julho 6, 2020

Doar sêmen

Comitê Editorial IVI Salvador

A doação de sêmen acontece quando um homem cede seus espermatozoides. Estes, podem ser utilizados no procedimento de inseminação artificial ou para fecundação do óvulo de uma mulher. Doar sêmen é um ato de amor, solidariedade e altruísta. Dessa forma, o doador estará ajudando uma mulher ou um casal que passa por dificuldades em realizar o grande sonho de ter filhos.

Por falar em ato de solidariedade, vivemos dias em que nunca se falou tanto em ter empatia. A pandemia do novo coronavírus aflorou o sentimento humanitário e a necessidade de reforçarmos ações que nos fazem pensar no próximo.

Como doar sêmen e quem pode ser doador

Para ser um doador de sêmen, o homem deve estar na faixa etária entre os 18 e os 50 anos e ter saúde física e mental dentro dos parâmetros normais. Deve procurar um banco de sêmen, como o da clínica IVI Salvador, e demonstrar sua intenção. A partir daí, é realizada uma série de testes genéticos e anamnese (histórico médico) relativo a ele e à sua família, para prevenir o risco de transmissão de doenças genéticas à descendência.

Após essa fase, é realizada a coleta do material. O material é colhido dentro da clínica de reprodução humana através da masturbação. As amostras de sêmen são congeladas por um período de seis meses, em uma espécie de “quarentena”, onde é possível controlar o risco de transmitir doenças.

Depois dessa etapa, os exames tornam a ser realizados, para garantir que o doador está 100% seguro e que o material doado está pronto para ser utilizado em procedimentos de fertilização, sejam eles inseminação artificial ou fertilização in vitro.

Regulamentação para doar sêmen

O ato de doar sêmen é voluntário. E, conforme a legislação brasileira, não é permitida remuneração por realizar a doação. É importante salientar que os pacientes que optem por utilizar um sêmen proveniente de banco de doação não podem ter contato com os dados do doador, os quais são restritos aos médicos e a clínica.

Além disso, existe todo um controle rigoroso avaliando os nascidos vivos de ambos os sexos por milhão de habitante, a fim de evitar que o mesmo doador ultrapasse esse limite.

Outro detalhe importante é que o homem que doa seu sêmen assina um termo em que abre mão dos direitos e responsabilidades relacionados à(s) criança(s). Isso evita problemas futuros.

Em quais casos é indicado usar um banco de sêmen

Os bancos de sêmen são uma solução para diversos casais e/ou mulheres que estão em tratamentos de reprodução assistida. E são muitas as causas em que o uso de sêmen de um banco de doação é recomendado.

Desde as mais simples, como quando a amostra seminal do paciente tem mau resultado na fertilização in vitro, ou quando há a ausência de espermatozoides na ejaculação ou na biópsia do testículo do homem.

Também podem ser causas mais complexas, como quando o paciente em questão seja portador de alguma IST, Infecção Sexualmente Transmissível, em que não seja possível eliminar o vírus do sêmen.

O uso de sêmen de banco de doação também é recomendado em caso de mulheres sem parceiro masculino. Que é o caso das produções independentes que abordamos recentemente aqui no blog; ou ainda de casais formados por duas mulheres e que desejem ter um filho. Também é utilizado em casais heterossexuais que o homem sofre com algum problema de infertilidade masculina. E como exemplo: azoospermia não obstrutiva, quando o homem não produz espermatozoides.

Como funciona o requerimento para uso de sêmen doado

Na clínica IVI Salvador, graças ao ato de solidariedade de muitos homens que são doadores, vários casais podem, anualmente, realizar seus sonhos de ter filhos. O mesmo acontece com mulheres sem parceiros masculinos, casais formados por duas mulheres ou homem com infertilidade masculina.

Para requisitar o uso de sêmen de um banco de doação, os pacientes devem estar em acompanhamento, sendo tratados, e terem histórico médico e ginecológico prévios. Além de relatórios de tratamentos anteriores, inclusive realizados em outros centros.

Todos os exames devem também estar em dias, incluindo os de hepatites B e C, sífilis, AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. É importante saber ainda o grupo sanguíneo e Rh de ambos os cônjuges.

Com isso, a mulher (ou o casal) assina o pedido para realizar o tratamento de reprodução assistida requerendo sêmen de doador. Todo o histórico de exames dos pacientes ajudará o laboratório a escolher um doador com características mais adequadas às do casal.

Feito isso, é iniciado o tratamento mais adequado a cada caso, seja ele de fertilização in vitro (FIV) ou de inseminação artificial (IA). O avanço da medicina reprodutiva e das técnicas de reprodução assistida tem ampliado bastante as taxas de sucesso nos procedimentos e o que vemos é, cada dia mais, casais e mulheres felizes e realizados em seus sonhos!

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