janeiro 28, 2021

Estou grávida, devo tomar a vacina contra a COVID-19?

Comitê Editorial IVI Salvador

A vacina chegou! Desde o registro do primeiro caso do novo coronavírus na China, já se passou mais de um ano. E depois de mais de 10 meses da doença no Brasil e de muita expectativa por parte da população mundial, a vacinação começou. E com o início da imunização, vem a dúvida de gestantes e tentantes: e agora, devo tomar a vacina?

No Brasil, a vacinação ainda está em fase inicial. Um pequeno lote, de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, recebeu autorização de uso emergencial por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA. Também recebeu autorização para uso emergencial, a vacina da Fiocruz em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra. A produção desta será na Índia, mas ainda em trâmites para distribuição em todo o país.

Mesmo em fase inicial, o simples início da vacinação – mesmo sendo direcionada a idosos e profissionais de saúde da linha de frente de enfrentamento ao COVID19 – suscitou em muitas mulheres, a dúvida sobre o que fazer quando chegar a sua hora de se vacinar. Indica-se ou não? É seguro ou não?

Por ser algo muito recente, especialistas em reprodução humana ainda não desenvolveram um protocolo padrão para direcionar essas mulheres. A orientação dos órgãos responsáveis e de médicos, é que se utilize o critério da individualidade. Assim, avalie caso a caso, para recomendar – ou não – o uso da vacina.

Deve-se respeitar critérios de individualidade para tomar a vacina

“Assim como no início da pandemia, em que tivemos dúvidas sobre a realização ou não de tratamentos de reprodução que já haviam sido iniciados; a mesma postura temos agora. Não existem ainda pesquisas sobre o efeito da vacina em fetos ou em casos de poucas semanas de desenvolvimento fetal”, explica a Diretora Médica do IVI Salvador, Dra. Genevieve Coelho. Vai se utilizar o critério da individualidade para definir o melhor para cada caso. Como tudo é muito recente, tanto a pandemia quanto a vacina, ainda não existe um “protocolo padrão” que responda ao questionamento dessas mulheres.

Se desejarem realizar a vacinação, devem se atentar as recomendações do fabricante ou das Agências de Medicamentos sobre o tempo de espera entre a vacinação e a transferência do embrião. No caso do Instituto Butantan, segundo o texto que consta na bula do imunizante, em relação ao uso na gravidez e lactação, “estudos em animais não demonstraram riscos fetais, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas”. Ainda na bula, a referida vacina explica que “este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica”. Por isso, a importância de decisão junto com o médico assistente.

Médicos e pacientes irão definir cada caso a partir de estudos

“Os médicos terão que auxiliar cada paciente nessa decisão. Tudo vai depender de uma combinação de fatores, que vai levar em consideração os riscos com doenças anteriores, se a mulher já teve complicações em outras gestações, ou se já tem históricos de abortos e comorbidades, como hipertensão e obesidade”, pondera Dra. Genevieve.

Cada um desses fatores será considerado na hora de tomar a decisão sobre o uso da vacina. Se é mais prudente vacinar ou esperar estudos mais específicos e conclusivos.

Durante a gravidez, a paciente deve avaliar os riscos com seu médico. Isso porque ainda não se conhece o uso da vacina em gestantes e suas possíveis consequências para a futura mamãe e sobretudo para o bebê. Juntos, médico e paciente irão ponderar os riscos e os benefícios.

“A proteção contra o coronavírus é algo que toda a sociedade almeja, mas para cada mulher, valerá uma regra individual. Isso até que tenhamos estudos conclusivos sobre os efeitos que a vacina pode causar durante a gestação”, conclui a especialista.

Pandemia e a maternidade

As dúvidas das mulheres diante da vacinação para a COVID-19 são mais um capítulo nesse período cheio de dúvidas que a pandemia trouxe para a vida de todo o mundo. O impacto foi de forma geral, em toda população.

Desde março de 2020, quando chegou ao Brasil, a pandemia do novo coronavírus mexeu de forma considerável na vida de todos nós. Naquela época, tudo precisou parar de forma forçada e imediata. Os planos e os sonhos tiveram que esperar. Isso porque não se tinham estudos sobre os efeitos do vírus em mulheres grávidas. E muito menos sobre mulheres que já tinham iniciado o tratamento de reprodução assistida.

Na época, órgãos sanitários e de saúde recomendaram que as mulheres em todo o mundo postergassem o sonho da maternidade, até que se tivesse alguma certeza sobre a possibilidade da continuidade dos tratamentos. Depois de alguns meses, as autoridades liberaram os procedimentos para casos emergenciais. Isso porque sabemos que o corpo da mulher é um relógio e o tempo não para, nem espera a pandemia. Cada mês perdido, é uma chance a menos de realizar a tão sonhada maternidade.

Com essa autorização, no segundo semestre de 2020 foram retomados procedimentos para congelamento de óvulos. As transferências para mulheres que já estavam num limite de idade antes de oferecer risco acentuado e outros casos emergenciais também foram liberados. Com o passar do tempo, todos os tratamentos foram retomados, com os devidos protocolos e cuidados que a nova doença exige.

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