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Menopausa e fertilidade: 5 coisas que você precisa saber

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Nas últimas décadas o número de mulheres que dão à luz após os 35 anos tem crescido de forma significativa.

Apesar de muitas mulheres estarem escolhendo adiar a maternidade por diversas razões que refletem uma mudança da própria sociedade, é preciso estar consciente da programação do corpo da mulher com relação aos sintomas do climatério, que é o período de mudanças que ocorrem em torno a 10 anos antes da menopausa.

A menopausa se caracteriza como o estágio da vida da mulher onde a menstruação deixa de acontecer e com ela a ovulação, tendo como resultado que já não é possível engravidar naturalmente. Isso ocorre em um intervalo que pode levar poucos meses ou inclusive anos.

De forma geral a menopausa acontece entre os 45 e 55 anos com a queda dos níveis do hormônio estrogênio, portanto aos 40 muitas mulheres já iniciaram o climatério e mesmo as que ainda não iniciaram, terão uma reserva ovariana bastante reduzida.

Mulheres que pretendem ter filhos em idades próximas ou após os 40, precisam estar atentas à menopausa, algo que muitas vezes é difícil considerando que o fim da capacidade reprodutiva é compatível com uma ótima saúde e aparência jovial.

Para ajudar você a planejar a maternidade, fizemos uma coletânea de pontos importantes selecionados pelos especialistas do IVI sobre a fertilidade antes, durante e depois da menopausa.

  1. A relação entre idade e infertilidade não começa apenas com a menopausa

 As mulheres nascem com cerca de um milhão de óvulos, porém a maioria desses óvulos não chegam à etapa de desenvolvimento. A quantidade de óvulos se reduz em uma velocidade de centenas todos os meses até que, quando a menopausa chega, somente cerca de 100 óvulos ainda existem.

Além da redução do número de óvulos, mudanças uterinas contribuem para a diminuição da fertilidade. Isso ocorre antes mesmo da menopausa e inclusive antes dos primeiros sintomas do climatério. No entanto, existem exames de ultrassom e dosagens hormonais capazes de identificar o estado atual da fertilidade, o que é muito importante ser acompanhado a partir dos 30 anos por todas as mulheres que desejam engravidar um dia. Se identificado alguma alteração nos exames, existem tratamentos que podem ser feitos para superar as dificuldades.

  1. Durante o climatério as chances de engravidar naturalmente são baixas

 Ates dos 35 anos e com uma fertilidade normal, as chances de engravidar durante cada ciclo de ovulação estão em torno a 25%. No entanto após essa idade o potencial reprodutivo se reduz, e aos 40 normalmente começa o processo que levará à menopausa. Nesta etapa as chances de engravidar naturalmente são menores que 10% por ciclo.

A idade é o fator mais comum de perda de fertilidade, por isso é importante consultar um especialista em reprodução humana pós 6 meses de tentativas quando a idade da mulher é superior aos 35 anos, para dessa forma evitar que o impacto da espera, que pode agravar a dificuldade.

Após atingir a menopausa, a única forma de obter a gestação é realizando tratamento de Fertilização in Vitro com óvulos doados.

  1. É possível entrar na menopausa de forma prematura

 Apesar da maioria das mulheres iniciar o processo de menopausa entre os 45 e 55 anos, uma de cada 100 mulheres atinge a menopausa de forma prematura antes dos 40 anos. A menopausa precoce, também conhecida como insuficiência ovariana pode começar sem gerar sintomas ou razões para desconfiar de alterações na capacidade reprodutiva.

Quando chegam, os sintomas da menopausa precoce são similares aos sintomas da menopausa natural. São eles: irregularidade menstrual, alterações no período com um aumento ou diminuição do fluxo. Não estão comprovadas as causas que podem provocar a menopausa precoce, que pode surgir por uma tendência genética, doenças autoimunes ou ser influenciada por fatores de riscos, como por exemplo o consumo de cigarro.

Para detectar a menopausa precoce são solicitados exames hormonais e de ultrassom para a contagem dos folículos antrais. Estes testes são os mesmos solicitados para a avaliação da fertilidade, que é recomendado para mulheres a partir dos 30 anos de forma periódica.

  1. Prevenindo: Existem opções de engravidar com óvulos próprios após a menopausa

 Muitas famílias já têm claro que precisarão adiar os planos de ter filhos para um momento em que a mulher tenha 38 anos ou mais. Se este é o seu caso, é recomendável realizar o congelamento de óvulos, de preferência antes de atingir esta idade, pois quanto mais cedo os óvulos são preservados, melhor será sua qualidade e também maiores serão as chances de gravidez.

Com óvulos congelados é possível adiar os planos de gravidez com a segurança de contar com óvulos próprios mais jovens e também reduzindo os riscos de alterações cromossômicas no embrião, que são superiores na medida em que a idade da mulher avança.

Para as mulheres que não congelaram óvulos, utilizar óvulos doados será a opção disponível mais efetiva para engravidar a partir do climatério. O tratamento com óvulos doados envolve a Fertilização in vitro, onde será implantado no útero materno embrião gerado a partir do óvulo doado fertilizado com o sêmen do pai. Mesmo contando com o óvulo doado, é preciso realizar o preparo do útero, o que implica em tomar determinadas medicações que serão personalizadas em cada caso. Normalmente as taxas de sucesso do tratamento utilizando esta técnica atingem 50% por ciclo.

Nas clínicas do grupo IVI as taxas de gravidez dos nossos tratamentos estão disponíveis em nosso site, sendo verificadas por empresa auditora externa para comprovar nossa transparência com relação aos resultados apresentados para cada tratamento.

  1. Recomendações de idade máxima para realizar um tratamento de reprodução humana

 O Conselho Federal de Medicina recomenda que 50 anos seja a idade máxima para uma mulher realizar tratamentos de reprodução assistida. Após esta idade, casos excepcionais devem ser avaliados individualmente.

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