outubro 20, 2020

O que é hidrossalpinge?

O que é hidrossalpinge?

Comitê Editorial IVI Salvador

A hidrossalpinge é uma condição onde as trompas (ou apenas uma delas) são bloqueadas pela presença de líquido. Poucas mulheres sabem sobre a existência dessa patologia.

Essa é mais uma daquelas patologias que age de forma silenciosa. E, normalmente, a mulher só descobre quando inicia as tentativas de engravidar. Por isso, toda atenção é necessária.

Quando é feito o diagnóstico, como em todas as doenças que afetam o sistema reprodutor, milhares de pensamentos vêm à nossa cabeça. Entre eles, está incluso o sonho de ser mãe e o quanto pode prejudicar por algum problema.

Normalmente esse líquido está ali presente por uma infecção bacteriana que aconteceu na região das trompas.

Outros fatores que podem causar a hidrossalpinge incluem cirurgias abdominais anteriores, aderências pélvicas, endometriose e outras fontes de infecção, como a apendicite.

Com um tratamento adequado e o acompanhamento de bons profissionais, é possível tratar a doença.

De que forma a hidrossalpinge afeta a chance de gravidez?

A hidrossalpinge pode provocar alguns problemas no corpo da mulher. O principal é vir a ter infertilidade. Pelo fato de ocorrer uma dilatação na trompa, que pode chegar a ter vários centímetros de diâmetro. Isso pode interferir diretamente no processo de fecundação do óvulo pelo espermatozoide, já que é na trompa que essa fase acontece.

O problema pode também provocar uma obstrução da trompa, fazendo com que o óvulo não consiga descer, e também impeça o espermatozoide de subir. Vale alertar que nem todos os casos de obstrução de trompa são causados pela hidrossalpinge.

O líquido presente na trompa por conta da hidrossalpinge também pode ser um dos fatores que podem atrapalhar no momento da implantação do embrião, caso a fecundação tenha ocorrido na trompa saudável. Alguns estudos revelaram que esse líquido cai no fundo do útero e faz com que a nidação – o processo de implantação do óvulo fecundado na parede do endométrio – seja dificultada.

Caso a implantação ocorra, ainda assim um outro fator pode atrapalhar uma gravidez saudável. O líquido armazenado na trompa pode ser tóxico e causar um aborto. A relação da trompa dilatada com a quantidade de líquido secretado está diretamente ligada à aderência. Quanto mais inchada, mais líquido ela secreta e mais grave pode se tornar.

No caso da hidrossalpinge ser secretora, o procedimento para fazer com que o líquido pare de cair na cavidade uterina pode diminuir as chances de uma gravidez natural, podendo existir a necessidade de uma fertilização in vitro (FIV). Mas tudo isso vai depender do grau de gravidade do problema, do histórico da paciente e do tratamento adotado pelo especialista que acompanha o caso.

Conheça os sintomas da hidrossalpinge

Os sintomas podem ser dores abdominais – dor pélvica ou no abdômen inferior, que piora durante a menstruação ou logo a seguir; inchaço e corrimento vaginal constante de aspecto e cores diferenciadas das habituais para um muco saudável. Além de dor durante a relação sexual, sangramento fora do período menstrual e até mesmo febre podem ocorrer.

Mas também pode acontecer de ser assintomática, e assim a mulher pode chegar ao diagnóstico apenas quando começa a investigar o motivo da infertilidade. A condição muitas vezes é bilateral e a gravidez não consegue seguir em frente. Por isso a importância de sempre manter um acompanhamento, realizar exames nos prazos indicados pelos médicos e se manter alerta com a própria saúde.

A maioria das mulheres com hidrossalpinge não têm sintomas, exceto problemas de fertilidade. Em algumas mulheres, uma gravidez ectopica (quando o óvulo fertilizado se implanta em algum lugar fora do útero, e a gravidez ocorre em uma das trompas) pode ser o primeiro sinal.

Se as trompas estiverem completamente bloqueadas, o óvulo não pode seguir através da trompa para o útero e, assim, a gravidez natural não ocorre, sendo necessária a ajuda da medicina reprodutiva.

Como é feito o diagnóstico e tratamento para a hidrossalpinge

O diagnóstico acontece através de exames de imagem. A ultrassonografia algumas vezes é capaz de detectar a presença da hidrossalpinge. Na histerossalpingografia, o médico injeta, através do colo do útero, um líquido opaco o raio x, para verificar se as trompas estão permeáveis ou não. 

Pela laparoscopia, o médico pode observar diretamente o exterior do útero e das trompas e perceber se há indícios de que estejam obstruídas. A videolaparoscopia permite não só o diagnóstico da hidrossalpinge, mas também a intervenção terapêutica necessária ao tratamento. 

Normalmente, o tratamento para esse tipo de problema é a tentativa de desobstruir as trompas. Caso esse procedimento não dê resultado, pode ser feita a retirada da trompa ou parte dela, através de cirurgia. Se afetar as duas trompas, então o procedimento é retirar as duas trompas.

Tudo dependerá do grau e do nível da doença. Para isso, a avaliação de um bom especialista é fundamental para uma boa recuperação e resolução do problema. Um procedimento bem feito, para quem tem o problema em apenas uma das trompas, pode trazer possibilidades a uma futura gravidez natural.

Caso as duas trompas sejam retiradas, a mulher só conseguirá engravidar através da fertilização in vitro. Nesse procedimento, o espermatozoide fecunda o óvulo em laboratório. Após formado o embrião, transfere-se para o útero materno, para que ocorra a implantação e, consequentemente, a gestação.

A importância da prevenção

A prevenção da hidrossalpinge consiste basicamente em métodos para conter as infecções que as estejam causando. O uso de preservativos, por exemplo, ajuda a prevenir o surgimento de Infecções Sexualmente Transmissíves (IST’s) Que  também podem desencadear a condição.

Da mesma forma, também precisa-se evitar as inflamações pélvicas. Por isso, o acompanhamento ginecológico e a realização de exames de rotina, também é importante para evitar que esse tipo de problema aconteça.

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