O Papilomavírus Humano, comumente chamado de HPV (sigla em inglês para Human Papillomavirus), atinge homens e mulheres com infecções na pele ou nas mucosas das regiões da boca, genital e anal, provocando verrugas e, em alguns casos, até o câncer.
Existem mais de cem tipos de HPV já catalogados cientificamente. Ele se tornou um dos principais tipos de Infecção Sexualmente Transmissível (IST) no mundo. E esse é um fato preocupante para as autoridades de saúde, ano após ano. Nem todos os tipos de HPV causam problemas graves, sendo que algumas infecções chegam a desaparecer sozinhas.
Nas mulheres, ainda que seja raro, o problema pode ocorrer quando a infecção do aparelho reprodutivo afeta a anatomia e a fisiologia dos órgãos sexuais. Já no caso dos homens, a infertilidade ocorre quando há contaminação das células germinativas, levando a alterações na função testicular.
A relação direta entre o HPV e a infertilidade é uma preocupação investigada pela sociedade médica nos tempos atuais.
A infecção por esse vírus pode causar infertilidade tanto no homem, quanto na mulher. Além disso, intercorrências na gravidez podem estar associadas ao vírus.
Quando a grávida tem a infecção, pode ocorrer maior risco de abortamento, prematuridade ou o bebê pode nascer com um problema na laringe, o papiloma.
O que é o HPV?
O papilomavírus humano é um grupo de vírus que infecta a pele e as mucosas, sendo transmitido principalmente por meio do contato sexual. O HPV é considerado a IST mais transmissível do mundo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), existem mais de 200 tipos identificados de HPV. Cerca de 40 deles são capazes de infectar o trato genital feminino e masculino. Na maioria dos casos, a infecção é assintomática e transitória, sendo combatida naturalmente pelo sistema imunológico.
No entanto, algumas pessoas não conseguem eliminar o vírus do HPV e, quando ele persiste no organismo, pode causar complicações como: verrugas genitais e lesões que, se não tratadas, podem evoluir para um câncer.
Para confirmar a infecção pelo HPV, o médico precisa analisar, minuciosamente, a região genital do indivíduo. O objetivo é descobrir alguma lesão ou a presença de verruga, sugestiva da doença.
Caso esses sinais sejam confirmados, será necessário realizar exames específicos que possam identificar a presença do HPV. A realização dos exames é importante porque nem todos os vírus provocam o aparecimento de verrugas ou de lesões na região genital.
Para as mulheres, a identificação do HPV é feita por meio da pesquisa de HPV (PCR) diretamente no colo do útero. Além disso, o exame de Papanicolau (ou preventivo) detecta alterações nas células do colo do útero causadas pelo vírus.
Outro exame que também é indicado é a colposcopia.
Para os homens, a melhor opção é a peniscopia. Todavia, dependendo do caso, o médico poderá solicitar testes ainda mais específicos a fim de identificar os subtipos virais. Entre os melhores exames, o mais recomendado é a captura híbrida, também conhecida como teste de hibridização molecular. Esse teste é feito pela análise específica de uma pequena parte do tecido lesionado.
Técnicas mais especificas objetivam detectar o subtipo do vírus do papiloma humano por meio da análise genética do vírus. Saber o tipo de vírus HPV é essencial para direcionar a conduta médica à escolha do tratamento mais adequado.
Como evitar o HPV?
A principal forma de transmissão do HPV é pelo contato sexual, seja ele oral, vaginal ou anal. Mesmo que não haja penetração, é possível contrair o vírus, devido ao contato com o local infectado, nem sempre perceptível a olho nu.
Outra forma de contágio de HPV entre os seres humanos é a vertical (mãe para o feto), ocorrida durante o parto, quando a criança pode desenvolver lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe.
O uso de preservativo (camisinha) é um dos principais aliados contra a transmissão do HPV, pois diminui a região de contato pele a pele. A camisinha feminina, que cobre a região da vulva, aumenta a área de proteção.
Vale lembrar que as lesões do HPV podem estar em outras partes da região pubiana, perineal ou da bolsa escrotal que não são cobertas pelo preservativo, portanto, mesmo com a proteção, a transmissão pode ocorrer.
Outra forma de prevenção é tomar a vacina disponível gratuitamente no SUS. A vacina protege contra o HPV de baixo risco (tipos 6 e 11) e de alto risco (tipos 16 e 18). De acordo com o Ministério da Saúde, ela é indicada para os seguintes públicos, com administração de duas a três doses: meninas e meninos de 9 a 14 anos, com esquema de 2 doses; mulheres e homens que vivem com HIV, independentemente da idade; e transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 09 a 45 anos.
Qual é a relação entre HPV e infertilidade?
Para os futuros papais, a infecção pelo HPV pode reduzir a qualidade seminal por meio da diminuição da motilidade dos espermatozoides, devido à provável presença de anticorpos no sêmen.
No espermatozoide, o vírus costuma ser identificado na zona equatorial da superfície da cabeça. Já a presença do HPV dentro do seu núcleo ainda é incerta.
“A infecção seminal pelo HPV pode comprometer a fertilidade do casal. Isso ocorre porque as células espermáticas que transportam os vírus promovem sua dispersão e penetração na mucosa do aparelho genital feminino”, explica o médico do IVI Salvador, Dr. Agnaldo Viana.
Para as futuras mamães, os efeitos do HPV na fertilidade ainda são controversos. Entretanto, a infecção pelo vírus na época da fertilização in vitro (FIV) e inseminação intra-útero (IUI) está associada a menores taxas de gestação e maior risco de aborto.
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