junho 23, 2015

Fatos sobre a fertilidade que talvez você não sabia

A maioria das pessoas leva sua vida normalmente sem questionar sobre sua fertilidade e pode ser que quando chega o momento, algum problema que estava presente se revela de forma arrebatadora. Ainda não existe uma tradição de manter avaliações periódicas da fertilidade, assim como se fazem outros exames periódicos como o papa nicolau.

No entanto, não precisa ser assim, um simples ultrassom transvaginal e um exame de dosagem hormonal podem dar um mínimo de informação sobre o estado da sua fertilidade, estes exames são cobertos pela maioria dos planos de saúde e inclusive pelo SUS. Para não precisar interromper métodos anticonceptivos, também existem alternativas, converse com seu ginecologista!

Agora, confira alguns fatos sobre a fertilidade que talvez você não sabia:

– Chances de engravidar de um casal jovem e fértil é no máximo 25% por ciclo

A espécie humana não tem um alto poder de fertilidade. No entanto esta informação não significa que você deve deixar de utilizar métodos anticonceptivos se não quiser engravidar.

– A mulher nasce com todos os óvulos que terá para utilizar durante o resto da sua vida

Diferente dos homens que produzem seus espermatozoides ao longo da vida, a mulher nasce com todo seu estoque de óvulos, que vão desaparecendo antes mesmo de iniciar a puberdade.  Este é o principal motivo para a fertilidade da mulher diminuir antes da fertilidade do homem.

– Homens e mulheres têm riscos equiparáveis de infertilidade

Atualmente 30% das causas da infertilidade são femininas e 30% são masculinas, enquanto existem 20% das causas onde ambos participam e outros 20% de causas não identificadas onde a infertilidade parece inexplicável.

– Adiar a gravidez para depois dos 35 é um risco

Aos 40 anos as chances de gravidez são muito baixas, enquanto o risco de sofrer um abortamento espontâneo é de 40%.

– A partir dos 30 anos é recomendável começar a fazer avaliações periódicas da fertilidade

Aproveitando as revisões ginecológicas que toda mulher faz, incluir a avaliação da fertilidade realizada através de um exame de sangue e um ultrassom poderia prevenir futuros problemas de fertilidade ou alertar para alguma disfunção ou doença assintomática.

– Menstruação regular não é garantia de fertilidade

Menstruar regularmente é um bom indicador, porém não garante que a ovulação está ocorrendo e tão pouco garante que ocorra sempre no mesmo período do ciclo.

– Doenças sexualmente transmissíveis podem causar infertilidade

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Clamídia é responsável por aproximadamente 25% dos casos de infertilidade, sendo 15% nas mulheres e 10% nos homens.  Quem vê cara não vê DST. Por isso é importante usar camisinhas nas relações sexuais e caso não tenha feito, fazer exames para descartar o risco do contágio.

– Doenças modernas

Apesar de não ser uma doença nova, mas sim tem aumentado o número de afetadas com o adiamento da maternidade, a endometriose costuma levar anos para ser diagnosticada e que pode prejudicar a fertilidade da mulher.

– Hábitos da modernidade

Sedentarismo, má alimentação, fumar, consumir álcool ou drogas. Cada uma dessas causas pode prejudicar a fertilidade e quanto combinadas potencializam seu dano.

– Genética

Casos de infertilidade ou menopausa antes do 45 anos dentro da família são sinais de certa tendência genética. Nestes casos os cuidados devem ser maiores.

– Tratamento contra o câncer

Pessoas que fazem tratamento de quimioterapia ou radioterapia podem superar o câncer, mas encarar um efeito colateral do tratamento, que é a perda da fertilidade. É fundamental conversar com o oncologista sobre esse assunto antes de iniciar o tratamento, pois as chances de cura do câncer são grandes. Superar a doença e continuar a vida normalmente, tendo filhos se esse é um desejo de futuro, é possível com a preservação da fertilidade.

– Doenças genéticas não têm cura, mas podem ser evitadas

A reprodução humana assistida hoje em dia vai além dos tratamentos para superar a fertilidade e têm ajudado também a evitar doenças genéticas graves que não têm cura, mas podem ser evitadas antes mesmo da gravidez através da análise de algumas células do embrião do casal.

– Posso evitar que meus óvulos envelheçam com uma vida saudável

Não é possível evitar o envelhecimento dos óvulos, somente é possível congelar óvulos para que permaneçam no mesmo estado de qualidade do momento em que são vitrificados.  Uma vida saudável evitará acelerar o processo de infertilidade, mas não impedirá que ao redor dos 35 anos a qualidade dos óvulos comece a diminuir com maior intensidade.

– Quem já teve filhos é fértil

Principalmente considerando que a idade em que a mulher tem seu primeiro filho tem sido cada vez mais avançada, mas não apenas por essa razão, o fato de uma mulher ou um homem ter um filho anterior não garante o estado de fertilidade permanente.

 

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