A resposta para essa pergunta é muito individual. Depende de diversos fatores, incluindo o ciclo menstrual específico e o tipo de pílula anticoncepcional que a pessoa fez uso.
Muitas mulheres, dentro de alguns meses após a interromper o uso do anticoncepcional, já engravidam. Já em outras, a gravidez pode acontecer no prazo de até um ano.
Se você está buscando realizar o sonho de ter filhos e decidiu parar o anticoncepcional para engravidar, é preciso compreender os efeitos da sua escolha.
A partir dessa realidade, devemos levar em consideração dois fatores importantes: seu corpo e o método contraceptivo que você usava.
Parei de tomar anticoncepcional: posso engravidar no primeiro mês?
Na expectativa de realizar o sonho da maternidade, as mulheres acabam ficando ansiosas. Por isso, é importante saber que logo no primeiro mês, a gravidez ainda não deverá acontecer.
Após a interrupção do uso de contraceptivos, é comum que atrase, temporariamente, o tempo de gravidez.
Tudo isso se dá porque os contraceptivos hormonais afetam o ciclo reprodutivo. Ou seja, antes de você fazer uso de anticoncepcional, seu ciclo hormonal era diferente. Assim, com a parada do método contraceptivo, o corpo precisa se readaptar devido à ausência de doses diárias, mensais ou trimestrais.
A ovulação vai depender, exclusivamente, da eliminação desses hormônios sintéticos que foram ingeridos. E, para isso, não existe um padrão.
Como os anticoncepcionais hormonais afetam a fertilidade futura
Muitas pessoas engravidam com apenas alguns meses após a interrupção do uso de anticoncepcionais. Já a maioria engravida dentro de um ano. Se isso te preocupa, uma boa dica é falar com um profissional de saúde para obter orientação personalizada.
Além do organismo, cada método também apresenta um tempo médio de eliminação dos hormônios sintéticos.
É preciso, em média, quatro meses para engravidar após a remoção do DIU hormonal. É importante ressaltar que o DIU de cobre não é hormonal e, por isso, as pacientes costumam ter um retorno mais rápido da fertilidade.
Já as pílulas anticoncepcionais combinadas contêm uma junção de hormônios estrogênio e progestina. É preciso, em média, oito meses para engravidar após parar de tomá-las.
O contraceptivo injetável contém progestina com ou sem estrogênio e, dependendo do seu tipo específico, é tomado a cada um a três meses. Assim, é preciso, em média, cinco a nove meses para engravidar se você pular uma injeção para realizar a tentativa.
Porém, se você toma uma injeção a cada três meses, é preciso cerca de oito a 12 meses após a última injeção tomada para engravidar.
E para finalizar, os implantes contraceptivos, que são inseridos sob a pele para a liberação de progestina, precisam, em média, de 3 a 8 meses para engravidar após a remoção do implante.
“Cada pessoa é diferente. Para algumas mulheres, a ovulação pode levar vários meses para ocorrer após a interrupção do uso de anticoncepcionais. Também é comum apresentar ciclos menstruais irregulares por alguns meses após a suspensão do anticoncepcional. Se você está pensando em ter filhos, talvez seja interessante optar por um método anticoncepcional sem hormônios para ajudar a identificar o período fértil e o início da ovulação”, explica Dra. Andreia Garcia, do IVI Salvador.
Quais são as chances de engravidar depois de parar de usar anticoncepcionais
Não há uma resposta única. A maioria das pessoas engravidará, em média, dentro de um ano após a interrupção do uso de anticoncepcionais se tiverem relações sexuais regulares e desprotegidas durante a janela de fertilidade.
Alguns fatores, entretanto, podem afetar as chances de engravidar.
A fertilidade normalmente começa a diminuir a partir dos 30 anos. Condições como a síndrome de ovários policísticos (SOP) ou endometriose podem colaborar com a demora da chegada de uma gravidez.
Estilo de vida que envolva tabagismo, falta de atividade física, alimentação desequilibrada e estrasse também não combina com um ambiente favorável para uma gravidez.
A qualidade do espermatozoide também entre nesse rol. A gravidez requer um óvulo e um espermatozoide, portanto, a saúde do espermatozoide (concentração, motilidade e morfologia) também é importante.
Quando é necessário consultar um especialista
É necessário agendar uma consulta com seu profissional de saúde se você estiver planejando engravidar. Ele pode ajudar a te preparar para a gravidez revisando seu histórico médico, recomendando ajustes no estilo de vida, sugerindo vitaminas pré-natais e fazendo uma triagem de doenças e infecções que possam afetar a fertilidade ou a gravidez.
Você também deve considerar conversar com um profissional de saúde se você parou de tomar anticoncepcionais e não menstruou por três meses. Isso pode ser devido a algo como SOP que estava oculto enquanto você tomava anticoncepcionais.
Se você tem 34 anos ou menos e está tentando engravidar há 12 meses sem sucesso. Ou, se você tem 35 anos ou mais e está tentando há seis meses também sem sucesso. Ou ainda, se você tem 40 anos ou mais e planeja engravidar.
Mas, se você ainda apresenta dificuldades para engravidar após o período de 12 meses, é possível que isso esteja relacionado à infertilidade. Assim, é recomendado que você procure por um médico especialista em reprodução humana para que sejam investigadas as possíveis causas e ele aponte o tratamento mais adequado para seu caso.
Garantindo a saúde do casal
É importante conhecer algumas práticas simples e naturais que ajudam a aumentar o potencial da fertilidade. Um ponto essencial é entender que essas mudanças, na maioria das vezes, devem ser adotadas pelo casal, já que a saúde de ambos influencia diretamente as chances de engravidar.
A alimentação é um dos primeiros cuidados. O ideal é evitar o consumo excessivo de carboidratos refinados, como pão branco, doces, refrigerantes e massas, além de reduzir gorduras de origem animal, como manteiga, leite integral e queijos amarelos.
O sono também tem papel fundamental nesse processo. Dormir bem contribui para a saúde dos óvulos, no caso das mulheres, e dos espermatozoides, no caso dos homens.
Manter uma rotina regular de atividade física é outro fator importante, pois o exercício ajuda a equilibrar os hormônios e melhora o funcionamento do organismo como um todo, refletindo positivamente na fertilidade.
Além disso, é essencial evitar o consumo de álcool, cigarro e drogas, já que essas substâncias podem prejudicar a qualidade reprodutiva do casal e fazer mal ao bebê antes mesmo da mulher descobrir a gravidez.
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