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Medo de Zika: Gestar ou Não?

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  • O risco de contaminação pelo Zika Vírus na gravidez vem assustando as mulheres, muitas estão adiando o sonho de serem mães. Os Centros de Medicina Reprodutiva vem buscando soluções para aquelas cujo relógio biológico não pode esperar.

 

“Após os 35 anos da mulher, independente de sua saúde, a queda da fertilidade é acelerada, por isso não é recomendável esperar para engravidar. Diante dessa situação, muitas estão optando pela técnica de congelamento para a preservação da fertilidade” explica Dra. Genevieve Coelho, especialista em reprodução humana e diretora do IVI Salvador. A especialista comenta que as dúvidas têm sido grandes desde a notícia do surto de microcefalia.

Se você está em dúvida sobre gestar ou não por causa do Zika Vírus, aqui vamos dar algumas dicas. No entanto é importante contar com o aconselhamento do especialista que analise seu caso de forma personalizada, pois ele é a pessoa indicada para ajudar você e seu parceiro a tomarem uma decisão mais segura.

 

Instruções para quem ainda não estava tentando engravidar

Antes de decidir entre adiar ou não a gravidez é preciso ter conhecimento sobre o estado atual da fertilidade. Para tanto existem exames muito simples como a ultrassonografia transvaginal com contagem de folículos antrais, o Hormônio FSH e o Hormônio Antimülleriano, que podem esclarecer esta questão fazendo a avaliação da reserva ovariana, que dito de modo simplificado é a reserva de óvulos que a mulher conta para toda sua vida.

Se a reserva ovariana está baixa, ou alterações hormonais indicam que sua qualidade é reduzida, significa que é preciso receber orientação de um especialista em reprodução humana sobre as alternativas de tratamento para evitar a infertilidade.

 

Instruções para quem está tentando engravidar há mais de um ano

A pergunta mais importante é: O casal consultou um especialista para saber porque a gravidez não chegou após um ano de tentativas? Se a resposta é não, então é preciso procurar um especialista em reprodução humana o mais rápido possível, pois antes de começar o tratamento de fertilidade e até chegar no momento de engravidar existe um tempo de resposta para os exames, dependendo do que seja solicitado.

 

Válido para todas: Prepare o corpo para a gravidez

Algumas vezes a avaliação da fertilidade indica a necessidade de um tratamento prévio ao da gravidez. Por exemplo, no caso de cistos ou obstruções nas Trompas de Falópio. Tratamentos cirúrgicos requerem um período de recuperação tanto para restabelecer a fertilidade natural, se possível, quanto para dar início ao tratamento de reprodução humana.

 

Importante: Conte com um aconselhamento especializado

Com os resultados sobre a reserva ovariana e estado do aparelho reprodutor e, também com a avaliação do espermograma do parceiro, é possível fazer uma estimativa de tempo seguro para adiar a gravidez ou colocar em ação um plano para manter os óvulos ou embriões congelados e, dessa forma, evitar os riscos de infertilidade e doenças genéticas nos descendentes.

 

Como funciona o congelamento de embriões?

 Infográfico do congelamento de embriões em 3 passos

congelamento de óvulos e embriões é considerado seguro há mais de 10 anos. A técnica consiste em fazer o congelamento em nitrogênio líquido e manter a uma temperatura de -196º os embriões que foram fecundados a partir dos óvulos e espermatozoides do casal.

 

Decidi não engravidar agora. Congelar meus óvulos ou embriões vai garantir minha gravidez futura?

Não, apesar do congelamento de óvulos e embriões serem técnicas seguras e realizadas com sucesso há anos. Seu objetivo é manter óvulos e embriões nas mesmas condições do momento em que foram congelados, sendo essa sua garantia. No entanto para que a gravidez aconteça, além da qualidade genética do embrião no momento em que foi preservado, também existem outros fatores necessários para a gestação, como a implantação do embrião no útero materno, por exemplo.

 

Embriões congelados têm mais chances de gravidez nos tratamento de reprodução humana?

Por um tempo acreditava-se que sim. No entanto, estudos desenvolvidos pelo IVI comprovaram que em condições normais e sem riscos de hiperestímulo dos ovários, as chances de gravidez com embriões frescos ou congelados são as mesmas. Já em situações de risco de hiperestimulação dos ovários, é recomendada a transferência do embrião em ciclos posteriores, o que exige que o mesmo seja congelado.

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