Durante muito tempo, a paternidade parecia condicionada a modelos tradicionais de família. Hoje, isso mudou. A ciência abriu caminhos diferentes, todos guiados pelo mesmo desejo: cuidar, educar e amar.
A medicina reprodutiva tem um papel central nessa transformação. Ela permite que homens solteiros, casais heterossexuais com dificuldades para engravidar e casais homoafetivos concretizem o sonho de formar uma família.
Por que cada vez mais homens buscam a reprodução assistida
A infertilidade ainda é um dos principais motivos que levam pacientes a um consultório de reprodução assistida. Mas esse não é mais o único motivo.
O perfil de quem procura esse tipo de acompanhamento está mudando. Hoje, também chegam aos consultórios.
Homens que querem preservar a fertilidade para o futuro. Homens solteiros que decidiram não esperar por um relacionamento para ter filhos. Casais homoafetivos que buscam um planejamento seguro para construir família.
Segundo o Dr. Agnaldo Viana, especialista em reprodução assistida do IVI Salvador, essa mudança tem uma explicação simples: informação.
“Percebemos cada vez mais homens buscando informação antes mesmo de iniciar essa jornada. Muitos chegam ao consultório não por enfrentarem um diagnóstico de infertilidade, mas porque querem entender quais caminhos existem para realizar o sonho de ter filhos”, conta o médico.
O planejamento é o primeiro passo
Antes de qualquer procedimento, existe uma etapa fundamental: o planejamento.
Quanto mais cedo ele começa, mais opções o paciente tem disponíveis. Isso vale tanto para quem quer preservar óvulos ou espermatozoides quanto para quem já decidiu iniciar um tratamento.
“Quanto mais cedo esse planejamento acontece, maiores são as possibilidades de oferecer alternativas adequadas para cada realidade. A informação permite que os pacientes tomem decisões com mais segurança e tranquilidade”, explica o Dr. Agnaldo.
Foi exatamente esse cuidado que guiou a jornada dos baianos Ruan Gomes e Rafael Moreira.
A história de Ruan e Rafael
Ruan e Rafael estão juntos há praticamente dez anos. Eles se conheceram na faculdade. Ruan cursava engenharia civil e Rafael fazia biologia, curso que depois trocou por odontologia.
A vontade de ser pais sempre esteve entre os planos do casal. Mas o momento certo levou tempo para chegar, entre fatos e decisões da vida.
“Sempre tive vontade de ser pai, desde muito antes de pensarmos nisso de forma mais concreta. O Rafael sempre foi mais ponderado, dizia que a gente precisava conquistar outras coisas primeiro, ganhar nosso espaço. Mas sempre tivemos isso muito claro: a paternidade fazia parte dos nossos planos”, conta Ruan.
Foi quando a rotina profissional de Rafael como dentista se estabilizou que o casal sentiu que a hora havia chegado.
Como funciona o caminho para casais homoafetivos
Para casais homoafetivos masculinos, a construção de uma família passa por um conjunto de recursos da medicina reprodutiva. Os avanços nas técnicas e a evolução da sociedade permitem, hoje, que sonhos sejam plenamente realizados.
Um passo importante para isso é a Fertilização in Vitro (FIV). Outros passos necessários são a utilização de óvulos doados e a gestação por substituição.
Todo esse processo segue as normas devidamente estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina, com acompanhamento médico especializado em cada etapa.
Foi esse o caminho que Ruan e Rafael percorreram, com planejamento, apoio médico e muita expectativa durante todo o processo.
Do laboratório à confirmação da gravidez
O processo de fertilização envolve várias etapas técnicas, e cada uma delas importa. Para que tudo desse certo, Ruan e Rafael e a barriga solidária passaram por avaliações, ajustaram alguns pontos no estilo de vida para cuidar de IMC e do nível de vitaminas, pontos fundamentais para o sucesso do tratamento.
No caso do casal, oito óvulos foram fecundados. Seis se tornaram blastocistos. Três passaram por um teste genético chamado PGT-A e todos apresentaram resultado euploide, ou seja, sem alterações cromossômicas.
Um único embrião foi selecionado, por sua qualidade morfológica, para a transferência. E o resultado veio positivo.
“Foi um misto de alívio e felicidade, daquelas que dão vontade de chorar”, descreve Ruan sobre o momento em que souberam da gravidez.
Hoje, o casal vive a 12ª semana de gestação. Já sabem que será uma menina. Já escolheram o nome: Clarissa.
O que significa ser pai, na visão de quem viveu essa jornada
Para Ruan, a resposta é simples e direta.
“Ser pai para a gente é ser amor, é ser um porto seguro na vida do outro, é ser amigo, é ser companheiro”.
Enquanto espera Clarissa e se prepara para viver o primeiro Dia dos Pais oficialmente como pai, Ruan deixa um recado para outros homens que sonham com a paternidade:
“Não desistam. Confiem. Se essa vontade existe dentro de você, é porque já foi abençoada. Não existe motivo para pensar que você não merece ser pai”.
A reprodução assistida como aliada de diferentes histórias
Para o Dr. Agnaldo Viana, casos como o de Ruan e Rafael mostram algo importante: a reprodução assistida deixou de ser apenas uma resposta à infertilidade.
Ela se tornou uma aliada de diferentes projetos de vida.
“Quando falamos em reprodução assistida, estamos falando sobre pessoas, histórias e projetos de vida. A tecnologia evoluiu muito, mas o que realmente move esse trabalho continua sendo o mesmo: ajudar famílias a nascerem. Independentemente da configuração familiar, o desejo de cuidar, amar e construir vínculos é o que define a paternidade”, explica.
Pensando em começar sua jornada?
Se você é um homem solteiro, faz parte de um casal homoafetivo ou de um casal heterossexual com dificuldades para engravidar, saiba que existem caminhos possíveis e especialistas prontos para te acompanhar em cada etapa.
O primeiro passo é sempre o mesmo: buscar informação. Aqui no IVI Salvador, utilizamos as técnicas mais modernas da medicina reprodutiva, com equipe humanizada e atualizada constantemente.
Seja qual for o seu sonho, conte conosco para a realização! Agende sua consulta.
Comentários estão fechados.