitos casais. Alguns deles postergam muito a investigação de uma infertilidade e quando começam o tratamento, enxergam ele como aquela ‘luz no fim do túnel’ e então esse momento do exame é a coroação de toda aquela expectativa”, conta Daniele.

O exame trazendo um positivo, mostra que o embrião está implantado e a mulher está grávida. Quando o resultado for negativo, indica que não houve implantação. Nesses casos, orienta-se a paciente a suspender os medicamentos hormonais e retornar ao especialista, para traçar uma nova estratégia.

Fertilização in vitro com gametas doados

Há situações em que é necessário usar gametas (óvulos ou espermatozoides) de doadores, pela impossibilidade de obter gametas próprios do casal ou pelo fato de as chances de sucesso serem muito baixas. Vale sempre lembrar que no Brasil, a doação de gametas é anônima. Ou seja, doadores não conhecerão a identidade de receptores e vice-versa.

É possível também realizar FIV com gameta doado para os casais homoafetivos. Nesse caso, pode-se utilizar o gameta de uma das partes do casal e receber doação para produzir o embrião.

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