fevereiro 20, 2020

Dor durante a gravidez

Comitê Editorial IVI Salvador

Sentir algumas dores durante o período da gestação é uma condição que praticamente não dá para ser evitada. Nessa fase da vida da mulher, as dores podem ou não ser normais. Por isso, é fundamental estar sempre alerta! Logo no início da gravidez, as dores podem se tornar um pouco assombrosas. Cólicas, dores nas costas e até mesmo uma leve dor ovariana durante o período são situações comuns.

O útero é um órgão super elástico, na verdade ele é um músculo. A princípio ele tem o tamanho de um punho fechado. À medida em que a gestação vai evoluindo, ele cresce, e por conta disso é que surgem as cólicas. Órgãos como o intestino, o estômago, o fígado e até mesmo o coração vão se ajustando. Tudo para oferecerem espaço para o útero e, claro, para o bebê.

As dores podem ser normais

Por tudo isso, sentir dores na barriga durante a gestação é algo mais comum do que se imagina. Dessa forma, a depender da sensibilidade da mulher, essas dores podem se tornar motivo de queixas para o médico. Com os ovários, também não é diferente. Logo nos primeiros meses de gravidez, os ovários tem uma estrutura chamada corpo lúteo, que se mantém até a décima segunda semana. Ele quem produz os hormônios que mantêm a gravidez na fase inicial. A depender do tamanho deste corpo lúteo, as mulheres mais sensíveis podem sentir e manter uma queixa persistente de dor ovariana. Assim, durante o primeiro e o segundo trimestres da gravidez, é possível, e bastante freqüente, que a mulher sinta dores.

Tudo não passa de um reflexo de todas essas mudanças que estão acontecendo no corpo da gestante. No entanto, os especialistas alertam que é necessário observar. Dores na gravidez são passageiras e podem ir e vir conforme o bebê vai crescendo e a gestação avança. Mas se essa dor se tornar crônica e intensa, é necessário consultar o médico, para que a causa específica seja identificada.

As principais causas da dor

A dor pélvica no período da gravidez, muitas vezes pode se assemelhar ao desconforto habitual que acontece durante a menstruação. Essas dores são frequentemente causadas por todas as mudanças típicas do período da gestação.

A primeira delas é o aumento gradativo do tamanho do útero. Isso pode causar câimbras ou até uma tensão abdominal. Nesse caso, as dores podem ser mais notadas especialmente durante o primeiro trimestre. Em geral, é uma dor mais leve, de baixa intensidade, que pouco a pouco desaparece à medida que a gravidez progride.

A mulher grávida que sofre de dores abdominais ao fazer movimentos repentinos, ou até quando espirra, não precisa se preocupar. Além de ser muito comum, trata-se também de um incômodo pontual. Problemas digestivos comuns, como gases ou lentidão na digestão, normalmente são agravados na gravidez. Quem já convive antes da gestação com algum problema digestivo já compreende a dor habitual que pode ocorrer. Mas para quem nunca teve uma dor de estômago, já fica o alerta: no caso de gestantes, esses problemas podem causar desconforto e alguma dor na região abdominal. 

Quando a dor vem acompanhada de outros sintomas

Caso a gravidez comece a apresentar complicações, a dor pélvica pode ser um sinal de que existe algo errado. Mesmo porque, nesses casos, normalmente a dor vem acompanhada por outros sintomas. Um dos principais motivos de quando a dor vem associada a outros sintomas, pode ser por conta de uma gravidez ectópica.

Esse tipo de gestação acontece fora do útero, e requer uma atenção especial e imediata por parte do médico. Entre os inúmeros sinais de alerta, está a dor pélvica. Além disso, nesse caso específico, a dor ainda pode vir acompanhada de sangramento vaginal irregular. Outros sintomas como enjoos e vômitos; e uma possível turgescência mamária (mamas mais duras e inchadas) também podem ser verificados.

Uma possível chance de aborto também entra na lista de dor associada a algum outro fator de risco. A combinação de dor pélvica com cólicas constantes e intensas e sangramento vaginal pode indicar risco de aborto. Por isso a importância de, ao detectar uma dor mais crônica ou insistente, buscar auxílio médico com um profissional capacitado.

Em alguns casos, pouco dias de repouso já são suficientes. Assim, quando a situação estiver normalizada, a gravidez volta a ser levada normalmente até o final dos nove meses.

Mas, infelizmente, a dor pélvica quando vem acompanhada de outros sintomas pode ser o aviso de um aborto espontâneo. O colo do útero se abre, produzindo dois sintomas muito notáveis. Sangramento vaginal abundante e dor abdominal intensa devido a contrações uterinas que estão ocorrendo e que se findarão no aborto.

Algumas patologias importantes, como a Doença Inflamatória Pélvica também podem provocar dor.

O que fazer ao sentir dor durante a gravidez

Como diz o ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar”. Por isso, caso a mulher sinta dores na região pélvica durante a gravidez, o caminho mais indicado é buscar logo uma consulta com o médico que a acompanha. Desse modo, pode-se descartar qualquer tipo de complicação. Especialmente se a dor continuar persistindo com o tempo, se for muito intensa ou vier acompanhada de outros sintomas. Especialmente sangramento, vômito ou náuseas. Buscando o atendimento com um especialista, a futura mamãe ficará mais tranquila para seguir sua trajetória com mais leveza.

Nesses casos de dores mais fortes e constantes, com outros sintomas associados, é provável que a equipe médica recomende repouso. Além disso, existem soluções para aliviar dores mais leves, como a aplicação de compressas quentes na região pélvica.

Muita gente tem medo de procurar o médico, mas só com o devido acompanhamento, a mulher que venha a sofrer de algo mais sério, conseguirá tratar da forma devida e realizar o seu sonho de ser mãe.

Solicite a sua primeira consulta:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topoarrow_drop_up