setembro 8, 2020

Diferença entre Fertilização in Vitro e Inseminação Artificial

Diferença entre Fertilização in Vitro e Inseminação Artificial

Comitê Editorial IVI Salvador

A fertilização in vitro e a inseminação artificial são os tratamentos mais conhecidos quando falamos em reprodução humana assistida. Quando uma mulher ou um casal sofre com a infertilidade e precisa de ajuda da ciência para engravidar, deve buscar uma clínica especializada em reprodução assistida, como é o caso da clínica IVI Salvador. Após realização de exames e conhecimento do histórico do casal, o especialista indicará o tratamento mais adequado e com maior chance de sucesso.

Os tratamentos mais conhecidos são a Fertilização in Vitro, conhecida também como FIV, e a Inseminação Artificial. Existem diferenças básicas entre os procedimentos. Além disso, também são diferentes as suas taxas de sucesso.

O que difere as duas técnicas é a maneira como os óvulos são fecundados. O procedimento da inseminação artificial é de baixa complexidade e consiste em injetar os espermatozoides diretamente no útero da mulher. Assim, fecundar o óvulo e gerar o embrião, tendo uma fecundação mais parecida com a natural.

Já a técnica de fertilização in vitro é um procedimento de alta complexidade. Inicialmente a indicação era para mulheres inférteis quando as trompas – os canais que ligam os ovários ao útero – estão obstruídas. A FIV tornou-se uma alternativa de tratamento para a maioria das causas de infertilidade quando ocorre o insucesso das terapias de baixa complexidade. Dessa forma, as principais indicações para a realização da FIV são: idade materna avançada, alterações no resultado do espermograma, laqueadura, vasectomia, fatores genéticos, abortos de repetição, obstruções na trompa.

Fertilização in Vitro

A fertilização in vitro é o tratamento mais realizado nos dias atuais, pois é a opção da medicina reprodutiva que oferece mais chances de gravidez para a mulher que enfrenta dificuldades para engravidar após um ano de tentativas a partir dos 35 anos.

A FIV é a fecundação do óvulo com o espermatozoide no laboratório de embriologia. O processo in vitro requer o cultivo em laboratório para observar o desenvolvimento dos embriões e posteriormente a transferência ao útero materno para alcançar a gestação.

Para que se realize a fertilização, a mulher deve realizar à estimulação ovariana. Esta consiste na administração de medicamentos diariamente durante 10 a 12 dias. O tratamento é individualizado e depende de cada paciente. Durante esses dias, a mulher é acompanhada pelo médico assistente. Realiza-se ecografias seriadas para acompanhar o desenvolvimento dos folículos. Assim, pode identificar se precisa aumentar, diminuir ou manter a dosagem hormonal.

Após a estimulação, quando os folículos já alcançaram a dimensão adequada, realiza-se a punção ovariana. No centro cirúrgico e sob anestesia, o médico retira o líquido folicular que é direcionado na mesma hora para o laboratório, o qual vai realizar a procura dos óvulos contidos no líquido. E, após algumas horas, classificam-se os óvulos de acordo com seu amadurecimento. Aqueles que forem maduros serão submetidos à técnica de FIV, onde o óvulo será unido ao espermatozoide do companheiro, ou de um doador. A paciente tem alta no mesmo dia sem a necessidade de qualquer restrição das atividades do dia a dia.

Depois da fertilização in vitro, ocorre a transferência embrionária

Somente após o período de desenvolvimento em laboratório, transfere-se o melhor embrião para o útero. Preparando previamente o útero para aceitar o embrião, que é transportado através de um cateter.

Um teste de gravidez, o beta HCG, é feito de 12 a 15 dias após a transferência embrionária. Os embriões restantes, se houver, são congelados. Estes, são transferidos posteriormente em uma nova tentativa. Ou ainda, para o caso de uma segunda gravidez desejada pelo casal.

A taxa de gravidez da Fertilização in Vitro gira em torno de 40 a 50%. Em todo o mundo, a OMS, Organização Mundial da Saúde, estima que existam mais de 8 milhões de crianças que nasceram através da FIV.

A Inseminação Artificial

A inseminação artificial ou inseminação intrauterina, é uma técnica que consiste em diminuir o caminho percorrido pelo espermatozoide até o óvulo. O procedimento é eficaz em diversos casos, como quando o homem possui leves alterações no sêmen, ou se a mulher apresenta um muco no colo uterino que impede a subida dos espermatozoides. Ou ainda, quando a mulher não ovula adequadamente.

O sêmen é coletado na clínica através da masturbação. Depois, processa-se e separa em laboratório. Isso serve para selecionar os espermatozoides com maior potencial. Ou seja, aqueles com melhor motilidade/movimentação, aumentando assim a qualidade do material utilizado. Depois disso, quando a mulher tiver ovulado, deposita-se o sêmen diretamente na cavidade uterina.

Os espermatozoides são depositados por meio de um cateter fino, que passa através do colo uterino até chegar no endométrio, a camada mais interna. A partir disso, o trabalho fica por conta dos espermatozoides, que devem encontrar o caminho para as trompas, até chegarem ao óvulo, para ser fecundado.

Como estimular a ovulação?

Para potencializar as chances do procedimento dar certo, a paciente toma uma medicação à base de hormônios, como o HCG, para estimular a ovulação. Indica-se o tratamento em casos de infertilidade sem causa aparente. E também para homens que têm uma contagem moderada de espermatozoides.

Os médicos responsáveis pelo procedimento, acompanham o processo fazendo uma ultrassonografia transvaginal a cada 3 dias na paciente. Quando um ou mais folículos (estrutura que abriga o óvulo) passam de 18 mm de diâmetro, é hora de estimular a ovulação. São necessários cerca de cinco milhões de espermatozoides móveis progressivos para serem injetados no útero.

Não existe um número máximo de tentativas, mas após 2 ou 3 ciclos sem sucesso, o normal é partir para um tratamento mais complexo. As taxas de gravidez ficam entre 12% e 20% no caso da Inseminação Artificial.

Como saber qual a melhor técnica para o seu caso

Somente os médicos especialistas em reprodução assistida podem indicar qual o melhor tratamento para o casal. Os casos são analisados individualmente. Para cada tipo de infertilidade, indica-se um tratamento.

Tanto a inseminação artificial quando a fertilização in vitro têm boas taxas de sucesso e ajudam os casais que desejam engravidar. Após o diagnóstico, os médicos farão uma recomendação de forma mais precisa. E por isso, sempre consulte o médico para saber qual o melhor procedimento para o seu caso.

Graças a inúmeros avanços tecnológicos, que mudaram os rumos da medicina e da reprodução humana assistida, muitos casais podem realizar o sonho de se tornar pais.

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