setembro 16, 2021

Cistos nos Ovários: mitos e verdades

Comitê Editorial IVI Salvador

Cistos nos ovários nada mais são do que pequenas bolsas cheias de líquido, que se formam dentro, ou ao redor do ovário. Podemos pensar que eles são como as espinhas do nosso sistema reprodutivo. Às vezes, eles podem ser dolorosos e um pouco irritantes.

Em algumas situações, eles podem provocar dores na região pélvica. Ocorre também atraso na menstruação e dificuldade para engravidar. A boa notícia é que, normalmente, os cistos nos ovários são benignos e desaparecem após alguns meses do seu surgimento.

Normalmente, seus ovários se agitam de acordo com o cronograma menstrual. Por isso, às vezes, eles podem desenvolver cistos ovarianos. Ter um cisto no ovário, no geral, não é grave. Na verdade é uma situação comum que acontece em muitas mulheres entre os 15 e os 45 anos de idade. E podem surgir várias vezes ao longo da vida.

“A maioria desses cistos é benigna. Eles vêm e vão com o seu ciclo menstrual e não precisam de mais cuidados. As mulheres muitas vezes nem percebem o cisto, mas a maioria delas tem pelo menos um cisto a cada mês, devido aos seus períodos menstruais”, explica Dr. Agnaldo Viana, ginecologista do IVI Salvador.

Caso apresentem sintomas, pode ser necessário um tratamento médico. Na ocorrência de cistos muito grandes, ou que não desaparecem sozinhos, o tratamento cirúrgico pode ser necessário.

“Se um cisto começar a causar problemas, você irá sentir. Uma das nossas preocupações é este cisto se romper ou crescer demais, facilitando a ocorrência de uma torção ovariana. O que pode causar dor súbita intensa e a possível perda do ovário”, diz o especialista.

Mitos e Verdades 

Os cistos nos ovários são alterações que podem ocorrer em mulheres de todas as idades. Na maioria das vezes, os cistos ovarianos são pequenos e benignos. Não provocam sintomas e podem desaparecer espontaneamente. Porém, o assunto sempre provoca dúvidas e vem cercados por mitos.

Vamos então esclarecer o que é o mito e o que verdade a respeito do assunto!

A primeira dúvida é: ovário policístico é a mesma coisa que cisto no ovário? Mito! Cisto no ovário geralmente é único, tendo em geral de 3 a 10 cm, podendo até ser maior. Já na SOP são encontrados vários pequenos cistos, com média de 10 milímetros de diâmetro espalhados pelo ovário.

Outra dúvida é: existem diversos tipos de cistos no ovário? Verdade! Os tipos mais comuns de cisto no ovário são os cistos funcionais. Classificados como cistos foliculares e cistos de corpo lúteo.

Os cistos foliculares evoluem de um folículo formado para abrigar o óvulo e liberá-lo em direção às trompas, no período da ovulação. Se esse folículo não se romper para liberar o óvulo, ele continua acumulando líquidos e crescendo, formando então um cisto. Na maioria das vezes, desaparece em poucas semanas.

Já os cistos de corpo lúteo acontecem quando o óvulo é liberado, mas o corpo lúteo volta a se fechar. Depois disso eles passam a crescer e a acumular líquidos no seu interior.

O que mais precisamos saber sobre os cistos? 

Os cistos ovarianos só aparecem após a menopausa? Mito! Após a menopausa a mulher deixa de ovular. Por causa disso, ela não desenvolve os tipos mais comuns de cistos ovarianos: os foliculares e os de corpo lúteo.

Mais uma: os cistos de ovário podem vir a ser um câncer? Verdade! Os cistos de ovários na maioria das vezes são benignos. E muitas vezes podem ser distinguidos por meio de ultrassonografia ou ressonância magnética de tumores. Alguns exames de sangue pode nos ajudar na avaliação de cistos suspeitos de malignidade.

Quando não é possível descartar a possibilidade de tumor maligno com exames de imagem, é recomendado retirar o cisto para uma avaliação histopatológica. Mas apenas 1% dos casos de cisto no ovário representa malignidade.

Os cistos nos ovários podem desaparecer espontaneamente? Verdade! Tudo depende do tipo, tamanho, idade da paciente e até mesmo de alguns fatores genéticos. O cisto pode desaparecer espontaneamente quando são chamados de cistos funcionais. Quando isso não ocorre, é necessário avaliar a possibilidade de retirá-lo cirurgicamente.

Infertilidade: os cistos no ovário impedem a gravidez? Mito! É muito raro um cisto ovariano causar infertilidade. Mas, ele pode dificultar a concepção devido às alterações hormonais que provoca. Recomenda-se que a mulher faça um acompanhamento do cisto ovariano antes de tentar engravidar.

Na maioria dos casos, o tratamento para os cistos no ovário é muito simples, mas o acompanhamento do médico ginecologista é essencial para garantir o sucesso da terapia escolhida e não prejudicar a saúde da mulher e sua fertilidade. Mesmo aquelas que irão recorrer a alguma técnica da medicina reprodutiva.

Os principais sintomas dos cistos nos ovários 

De um modo geral, cistos nos ovários não apresentam sintomas, e tendem a desaparecer naturalmente com o tempo. Mas, quando um cisto cresce além do seu normal (mais de 6 cm), a mulher pode apresentar alguns sintomas.

Quando maiores, podem provocar incômodos e dores, ou até mesmo precisar de cirurgia para retirá-los.

O sintoma de cisto no ovário mais comum é a dor na região abdominal ou pélvica. Exatamente onde estão os ovários. E, na maioria das vezes, ela não desaparece, mesmo após o final do ciclo menstrual.

Outro sintoma comum é a vontade de fazer xixi o tempo todo, mesmo que não consiga todas as vezes. Isso acontece porque se o cisto estiver empurrando a bexiga, a sensação de que você precisa urinar surge com mais frequência.

A mulher com cistos nos ovários pode sentir dor ao fazer sexo. Endometriomas (cistos relacionados a endometriose) também podem causar esse sintoma.

Ciclo menstrual irregular ou sangramento fora do período da menstruação também podem acontecer quando cistos ovarianos se desenvolvem. Tudo isso pode mexer com seus hormônios, o que pode provocar um desequilíbrio de estrogênio, progesterona e testosterona.

Causas e Tratamento

As causas para o aparecimento dos cistos nos ovários são diversas. Por causa disso, é necessário uma avaliação médica para obter um diagnóstico. De uma maneira generalizada, os principais fatores são: histórico familiar; uso de medicação para estimular ovulação; alterações hormonais; presença de tumores benignos ou malignos; e endometriose.

Na maioria dos casos, não é necessário tratar o cisto no ovário. Ele tende a desaparecer naturalmente. Já quando ele não desaparece, o tratamento mais adequado vai variar de acordo com o caso. Alguns fatores como a idade da paciente, sintomas, tamanho e tipo do cisto são analisados.

As principais opções de tratamento são o uso de anticoncepcional, anti-inflamatórios e analgésicos, e em casos mais especiais cirurgia para retirada do cisto (nos casos mais graves).

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