setembro 23, 2015

IVI revela relação genética da mãe em gravidez com óvulo doado

IVI - embrião fixando no endométrio

Comitê Editorial IVI Salvador

Estudo da Fundação IVI que foi publicado na revista científica Development escreve uma nova linha na história mundial da reprodução humana assistida ao comprovar pela primeira vez a relação genética entre a gestante e o embrião, inclusive para gravidez com óvulo doado. Estamos orgulhos de trazer esta boa notícia a milhares de casais que realizam o sonho de ter filhos com a ajuda do programa de doação de óvulos, noticia que vem acompanhada de perspectivas para no futuro encontrar formas de evitar doenças e tendências que passam da gestante ao bebê durante a gravidez, como a diabetes e a obesidade, por exemplo.

Os cientistas responsáveis pela descoberta, doutores Felipe Vilella e Carlos Simón, identificaram que através do endométrio, que é o tecido da parte interna do útero onde se fixa o embrião, exerce influência epigenética e modifica o genoma, ou seja, o código genético do futuro bebê, inclusive quando o embrião foi gerado a partir de um óvulo de doadora em tratamento de Fertilização in Vitro e, portanto, também nos casos de barriga solidária.

“Já suspeitávamos do intercambio genético entre gestante e embrião, pela coincidência de algumas características físicas entre mães de filhos gerados com a ajuda de tratamentos de reprodução humana com óvulo doado, bem como pela incidência de enfermidades dessas crianças relacionadas com condições da mãe gestante como obesidade e diabetes tipo II”, explica Felipe Vilella.

A comunicação entre o endométrio e o embrião pode resultar na ativação ou inibição de funções específicas, o que abre o caminho para os investigadores encontrarem como pode acontecer a transmissão de patologias da gestante ao bebê como a Diabete e a Obesidade. Esta informação é valiosa para no futuro conseguir impedir a transmissão de doenças que aconteçam devido à informação que chega ao embrião através do endométrio da gestante.

Novo olhar sobre a barriga de aluguel

“No Brasil a barriga de aluguel não é permitida. Quando a mulher não pode fazer a gestação do seu bebê, a alternativa é contar com o apoio voluntário de um membro da família do casal até o quarto grau. Essa voluntária será a barriga solidária, também conhecida como útero de substituição. No entanto, conhecemos pelos meios de comunicação casos de pessoas que viajam a países onde a prática da barriga de aluguel está permitida para realizar o sonho de ter filhos. Para esses casos o estudo faz um alerta sobre a informação dos hábitos e condições da gestação, já que ela pode exercer influência no desenvolvimento do futuro bebê.

 

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